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	<title>Inergial</title>
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	<description>Re&#183;energize</description>
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		<title>De Volta ao Sol: uma história sobre a reapropriação dos recursos energéticos de fluxo</title>
		<link>https://inergial.com.br/de-volta-ao-sol-uma-historia-sobre-a-reapropriacao-dos-recursos-energeticos-de-fluxo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Oct 2021 20:09:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Renovável]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recursos Energéticos de Fluxo e de Estoque Desde as mais remotas sociedades primitivas, o homem busca se apropriar de recursos e formas de energia para a sua subsistência e desenvolvimento social e econômico. Cerca de doze mil anos atrás, as sociedades nômades de caçadores–coletores deram lugar – em longo período de transformações– às sociedades agrárias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Recursos Energéticos de Fluxo e de Estoque</strong></p>



<p>Desde as mais remotas sociedades primitivas,
o homem busca se apropriar de recursos e formas de energia para a sua
subsistência e desenvolvimento social e econômico. Cerca de doze mil anos
atrás, as sociedades nômades de caçadores–coletores deram lugar – em longo
período de transformações– às sociedades agrárias primitivas. Na chamada
Revolução Agrícola (Revolução Neolítica), a domesticação de plantas e animais empregou
o processo de fotossíntese para aumentar a produção de alimentos. As plantas
sempre foram os únicos conversores energéticos naturais capazes de transformar
energia solar em energia química, enquanto músculos humanos e de animais foram
os conversores naturais da energia química em energia mecânica necessária para
cultivar os campos. A agricultura, portanto, constituiu por milhares de anos,
do ponto de vista energético, um sistema de energia solar controlado (SIEFERLE,
 2001), mas
limitado à eficiência da fotossíntese, em torno de 4% (SMIL, 2002). O reino
animal, que se sustentava das porções de radiação solar armazenadas na
biomassa, dependia energicamente do reino vegetal.</p>



<p>A quantidade de energia capturada pela
fotossíntese era o limite superior da energia disponível para as atividades
produtivas (WRIGLEY, 2013). Embora
pudessem empregar a conversão solar–química para armazenar energia na biomassa,
as sociedades agrárias se beneficiavam passivamente dela porque não controlavam
o tempo do processo de conversão e, por isso, sofreram com instabilidades
produtivas e escassez de alimentos, embora 90% da população, em média, se
dedicasse às atividades agrícolas (LENTON;
PICHLER; WEISZ, 2016). A energia solar capturada supria as necessidades
metabólicas e as atividades laborais encerradas dentro da economia agrícola. Extensões
de terra e gado podiam aumentar a produção, mas não necessariamente resultavam
em excedentes ou incremento de alimentos <em>per capita</em>. Ao contrário,
investidas por desenvolvimento resultavam em mais trabalho humano e animal com
maior gasto energético metabólico. Com pouco excedente energético, não havia
abundância de alimentos e de bens, pelo menos para a maioria da população.</p>



<p>Nas sociedades pré-industriais, a energia hidráulica
e a energia eólica foram empregadas para realizar trabalho através de moinhos,
rodas d’água e embarcações. Essas duas formas de energia são essencialmente energia
cinética de fluidos distintos e derivam diretamente da radiação solar que
energiza a biosfera e ‘motoriza’ o ciclo hidrológico e a movimentação das
massas de ar. Antes da Revolução Industrial, as economias eram orgânicas porque
estavam limitadas à quantidade de radiação solar e pela fotossíntese (WRIGLEY, 2013), mas a
partir da Revolução Industrial a base energética mudou e passou-se a usar combustíveis
fósseis (SIEFERLE, 2001), matéria
orgânica fossilizada que, em período geológico (milhões de anos), concentrou
grande quantidade de energia solar.</p>



<p>Neste contexto existiram <em>“apenas dois
principais regimes energéticos na história da humanidade: a era da energia
solar (um recurso renovável) de 10.000 a.C. a 1800 d.C. e a era dos
combustíveis fósseis (recursos não renováveis) de 1800 d.C. até o presente”</em>
(BURKE III, 2009, p. 35). De
10.000 a.C. a 1700, a população cresceu muito lentamente; em média, apenas 0,04%
ao ano. A partir de 1800 até os dias atuais, a população mundial aumentou sete
vezes (ROSER; RITCHIE; ORTIZ-OSPINA, 2013);
paralelamente, o consumo de energia primária <em>per capita</em>
quadruplicou e o consumo global de energia aumentou 27 vezes (SORRELL, 2015). A Figura 1 mostra que
os combustíveis fósseis permitiram que o PIB mundial <em>per capita</em> acompanhasse
<em>pari passu</em> a amplificação do consumo energético, resultando em desenvolvimento
econômico acelerado.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig1-1030x595.jpg" alt="" class="wp-image-1548" width="600" height="346" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig1-1030x595.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig1-300x173.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig1-768x444.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig1-1536x887.jpg 1536w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig1-1500x866.jpg 1500w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig1-705x407.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig1.jpg 1626w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption> Figura 1: população mundial de 1800 a 2019 (linha cheia) e PIB per capita de 1870 a 2016 (linha tracejada) com dados interpolados entre 1870 a 1949 e valores ajustados entre países e em USD de 2011.<br> Fonte: elaborado pelo autor com dados de Ritchie e Roser (2014) para população e de Bolt <em>et al.</em> (2018) para PIB <em>per capita</em>.</figcaption></figure></div>



<p>As sociedades industriais tiveram acesso à
energia abundante, à alta densidade energética estocada nos combustíveis
fósseis. Em outras palavras, as sociedades industriais se desenvolveram com
acesso quase ilimitado aos <strong>estoques energéticos</strong> fósseis (carvão,
petróleo e gás natural) enquanto as sociedades anteriores estavam limitadas
pelos <strong>fluxos energéticos</strong> da radiação solar e suas derivadas (energia
hidráulica e energia eólica).</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Combustíveis Fósseis na Base Energética</strong></p>



<p>Os combustíveis fósseis romperam o limite
passivo do sistema agrário e a abundância dos estoques energéticos liderou uma
transformação significativa dos sistemas energéticos nas sociedades. Em meados
do século 19, a biomassa não acompanha o ritmo de crescimento populacional, que
aumentou a demanda energética como um todo, e o carvão aumenta sua participação
como recurso energético. A primeira transformação energética ocorre quando o
carvão supera a biomassa (ZOU <em>et al.</em>,
2016), possibilitando um crescimento vertiginoso do seu uso até atingir
o pico de participação percentual em nível global por volta da Primeira Guerra
Mundial (ver Figura 2).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig2-1030x594.jpg" alt="" class="wp-image-1549" width="602" height="347" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig2-1030x594.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig2-300x173.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig2-768x443.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig2-1536x886.jpg 1536w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig2-1500x865.jpg 1500w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig2-705x406.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig2.jpg 1627w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /><figcaption> Figura 2: proporção percentual dos recursos energéticos de 1800 a 1960.<br> Fonte: elaborado pelo autor com dados de Ritchie e Roser (2014).</figcaption></figure></div>



<p>No início, a Revolução Industrial intensificou
o trabalho físico muscular e aumentou a quantidade de energia para as máquinas
– os principais serviços energéticos até então – mas depois outros tipos de
serviços energéticos, como iluminação e transporte, foram demandados em
quantidades quase inimagináveis desde 1750 (KEAY, 2007). Em uma
primeira fase da industrialização, o carvão forneceu energia sob a forma de
vapor para a indústria e impulsionou o transporte ferroviário e marítimo. Em
uma segunda fase, o desenvolvimento de motores de combustão interna a gasolina
ou diesel flexibilizaram o transporte, conferindo incrível mobilidade às
pessoas e cargas.</p>



<p>No início do século 20, diversos recursos
energéticos passam a coexistir, atendendo, cada um com suas características, às
necessidades específicas em diversos setores das sociedades industriais. O
petróleo começa a deslocar o uso do carvão e após a Segunda Guerra Mundial observa-se
uma ‘explosão’ populacional, correlacionada com a versatilidade dos seus
derivados. Em 1965, petróleo e gás natural superaram o carvão, liderando a
segunda transformação energética (ZOU, <em>et al.</em>,
2016). Com o tempo, os combustíveis fósseis passaram a competir entre
si, e os melhores adaptados acabaram vencendo (BELTRAN, 2018). Um combustível
passa a dominar sobre os demais em números percentuais, porém o consumo
absoluto de cada um não diminuiu com o tempo – ao contrário – todos os
combustíveis fósseis seguiram em expansão (Figura 3).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1030" height="594" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig3-1030x594.jpg" alt="" class="wp-image-1550" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig3-1030x594.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig3-300x173.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig3-768x443.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig3-1536x886.jpg 1536w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig3-1500x865.jpg 1500w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig3-705x406.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fig3.jpg 1627w" sizes="(max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> Figura 3: consumo de energia primária em TWh de 1965 a 2018.<br> Fonte: elaborado pelo autor com dados de Ritchie e Roser (2014).</figcaption></figure></div>



<p>A industrialização alterou os ciclos de
materiais; o domínio da biomassa transformou-se no domínio dos minerais e, nas
economias industriais, a atmosfera passou a ser o reservatório de descarte de
CO<sub>2</sub> (LENTON; PICHLER; WEISZ, 2016).
A era fóssil possibilitou inegável desenvolvimento socioeconômico para muitos
países, mas o uso dos estoques energéticos fósseis deixa um legado ambiental
perturbador: o descarte de matéria (subprodutos da combustão) e energia (na
forma de calor). Queimamos os estoques fósseis para usar a energia solar
armazenada a milhões de anos e alteramos aceleradamente e irreversivelmente a
qualidade da energia disponível (degradação entrópica). Essa externalidade
negativa desequilibra a biosfera e eleva a temperatura média da Terra, e o seu efeito
observável, é o que chamamos de mudança climática.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>De Volta ao Sol</strong></p>



<p>Contudo, foi apenas nos últimos anos que a energia
solar e eólica, chamadas de <em>energias</em> renováveis, ganharam impulso e
foram de recursos alternativos para competitivos, complementando a expansão da
oferta energética pelo fator custo. A vantagem de custos é resultado do
aprimoramento tecnológico mais recente e do ganho de escala. Esses recursos de
fluxo, limpos e inesgotáveis, podem substituir parte significativa dos estoques
fósseis finitos que suprem setores tradicionais como o transporte terrestre e a
geração de eletricidade.</p>



<p>Com o advento da sociedade de ‘baixo carbono’, a terceira grande transformação dos combustíveis fósseis tradicionais em uma nova energia não fóssil se tornará inevitável (ZOU <em>et al.</em>, 2016). O uso atual dos fluxos energéticos pelas sociedades modernas representa, em última análise, o retorno à fonte que majoritariamente sempre nos energizou. Não estaremos limitados, entretanto, à eficiência de conversão dos processos naturais, mas o quanto de energia a tecnologia vigente poderá converter instantaneamente e armazenar economicamente. Não se trata do abandono completo dos estoques fósseis, mas de uma complementação energética com os recursos de fluxo. A transformação que observamos atualmente revela a reapropriação direta e indireta da energia solar e a transição energética em curso, portanto, não é lenta ou disruptiva, mas contínua e impactante dentro da evolução energética desde a Revolução Agrícola. A humanidade se volta para o recurso solar pela primeira vez desde que deixou a era solar cerca de 200 anos atrás. Agora, com uma nova perspectiva de desenvolvimento estamos caminhando, conscientemente e mais eficientemente, de volta ao Sol.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>BELTRAN, A. <em>Introduction: Energy in History, the History of   Energy</em>. Journal of Energy   History/Revue d&#8217;Histoire de l&#8217;Énergie, n. 1, 2018. Disponivel em:   &lt;energyhistory.eu/en/node/84&gt;. Acesso em: 21 junho 2020.</p>



<p>BOLT, J. et al. <em>Rebasing   ‘Maddison’: new income comparisons and the shape of long-run economic   development</em>. Maddison Project   Database, version 2018, 2018. Disponivel   em:   &lt;https://www.rug.nl/ggdc/historicaldevelopment/maddison/releases/maddison-project-database-2018&gt;.   Acesso em: 07 junho 2020.</p>



<p>BURKE III, E. <em>The Big Story: Human History, Energy Regimes, and the Environment</em>. In: BURKE III, E.; POMERANZ, K.   The Environment and World History. Berkeley: University of California   Press, 2009. p. pp. 33-53.</p>



<p>KEAY, M. <em>Energy: The Long View</em>. Oxford   Institute for Energy Studies, 2007.</p>



<p>LENTON, T. M.; PICHLER, P.-P.;   WEISZ, H. <em>Revolutions in energy input and material cycling in Earth history   and human history</em>. Earth System Dynamics, 7, 2016. 353–370.</p>



<p>RITCHIE, H.; ROSER, M. <em>Energy</em>. OurWorldInData.org,   2014. Disponivel em:   &lt;https://ourworldindata.org/energy&gt;. Acesso em: 07 junho 2020.</p>



<p>ROSER, M.; RITCHIE, H.;   ORTIZ-OSPINA, E. <em>World Population Growth</em>. OurWorldInData.org, 2013. Disponivel em: &lt;https://ourworldindata.org/world-population-growth&gt;.   Acesso em: 06 junho 2020.</p>



<p>SIEFERLE, R. P. <em>The Subterranean Forest: Energy Systems and the Industrial Revolution</em>. Tradução de Michael   P. Osman. Cambridge: The White Horse Press, 2001.</p>



<p>SMIL, V. <em>The Earth&#8217;s Biosphere: Evolution, Dynamics, and Change</em>. Cambridge: The MIT Press, 2002.</p>



<p>SORRELL, S. <em>Reducing energy demand: A review of issues, challenges and approaches. Renewable and Sustainable Energy</em> Reviews, 47, 2015. 74-82.</p>



<p>WRIGLEY, E. A. <em>Energy and the English Industrial Revolution</em>. Philosophical Transactions of the Royal   Society A 371: 20110568, 2013.</p>



<p>ZOU, C. et al. <em>Energy Revolution: From a Fossil Energy Era to a New Energy Era</em>. Natural Gas Industry B, 3, n. 1, 2016. 1-11.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>Sobre o autor | <a href="https://www.linkedin.com/in/igor-cordeiro-inergial/">Igor Cordeiro</a> é instrutor de energias renováveis na <a href="http://inergial.com.br/">Inergial Energia Ltda</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eletricidade: disputa tecnológica, economia de escala e regulamentação do monopólio natural</title>
		<link>https://inergial.com.br/eletricidade-disputa-tecnologica-economia-de-escala-e-regulamentacao-do-monopolio-natural/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 17:11:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eletricidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Essa é a segunda e última parte sobre a evolução do uso final da eletricidade desde o final do século XIX. A primeira parte abordou os primórdios do uso da eletricidade, o surgimento da indústria de geração elétrica e um dos primeiros serviços energéticos suprido por ela. Essa parte aborda a disputa tecnológica em torno [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Essa é a segunda e última parte sobre a evolução do uso final da eletricidade desde o final do século XIX. A primeira parte abordou os primórdios do uso da eletricidade, o surgimento da indústria de geração elétrica e um dos primeiros serviços energéticos suprido por ela. Essa parte aborda a disputa tecnológica em torno da geração e distribuição de energia elétrica e as estratégicas empresarias para disseminação do acesso à eletricidade.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A Guerra das Correntes</strong></p>



<p>Em 1888, Nikola Tesla – que havia imigrado para os EUA para
trabalhar com Thomas Edison, e se demitiu pouco tempo depois – vendeu suas
patentes para George Westinghouse cuja empresa havia se tornado concorrente dos
empreendimentos de Thomas Edison (Nix, 2019).
De um lado, Edison, financiado por J.P. Morgan, e de outro, Westinghouse,
apoiado pela genialidade de Tesla, duelaram na chamada ‘Guerra das Correntes’
(do inglês, <em>War of the Currents</em>). Os primeiros promoviam a eletrificação
em corrente contínua (CC) e os últimos em corrente alternada (CA).</p>



<p>Mais do que obter a liderança em um mercado potencialmente enorme,
a Guerra das Correntes evidenciou a corrida pela valorização das patentes
tecnológicas dos dispositivos elétricos, desde a lâmpada incandescente CC de
Thomas Edison ao motor de indução CA de Nikola Tesla. Estabelecer centrais
geradoras e redes de distribuição com base em suas patentes daria enorme
vantagem para exploração comercial e a eletricidade era um meio para o consumo
dessas inovações.</p>



<p>A <em>World&#8217;s Columbian Exposition</em>, feira ocorrida em Chicago
em 1893, atraiu 27 milhões de visitantes. A <em>Westinghouse Electric Company</em>
conseguiu o contrato para iluminar a feira com suas lâmpadas, alimentadas por
24 geradores de 500 HP e com transformadores e equipamentos para demonstrar a
versatilidade e eficiência do sistema CA (Carlson, 2019), em conjunto com conversores rotativos
(conversores CA/CC) (Cudahy &amp; Henderson, 2005). A feira virou uma
página na Guerra das Correntes e demonstrou a superioridade da eletricidade em
CA.</p>



<p>Em 1896, entra em operação a usina hidrelétrica em Niagara Falls,
Nova Iorque, com geradores CA de Westinghouse, alimentando a cidade de Buffalo
a 42 quilômetros de distância (Nix, 2019)
com um sistema de transmissão de 11 kV. Tal empreendimento encerrou
definitivamente a controvérsia entre os rivais (Safiuddin, 2013) e a breve era dos sistemas CC esmaeceu.
Os sistemas CA obtiveram êxito porque apresentavam menor perda de energia em
transmissão de longas distâncias e eram seguros o suficiente para operação,
apesar do descrédito sofrido anos antes pela contrapropaganda de Edison.
Representantes de Edison também fizeram <em>lobby</em> para aprovar leis
estaduais e limitar a tensão máxima dos sistemas elétricos em 300 Volts (Carlson, 2019) com o intuito de
frear o avanço da tecnologia CA. A geração e transmissão em CA prevaleceu,
embora o consumo de eletricidade permaneceu em torno de 110 Volts (CA), nível
anteriormente definido por Edison para distribuição e uso final da
eletricidade.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A Consolidação das <em>Utilities</em> Elétricas</strong></p>



<p>Três invenções do século XIX – o motor a combustão interna, a
turbina a vapor e o motor elétrico – foram essenciais para definir e moldar
toda a era do combustível fóssil que começou na década de 1890 (Smil, 2000). Centrais geradoras
(termelétricas e algumas hidroelétricas) se proliferaram rapidamente e
cresceram em capacidade de geração; redes de transmissão e distribuição
alcançaram regiões cada vez mais longínquas.</p>



<p>Contudo, a história sobre o nascimento e prosperidade desta
indústria estaria incompleta sem mencionar Samuel Insull, imigrante inglês que
começou sua carreira com Edison e se tornou um dos seus associados. A
estratégia de negócio de Insull era uma visão empresarial que concatenava
aspectos técnicos e econômicos com efeito de escala. Para Insull, otimizar a
capacidade e a eficiência dos geradores permitia reduzir o custo de cada
unidade de energia elétrica gerada em suas centrais, ou seja, consumir menos
carvão para cada kWh produzido. Foi sob o seu comando que a maior central
geradora da época foi construída e inaugurada em 1894, a <em>Harrison Street
Station</em>, em Chicago, com capacidade de 16,4 MW e geradores CA (Cudahy &amp; Henderson, 2005).</p>



<p>Apesar do sucesso com os sistemas CC em Chicago, a <em>Chicago
Edison Company</em>, presidida por Insull, foi a primeira empresa a empregar
comercialmente conversores rotativos – demonstrados na feira de Chicago – para
transmitir 2,3 kV em CA da <em>Harrison Street Station</em> para outra central,
abaixar a tensão, convertê-la e distribuí-la em CC (Cudahy &amp; Henderson, 2005).</p>



<p>Insull, de outro lado, estimulou a demanda; para operar seus
geradores em plena capacidade por mais tempo, alimentou elevadores e bondes durante
o dia, quando havia menos demanda por iluminação elétrica (IER, 2020). Outra estratégia
era expandir a distribuição elétrica para fora dos grandes centros e oferecer
preços mais baixos; ao procurar aqueles que usariam eletricidade fora das horas
de pico (à noite), Insull pôde aumentar o número de clientes e cobrar menos
pelo serviço para que pequenas empresas e famílias pudessem pagá-lo (PBS, 2020).</p>



<p>Insull promoveu agressivamente o uso da eletricidade por
eletrodomésticos e pequenos equipamentos industriais (Cudahy &amp; Henderson, 2005), diversificando o
uso da eletricidade para além da iluminação elétrica. Com habilidade extrema,
uniu tecnologia e economia com uma visão empresarial de <strong>diferenciação por
custo</strong>, massificando o acesso à eletricidade barata para milhões de
americanos. O seu legado é relacionado à <strong>economia de escala</strong> das centrais
geradoras e das redes elétricas. Entretanto, talvez a sua maior contribuição
tenha sido que outros serviços energéticos emergissem com a eletricidade devido
à queda abrupta do preço da eletricidade.</p>



<p>As pequenas e médias cidades, impacientes por serviços confiáveis
e eficientes, aproveitaram as baixas taxas de juros oferecidas pelos títulos
isentos de impostos para estabelecer suas próprias empresas de energia, que
cresceram duas vezes mais rápidas do que as empresas elétricas privadas,
passando de 400 em 1896 para mais de 1.250 uma década depois (Cudahy &amp; Henderson, 2005).</p>



<p>Temendo que o fornecimento de eletricidade se tornasse aos poucos
uma utilidade de propriedade exclusivamente pública com abusos locais, Insull
propõe a regulamentação estadual do serviço. Em 1907, a Federação Cívica
Nacional publica o primeiro documento defendendo a regulamentação com o
argumento de que a indústria não podia ser regulada pela competição (Simon, 1993). Enquanto as
empresas, públicas ou privadas, fossem obrigadas a atender os seus clientes
indistintamente, seriam apreciadas com concessões exclusivas em uma determinada
área. Desse modo, o risco do investimento na infraestrutura elétrica seria
drasticamente reduzido.</p>



<p>A regulamentação, portanto, ajudaria as empresas a se manter
financeiramente estáveis com preços (tarifas) determinados, baseados no custo
da eletricidade fornecida, acrescido da margem de lucro para futuros
investimentos e modernizações. Desta maneira, a proposta de regulamentação, na
prática, legalizava o monopólio privado fiscalizado pelo poder público. O <strong>monopólio
natural</strong> regulamentado, foi a última peça para institucionalizar as bases
das <em>utilities</em> elétricas como as conhecemos hoje.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>Muitos países seguiram o modelo de geração centralizada e
distribuição da eletricidade com concessão de monopólios por região. Para
acompanhar o consumo, demandou-se a construção de inúmeros empreendimentos de
geração, a partir de diversas fontes primárias de energia. Linhas de
transmissão cada vez mais longas e redes de distribuição cada vez mais entrelaçadas,
capilarizaram o acesso à eletricidade.</p>



<p>Tudo isso se consolidou pelo empenho e trabalho de nomes
importantes da ciência e do meio empresarial. Cada um contribuiu, à sua
maneira, para que eletricidade estivesse acessível a bilhões de pessoas no
mundo inteiro.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>Carlson, W. B. (27 de setembro de 2019). <em>Edison and
  Tesla&#8217;s cutthroat &#8216;Current War&#8217; ushered in the electric age</em>. Acesso em 18 de setembro de 2020, disponível em
  National Geographic:
  https://www.nationalgeographic.com/history/magazine/2016/07-08/edison-tesla-current-war-ushered-electric-age/</p>



<p>Cudahy, H. R.,
  &amp; Henderson, W. D. (2005). <em>From Insull to Enron: Corporate
  (Re)Regulation After the Rise and Fall of Two Energy Icons.</em> Research
  Paper Number 18, Indiana University, School of Law, Bloomington. Fonte:
  http://ssrn.com/abstract=716321</p>



<p>IER. (2020). <em>History of Electricity</em>. Acesso
  em 15 de setembro de 2020, disponível em Institute for Energy Research:
  https://www.instituteforenergyresearch.org/history-electricity/</p>



<p>Nix, E. (24 de outubro de 2019). How Edison, Tesla
  and Westinghouse Battled to Electrify America: The epic race to standardize
  the electrical system—later known as the War of the Currents—lit up
  19th-Century America. History. Acesso
  em 15 de setembro de 2020, disponível em History:
  https://www.history.com/news/what-was-the-war-of-the-currents</p>



<p>PBS. (2020). <em>Who Made America?</em> Acesso em 17
  de setembro de 2020, disponível em
  https://www.pbs.org/wgbh/theymadeamerica/whomade/insull_hi.html</p>



<p>Safiuddin, M.
  (2013). History of Electric Grid. Em D. Apple, R. Elmoudi, I. Grinberg, S. M.
  Macho, &amp; M. Safiuddin (Eds.), <em>Foundations of Smart Grid</em> (pp.
  6-11). Pacific Crest.</p>



<p>Simon, J.-P.
  (1993). The origins of US public utilities regulation: elements for a social
  history of networks. <em>FLUX, 11</em>, pp. 33-40.
  doi:https://doi.org/10.3406/flux.1993.940</p>



<p>Smil, V. (2000).   Energy in the 21st Century: Resources, Conversions, Costs, Uses, and   Consequences. <em>Annual Review of   Energy and the Environment</em>, pp.   21–51. Acesso em 20 de setembro de 2020.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>Sobre o autor | <a href="https://www.linkedin.com/in/igor-cordeiro-inergial/">Igor Cordeiro</a> é instrutor de energias
renováveis na <a href="http://inergial.com.br/">Inergial Energia Ltda</a>.</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/eletricidade-disputa-tecnologica-economia-de-escala-e-regulamentacao-do-monopolio-natural/">Eletricidade: disputa tecnológica, economia de escala e regulamentação do monopólio natural</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eletricidade: primórdios da sua geração e do seu uso</title>
		<link>https://inergial.com.br/eletricidade-primordios-da-sua-geracao-e-do-seu-uso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2021 18:36:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eletricidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1535</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os primórdios do uso da eletricidade, o surgimento da indústria de geração elétrica e um dos primeiros serviços energéticos suprido por ela.</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/eletricidade-primordios-da-sua-geracao-e-do-seu-uso/">Eletricidade: primórdios da sua geração e do seu uso</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Essa é a primeira de duas partes sobre a evolução do uso final da
eletricidade desde o final do século XIX. A primeira parte aborda os primórdios
do uso da eletricidade, o surgimento da indústria de geração elétrica (<em>utilities</em>)
e um dos primeiros serviços energéticos suprido por ela.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Introdução</strong></p>



<p>Eletricidade é uma forma de energia tão presente em nossas
atividades diárias que não nos damos conta onde ela é produzida nem como ela
chega até nós. Um olhar mais atento nos fará perceber que as redes elétricas
ligam as centrais de geração – onde os recursos energéticos estão disponíveis –
aos centros de consumo, através de uma rede extensa de cabos e complexos
dispositivos elétricos.</p>



<p>Apesar da acessibilidade da energia elétrica moderna, essa
essencial forma de energia nem sempre esteve disponível continuamente quando
surgiu. No início, a geração de eletricidade em quantidades significativas era
um obstáculo econômico para a sua adoção. A iluminação foi o primeiro serviço
energético eletrificado, mas ainda era cara e restrita a poucos. Mesmo assim,
importantes nomes da ciência e do meio industrial perseguiram a ideia de disseminação
do uso da eletricidade.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Os Primórdios do Uso Final da Eletricidade</strong></p>



<p>A eletricidade já era conhecida pela humanidade, mas a geração em
quantidade significativa é relativamente recente. Em 1831, Michael Faraday
demonstra a indução eletromagnética, o princípio tecnológico para a construção
de geradores elétricos capazes de converter energia mecânica em energia
elétrica. As bases tecnológicas para se obter energia mecânica já haviam sido
consolidadas anteriormente com o motor a vapor que convertia energia térmica,
geralmente queimando carvão, em energia mecânica. Em 1871, Zénobe Gramme,
engenheiro belga, aprimorou o dínamo – a <em>Gramme Machine</em> – um avanço
tecnológico que deu impulso à comercialização da eletricidade.</p>



<p>Em 1876, Charles Brush desenvolve uma nova lâmpada a arco voltaico
e um novo dínamo, considerado pela <em>The Franklin Institute</em> o mais
eficiente até então. No início da década de 1880, muitos sistemas de iluminação
elétrica foram instalados nos Estados Unidos, iluminando fábricas, lojas,
prédios públicos e ruas (Shiman, 1993). Em 1880, Brush inaugura uma pequena
central de geração elétrica para um sistema de iluminação com suas lâmpadas na
Broadway, Nova Iorque, competindo com Thomas Edison pela eletrificação da
cidade (Carlson, 2019). Cada um buscava o sucesso comercial de
suas inovações: a lâmpada a arco e a lâmpada de filamento incandescente,
respectivamente. A <em>Brush Electric</em> <em>Company</em>, entretanto, forneceu
80% do equipamento de iluminação a arco nos Estados Unidos, com as cidades de
Nova Iorque, Boston e Filadélfia entre seus clientes, até ser comprada pela
concorrente <em>Thomson-Houston Electric Company,</em> em 1889 (Case Western Reserve University, 2020).</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>O Nascimento da Geração Centralizada</strong></p>



<p>Em 1882, Thomas Edison inaugurou as duas primeiras centrais de
geração a carvão do mundo, uma em Londres, na <em>Holborn Viaduct</em> e outra em
Nova Iorque, a <em>Pearl Street Station</em> (Smil, 2017)
e a indústria das <em>utilities</em> para fornecimento de eletricidade dava os
seus primeiros passos com esses dois empreendimentos. O local da Pearl Street
Station<em>,</em> próximo ao distrito financeiro em Manhattan, foi cuidadosamente
escolhido por Edison após uma extensa pesquisa de mercado, pois a área de
atendimento era densa em comércios e residências. O sistema de distribuição, de
24 km de extensão com cabos subterrâneos (Sulzberger, 2016), fornecia eletricidade em tensão
contínua de 110 Volts para iluminação pública local e para residências da
região. A Pearl Street Station, contudo, era uma central de cogeração com 4
caldeiras que supriam 6 dínamos – apelidados de <em>Jumbos</em> – de 100 kW e 27
toneladas cada (IER, 2020),
fornecendo eletricidade em corrente contínua e calor para alguns consumidores.
De início, com 59 clientes nova-iorquinos (The New York Times, 1979), passou a atender,
em 1884, pouco mais de 500 clientes e 10 mil lâmpadas (Energy Story, 2015).</p>



<p>Os sistemas de iluminação anteriores à Pearl Street Station eram
sistemas dedicados e atendiam a uma carga específica. O serviço era cobrado por
lâmpada acessa, custava muito caro e era acessível apenas para empresas e
cidades que podiam pagar por ele. Os primeiros sistemas de geração elétrica
eram, portanto, descentralizados, instalados muito próximos do local de
consumo.</p>



<p>Em princípio, Edison mudou o modelo do serviço energético de
iluminação, fornecendo energia a partir de uma central não dedicada e cobrando
a eletricidade como um serviço, com caráter público e geral. Para isso, no
final de 1881, pouco tempo antes da inauguração do serviço, patenteou seu
medidor de energia elétrica.</p>



<p>Entretanto, o seu maior desafio era o fato de que o seu sistema só era econômico onde havia um centro densamente povoado com clientes suficientes para compensar o custo de instalação da rede (Carlson, 2019). Com o tempo, o <strong>modelo de geração centralizada</strong>, inaugurada por Edison, foi sendo universalizado e as centrais geradoras se multiplicaram rapidamente.</p>



<p>De início, a eletricidade como serviço era muito cara, sendo
acessível a uma minoria abastada e restrita a uma área relativamente pequena.
As perdas técnicas do sistema de corrente contínua limitavam a expansão
geográfica, mas uma nova tecnologia ajudaria definitivamente essa indústria a
dar passos mais largos.</p>



<p>A segunda parte dessa história abordará as bases tecnológica,
econômica e política que transformaram a indústria da eletricidade e a
consolidaram como a conhecemos hoje.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>Carlson,
  W. B. (27 de setembro de 2019). <em>Edison and Tesla&#8217;s cutthroat &#8216;Current War&#8217; ushered in
  the electric age</em>. Acesso em 18 de
  setembro de 2020, disponível em National Geographic:
  https://www.nationalgeographic.com/history/magazine/2016/07-08/edison-tesla-current-war-ushered-electric-age/</p>



<p>Case Western
  Reserve University. (2020). <em>Brush Electric Co.</em> Acesso em 18 de setembro de 2020, disponível em
  Encyclopedia of Cleveland History:
  https://case.edu/ech/articles/b/brush-electric-co</p>



<p>Energy Story. (10
  de agosto de 2015). <em>Pearl Street Power Station</em>. Acesso em 18 de setembro de 2020, disponível em
  Energy Story: https://energystory.org/pearl-street-power-station/</p>



<p>IER. (2020). <em>Electricity Generation</em>. Acesso
  em 18 de setembro de 2020, disponível em Institute for Energy Research:
  https://www.instituteforenergyresearch.org/electricity-generation-2/</p>



<p>Shiman, D. R.
  (1993). Explaining the Collapse of the British Electrical Supply Industry in
  the 1880s: Gas versus Electric Lighting Prices. <em>Business and Economic History, 22</em>(1), pp. 318–327. Acesso em 20 de setembro de 2020,
  disponível em http://www.jstor.org/stable/23703194</p>



<p>Smil, V. (2017). <em>Energy:
  A Beginner´s Guide</em> (2ª ed.). Minneapolis:
  Oneworld.</p>



<p>Sulzberger, C. (27 de janeiro de 2016). <em>The Pearl Street
  Generating Station, 1882</em>. Acesso em 18
  de setembro de 2020, disponível em Engineering and Technology History Wiki:
  https://ethw.org/Milestones:Pearl_Street_Station,_1882</p>



<p>The New York   Times. (6 de fevereiro de 1979). <em>‘War of the Currents’ Had Profound Impact</em>.   Acesso em 15 de setembro de 2020,   disponível em https://www.nytimes.com/1979/02/06/archives/war-of-the-currents-had-profound-impact-the-war-of-the-currents-had.html</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Capacidade de Hospedagem e Valor Locacional: Um Novo Olhar para a REN 482</title>
		<link>https://inergial.com.br/capacidade-de-hospedagem-e-valor-locacional-um-novo-olhar-para-a-ren-482/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2020 18:03:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Renovável]]></category>
		<category><![CDATA[REN482]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1517</guid>

					<description><![CDATA[<p>Introdução Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia 2029 (PDE 2029), elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a expansão indicativa da oferta de energia elétrica virá predominantemente do gás natural, eólica, solar e da geração distribuída (GD). As fontes renováveis terão forte participação na expansão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Introdução</strong></p>



<p>Segundo
o Plano Decenal de Expansão de Energia 2029 (PDE 2029), elaborado pelo
Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética
(EPE), a expansão indicativa da oferta de energia elétrica virá
predominantemente do gás natural, eólica, solar e da geração distribuída (GD).
As fontes renováveis terão forte participação na expansão devido a
competitividade em custo nivelado, mas precisarão ser equilibradas por usinas
despacháveis (termelétricas a gás natural).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="417" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/capacidade-instalada-em-2019-e-em-2029-GW-por-fonte-tecnologia-1030x417.jpg" alt="" class="wp-image-1518" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/capacidade-instalada-em-2019-e-em-2029-GW-por-fonte-tecnologia-1030x417.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/capacidade-instalada-em-2019-e-em-2029-GW-por-fonte-tecnologia-300x121.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/capacidade-instalada-em-2019-e-em-2029-GW-por-fonte-tecnologia-768x311.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/capacidade-instalada-em-2019-e-em-2029-GW-por-fonte-tecnologia-705x286.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/capacidade-instalada-em-2019-e-em-2029-GW-por-fonte-tecnologia.jpg 1247w" sizes="auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> Figura 1 – capacidade instalada em 2019 e em 2029 (GW) por fonte/tecnologia (valores arredondados).<br> Fonte: (MME/EPE, 2020).</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Embora
o PDE seja apenas um indicativo de expansão, fatores externos podem alterar
significativamente a análise. Recentemente, o efeito da pandemia da COVID-19
sobre o consumo de eletricidade é expressivo. No Brasil, nota-se queda
considerável no consumo de eletricidade de consumidores industriais e
comerciais e que deve ser recuperado apenas quando as atividades econômicas
voltarem a normalidade em todo o País. O consumo de eletricidade dos
consumidores residenciais, entretanto, aumentou pontualmente 6% em abril (EPE, 2020). Contudo, a expansão, ainda que em
menor nível, deverá ainda ser positiva no decênio analisado.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Recursos
Energéticos Distribuídos (RED)</strong></p>



<p>Os
RED são os recursos de geração e armazenamento de energia e incluem a geração
distribuída (GD), eficiência energética, armazenamento com baterias, veículos
elétricos e tecnologias de resposta da demanda. Alguns recursos são aplicados
pelos consumidores de energia elétrica e estão ‘atrás do medidor’ (<em>behind-the-meter</em>).</p>



<p>Dada
a natureza ainda incipiente dos RED em geral, o recurso mais proeminente no
Brasil é a GD, sobretudo os sistemas de micro e minigeração distribuída (MMGD)
fotovoltaicas que representam mais de 90% da GD (ANEEL,
2020a).</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A Geração
Distribuída no Brasil</strong></p>



<p>Com
a regulamentação da GD pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) desde
2012, aliado à queda substancial dos preços dos equipamentos que compõem os
sistemas fotovoltaicos, o retorno do investimento encurtou e a GD ficou mais
atrativa. Portanto, é esperado que a GD cresça pelo País rapidamente. Mas como?</p>



<p>Atualmente
é improvável que se tenha sob domínio tantas variáveis para se determinar
precisamente quando, o quanto e onde serão instalados novos geradores
distribuídos.</p>



<p>Não
conseguir responder essa pergunta com segura e certeza revela um grande desafio
de planejamento, principalmente para as empresas distribuidoras de energia. Se
elas soubessem com precisão como a potência de geração distribuída evoluiria em
tempo e espaço nas suas redes, o planejamento do sistema de distribuição seria
facilitado, mas esse não é o caso ainda.</p>



<p>Novos
sistemas fotovoltaicos só se revelam para as distribuidoras no momento que elas
recebem a solicitação de conexão. A partir desta solicitação as distribuidoras analisam
o projeto e suas características. Dados como a capacidade do gerador, potência
do inversor e localização são fundamentais para analisar o seu impacto sobre a confiabilidade
de operação da rede, mais detalhadamente no alimentador. Caso a potência de
geração possa ser acomodada, emite-se a autorização para instalação (parecer de
acesso) e posterior conexão com a rede elétrica, mediante inspeção técnica.</p>



<p>A
análise, entretanto, não precisa ocorrer após a solicitação. As distribuidoras
podem analisar a sua capacidade de conectar (acomodar) sistemas de MMGD e
antecipar possíveis impactos em sua rede, positivos ou negativos, indicando a potência
máxima que ainda pode ser conectada. Essa análise determina o que é conhecida
como<em> Hosting Capacity</em>, ou <a>Capacidade de
Hospedagem</a>, em uma tradução literal.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Como
o Capacidade de Hospedagem Pode Ajudar as Distribuidoras?</strong></p>



<p>A
Capacidade de Hospedagem (CH) é a potência de GD, ou qualquer outro RED, que
pode ser conectado a uma rede elétrica de distribuição sem afetar a qualidade
da energia fornecida antes que melhorias ou reforços precisem ser executados na
infraestrutura elétrica.</p>



<p>Frequentemente,
por exemplo, a capacidade máxima de hospedagem para a geração situada no
cliente está na seção de um alimentador radial mais próximo de uma subestação e
o valor mínimo está na seção de alimentador mais distante de uma subestação.
Embora a GD fotovoltaica seja o atual foco da análise da CH – devido à sua
penetração comparativamente alta – essa análise também pode avaliar a
capacidade de hospedar outras tecnologias, como armazenamento distribuído e
veículos elétricos. (McAllister, et al., 2019)</p>



<p>Um
ponto de partida para se estimar a CH é conhecer qual a carga em uma localidade
e quanto ela representa do máximo que pode ser suprido. A diferença é uma ‘disponibilidade’
que pode acomodar novos recursos distribuídos.</p>



<p>Como
um sistema de distribuição pode servir consumidores com perfis de consumo
distintos, é normal que algumas localidades tenham CH diferentes entre si. Além
disso, a carga em uma localidade pode variar significativamente e qualquer
estimativa – <em>grosso modo</em> – fica sujeita a grande incerteza.</p>



<p>Alta
inserção de GD em uma localidade pode ter impacto negativo na rede causando sobretensão,
variação na frequência e distorções harmônicas, prejudicando, portanto, a
qualidade da energia. Assim, custos com melhorias e reforços de infraestrutura nessas
localidades tenderão a ser antecipados pelas distribuidoras. Por outro lado, a
mesma taxa de inserção pode aliviar alimentadores e transformadores em outras
localidades, adiando custos.</p>



<p>A
localização adequada da GD reduz as perdas do alimentador e diminui a carga dos
transformadores. Em estudos de pesquisa, minimizar as perdas do alimentador
adicionando GD geralmente é formulado como um problema de otimização. A
situação mais benéfica ocorre quando a GD está conectada perto da carga que
está sendo atendida. A integração das unidades com GD pode reduzir os riscos de
sobrecarga, minimizar as perdas do sistema, estender a vida útil do equipamento
da rede e melhorar as propriedades térmicas de alimentadores e transformadores (Ismael, et al., 2019).</p>



<p>À
medida que melhorias são feitas, a CH aumenta. Assim, mais potência de GD pode
ser adicionada com o tempo. A CH, então, não é um limite fixo e estático, mas um
balanço dinâmico dependente da inserção de GD e de melhorias na infraestrutura
ao longo de um período.</p>



<p>Na
Califórnia, empresas de distribuição determinam a CH avaliando os seus
alimentadores e usam isso para o planejamento do sistema de distribuição, que
inclui apontar localidades ótimas para a instalação de geradores distribuídos.
O resultado da análise da CH gera um mapa com dados, por exemplo, da capacidade
de GD existente e a capacidade disponível para conexão em cada alimentador. Uma
escala de cores indica a CH em quilowatts (kW) disponível naquele momento.</p>



<p>Distribuidoras
em outros estados americanos têm utilizado mapas similares para indicar as suas
CH. O método para o cálculo, os dados publicados e sua periodicidade de
atualização variam para cada distribuidora e ainda não há consenso sobre quais
critérios e parâmetros devem ser utilizados e padronizados para se determinar a
CH.</p>



<p>A
divulgação do mapa de CH é controversa. Alguns alegam que os dados são
sensíveis demais para serem divulgados publicamente. Entretanto, a <em>Hawaiian
Electric Company</em> adotou uma solução simples – o seu mapa (disponível
publicamente) informa a capacidade como um percentual da disponibilidade. Área
marcadas em vermelho indicam 5% ou menos de capacidade para hospedar novos
geradores distribuidores; áreas em azul indicam 50% ou mais e apontam as
localidades ótimas com muita disponibilidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="567" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mapa-de-disponibilidade-da-Ilha-do-Havaí-1030x567.jpg" alt="" class="wp-image-1519" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mapa-de-disponibilidade-da-Ilha-do-Havaí-1030x567.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mapa-de-disponibilidade-da-Ilha-do-Havaí-300x165.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mapa-de-disponibilidade-da-Ilha-do-Havaí-768x423.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mapa-de-disponibilidade-da-Ilha-do-Havaí-705x388.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mapa-de-disponibilidade-da-Ilha-do-Havaí.jpg 1092w" sizes="auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> Figura 2 – mapa de disponibilidade da Ilha do Havaí (Hawaii Island).<br> Fonte: (Hawaiian Electric Company, 2020).</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>No
Brasil, a Cemig dá uma importante contribuição quando lançou publicamente em
junho de 2020 o seu mapa de disponibilidade como ferramenta <em>online</em> para
informar a disponibilidade de ligação para novas conexões de empreendimentos
fotovoltaicos de geração distribuída (Cemig,
2020). O mapa da Cemig é uma iniciativa da empresa em conjunto com a Secretaria
de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais para alavancar a GD nas áreas de
concessão da distribuidora e indicar a capacidade da rede elétrica para
conectar novos sistemas de minigeração. Em seu site a empresa diz “Além da
facilidade na obtenção da informação, a ferramenta irá aumentar a transparência
e agilidade nos estudos, além de direcionar os empreendedores para locais
viáveis, com melhor aproveitamento dos ativos e redução de investimentos no
sistema elétrico, o que consequentemente contribui para a modicidade tarifária”.</p>



<p>O
mapa de disponibilidade contempla as mais de 400 subestações da Cemig e indica
a disponibilidade das subestações por cores:</p>



<p>Verde – Há disponibilidade para atendimento;</p>



<p>Amarela
&#8211; Disponibilidade está limitada ou condicionada a uma obra estruturante;</p>



<p>Vermelha
&#8211; A capacidade de atendimento está 100% comprometida;</p>



<p>Cinza
&#8211; A subestação está planejada para construção.</p>



<p>A
Cemig acomoda quase 53 mil unidades consumidoras com geração distribuída,
totalizando quase 657 MW (ANEEL, 2020b).
A empresa é líder em GD no País com aproximadamente 20% de toda a capacidade
instalada nacional (dados de 24 de julho de 2020).</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Valor
Locacional dos RED</strong></p>



<p>À
medida que a GD cresce na área de concessão de uma distribuidora, sua receita
diminui gradualmente. O planejamento do seu sistema de distribuição é alterado
e os custos com infraestrutura são eventualmente antecipados. Por isso, uma distribuidora
pode ter interesse em saber como adiar custos de infraestrutura e se beneficiar
da GD. Nesse sentido a CH é essencial para indicar quais localidades são ótimas
para que a GD cresça mais rapidamente, adiando esses custos.</p>



<p>A
capacidade de hospedagem sozinha poderá não ser suficiente para que
consumidores queiram investir em MMGD. É preciso, então, atribuir valor ao
benefício dos geradores distribuídos de uma certa localidade. Neste contexto, o
valor locacional tem muita importância para sinalizar o valor de contribuição do
gerador distribuído, incentivando a GD em localidades indicadas.</p>



<p>Com
o potencial futuro alto nível de penetração da GD, as distribuidoras podem
precisar instituir sinais de preços locacionais para indicar onde estão as
localidades de menor custo para conexão (Howard,
et al., 2012). O valor locacional dos recursos distribuídos é importante
porque recursos estrategicamente localizados podem adiar <em>upgrades</em> na
transmissão e na distribuição (McAllister, et
al., 2019).</p>



<p>Determinar
o valor locacional, entretanto, não é tarefa fácil. Com maior inserção de GD,
sobretudo geradores fotovoltaicos com geração intermitente, o valor tenderá a
variar no tempo e no espaço; o valor locacional terá granularidade mais fina e
exigirá mais esforço de gestão e planejamento das distribuidoras. Assim como a
CH, o valor locacional tenderá a ser diferente em cada localidade.</p>



<p>O
componente mais importante do valor locacional é o valor postergado na infraestrutura
e normalmente é expresso em $/kW, por ano (McAllister,
et al., 2019). O valor locacional, entretanto, será maior se outras
componentes foram consideradas e mensuradas como, por exemplo, o valor social
(aumento do número de empregos no setor) e ambiental (emissão evitada de CO<sub>2</sub>)
do gerador distribuído.</p>



<p>Investimentos
evitados em sistemas de transmissão ou compra evitada de energia despachada na
geração centralizada (GC), que beneficiem a distribuidora, também podem ser
considerados proporcionalmente no valor locacional, embora tais valores sejam
mais difíceis de serem determinados.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A
Experiência Internacional com o Valor Locacional</strong></p>



<p>Nos
EUA, os estados da Califórnia e Nova Iorque foram os que mais avançaram na
análise sobre o valor locacional de RED. Na Califórnia o objetivo da análise
foi entender onde os RED podiam adiar custos com a infraestrutura de rede,
usando essas informações no planejamento das redes de distribuição. Em Nova
Iorque a análise foi utilizada para criar tarifas e programas para incentivar a
instalação em localidades preferenciais, além de incluir os benefícios nas
tarifas de medição líquida de energia (McAllister,
et al., 2019).</p>



<p>A
CH e os benefícios locacionais dos RED são praticamente um consenso que devem
integrar o cálculo do valor locacional enquanto outros benefícios mais
subjetivos podem ser polêmicos. De qualquer forma, quanto mais componentes se
analisa para compor o valor locacional, maior ele será.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Como
o Valor Locacional pode Propor uma Revisão Diferente da REN 482?</strong></p>



<p>Em
2018 o relatório de Análise de Impacto Regulatório
(AIR) publicado pela ANEEL sugeriu alternativas para alterar
o sistema de compensação de energia. A tarifa de fornecimento fora decomposta
em várias componentes tarifárias e prossumidores locais deixariam de compensar
a componente ‘fio B’, representada pela alternativa 1, e o custo de energia
injetada seria equivalente a 28% da tarifa de fornecimento.</p>



<p>Em
outubro de 2019 – às vésperas da data limite para revisão – a ANEEL publicou a
sua proposta de revisão. Diferentemente do relatório de AIR, a proposta impõe
custo de injeção equivalente a 62% da tarifa de fornecimento após gatilho de
potência de 5,9 GW ou a partir de 2030, o que ocorrer primeiro.</p>



<p>Atualmente
a compensação de energia é integral, incentivando a GD no País, mas a Agência e
distribuidoras alegam que a regra não pode ser mantida. A ideia que ambas sustentam
é a possibilidade de subsídio cruzado. Ainda, há o temor da chamada ‘espiral da
morte’, conceito conhecido internacionalmente como <em>spiral of death</em> em
que as receitas das distribuidoras – gradualmente decrescentes à medida que a
GD se expande – são insuficientes para remunerar suas operações; portanto, tarifas
aumentam e atraem mais prossumidores. No limite, as tarifas se tornam
excessivamente caras e consumidores sem GD passam a subsidiar a expansão da infraestrutura
de rede para acomodar mais prossumidores. Quando isso acontece as tarifas são
distorcidas e o crescimento da GD não é sustentável e pode ter grande impactos
em médio e longo prazo em termos financeiros para a sociedade como um todo.</p>



<p>A
revisão da resolução normativa nº 482 de 2012 (REN 482) é polêmica e polariza
opiniões. De um lado, a proposta da Agência considera o potencial efeito danoso
da GD sobre as tarifas, distorcendo os preços da energia no varejo. As
distribuidoras endossam a proposta e afirmam que a revisão é necessária para
proteger a parcela de consumidores que não podem instalar geradores
distribuídos. De outro, empresas de soluções em GD – essencialmente empresas da
cadeia de valor da energia solar fotovoltaica – defendem a manutenção da regra,
responsável pelo desenvolvimento sem precedentes do mercado e consequente
geração de empregos.</p>



<p>A REN
482 define que reforços ou melhorias na rede e eventuais custos dessa natureza
são exclusivos das distribuidoras, exceto em caso de geração compartilhada e
minigeração; essa última, acima de 75 kW. Outros custos como a análise de projetos
submetidos para conexão à rede elétrica, emissão de parecer de acesso,
substituição de medidor de energia (por outro bidirecional) e o gerenciamento
da fatura do prossumidor, computando a energia injetada na rede, também são
exclusivos das distribuidoras.</p>



<p>É
provável, contudo, que as distribuidoras não queiram custear integralmente
esses <em>upgrades</em> e custos de integração, repassando-os parcial ou
integralmente aos consumidores através de aumentos na tarifa de fornecimento.</p>



<p>No
Brasil, sistemas fotovoltaicos residenciais representam quase ¾ da quantidade
de geradores distribuídos enquanto instalações comerciais (empresas) concentram
aproximadamente 40% da capacidade total instalada (ANEEL, 2020c). Por isso, um ponto de partida para as
distribuidoras é instituir preços locacionais para empresas, que têm maior
chance de instalar geradores distribuídos mais potentes.</p>



<p>A
REN 482 seguramente precisa ser revisada, não para restringir os incentivos
para os prossumidores, mas principalmente para prever certa flexibilidade para
que distribuidoras possam conceder descontos ou menores custos de injeção àqueles
consumidores cujos geradores distribuídos possam eventualmente postergar
investimentos. Assim, a resolução revisada indicaria regras e condições que
poderiam ser flexibilizadas em programas específicos das distribuidoras, desde
que ofereçam ganhos claros para prossumidores e não prejudiquem consumidores
sem GD.</p>



<p>Caso,
hipoteticamente, o custo de injeção determinado pela REN 482 seja de 42% da
tarifa, a distribuidora poderia reduzir esse valor em localidades de sua
preferência para, por exemplo, 30%, 20% ou até 0%. A REN 482, portanto, atuaria
como regra geral de âmbito nacional, mas flexível nas áreas de concessão à
critério das próprias distribuidoras.</p>



<p>Esquemas
de tarifação eficientes reduzem distorções mantendo o sinal econômico,
conectando-o com os preços no atacado e melhorando os incentivos para expansão
da GD (Barroso, 2019). A tarifa de
fornecimento continuaria regulada para cada distribuidora e região, garantindo
modicidade tarifária para os consumidores sem GD, mas os prossumidores
perceberiam essa flexibilidade como incentivo. A flexibilização pode ser temporária,
desde que previamente comunicada e acordada com os prossumidores, e validada de
acordo com o planejamento das distribuidoras.</p>



<p>Os
programas podem incluir descontos fixos por capacidade instalada ou proporcional
por kWh injetado em função do dia do ano e hora do dia, aumentando a
granularidade dos preços em tempo e espaço. Os descontos seriam dinâmicos, ou
seja, os valores podem variar à medida que a GD evolui e altera a CH ou as
projeções de custos de infraestrutura e poderiam, até mesmo, eventualmente
cessar depois de um certo período. Por isso, conhecer o valor locacional dos
recursos distribuídos é fundamental para a expansão sustentável da GD nos
aspectos técnicos, financeiros e social.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Os
Desafios da Geração Distribuída Brasileira</strong></p>



<p>Desde
que haja isonomia entre recursos centralizados e recursos distribuídos, ambos
podem competir para adicionar capacidade no sistema elétrico nacional. Resposta
da demanda e armazenamento, por exemplo, poderiam participar de mercados de
capacidade e serviços ancilares (MME/EPE, 2020).</p>



<p>Em
um ambiente de contratação livre – inclusive para consumidores de baixa tensão
– a parcela de energia injetada se torna comercializável para compra e venda
entre consumidores em transações <em>‘peer-to-peer’</em> (MME/EPE, 2020). Nesse sentido, a GD se expandiria além do aspecto
de economia para o prossumidor, mas também o tornaria um ator importante para o
sistema de distribuição da sua região. Com o amadurecimento da GD em todo o
País, os prossumidores terão papel fundamental no sistema elétrico como um
todo.</p>



<p>Outro
aspecto relevante da energia solar fotovoltaica é o seu valor de capacidade
(VC) que é a contribuição em potência que o recurso renovável pode oferecer
firmemente para o sistema. O valor pode ser indicado em Watts (W) ou em valor
percentual da potência nominal. Isso significa que além da geração de certa
quantidade de energia (kWh) em um dado período, os geradores distribuídos a
partir de recursos renováveis, e portanto, intermitentes, podem ter sua
contribuição em potência estimada para se conhecer sua real contribuição no
suprimento da carga.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>A
expansão da GD atualmente não é confortável para as distribuidoras que têm
custos para analisar projetos e conectar prossumidores em suas redes. A REN 482
inicialmente criou condições favoráveis para incentivar a GD e é evidente que, agora,
precisa de reformas.</p>



<p>É
justo que os custos de análise de projeto e conexão sejam repassados diretamente
para o prossumidor, ao mesmo tempo que os benefícios técnicos de cada gerador
distribuído também sejam valorados, mesmo que isso não seja homogêneo em todas
as condições ou em qualquer região do País.</p>



<p>A
experiência internacional com a capacidade de hospedagem e o valor locacional
pode ser um ótimo guia, embora seja necessário esforço adicional para entender
regionalidades e adaptá-las em contexto nacional. Conhecer o valor locacional
da GD é fundamental para que as distribuidoras saibam quantificar os benefícios
em cada localidade. Programas de incentivo que oferecem descontos na fatura ou
tarifa podem atrair novos geradores distribuídos.</p>



<p>A
GD pode continuar crescendo sustentavelmente, sendo boa técnica e
economicamente para as distribuidoras, prossumidores e consumidores sem GD.
Desconsiderar os benefícios potenciais da GD neste momento pode negligenciar
oportunidades no futuro.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>ANEEL. (2012). Resolução Normativa n° 482. Fonte:
Disponível em <a href="http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf">http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf</a></p>



<p>_____ (2015). Resolução Normativa n° 687. Fonte:
Disponível em <a href="http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2015687.pdf">http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2015687.pdf</a></p>



<p>_____ (2018). Relatório de Análise de Impacto
Regulatório nº 0004/2018. Acesso em 17 de maio de 2020, disponível em <a href="https://www.aneel.gov.br/impacto-regulatorio">https://www.aneel.gov.br/impacto-regulatorio</a></p>



<p>_____ (2020). Unidades Consumidoras com Geração
Distribuída &#8211; Resumo por Tipo de Geração. Acesso em 24 de julho de 2020, disponível
em <a href="http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp">http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp</a></p>



<p>_____ (2020). Unidades Consumidoras com Geração
Distribuída &#8211; Resumo por Distribuidora. Acesso em 13 de julho de 2020,
disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Distribuidora.asp">http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Distribuidora.asp</a></p>



<p>_____ (2020). Unidades Consumidoras com Geração
Distribuída &#8211; Resumo por Classe de Consumo. Acesso em 24 de julho de 2020,
disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Classe.asp">http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Classe.asp</a></p>



<p>Barroso, L. A. (2019). Expansão da Oferta no Brasil:
Geração Centralizada x Distribuída. São Paulo. Fonte: Disponível em <a href="http://www.brazilenergyfrontiers.com/">http://www.brazilenergyfrontiers.com/</a></p>



<p>Cemig. (2020). Cemig cria ferramenta para indicar
disponibilidade de novas conexões fotovoltaicas de GD. Acesso em 13 de julho de
2020, disponível em <a href="http://www.cemig.com.br/sites/Imprensa/pt-br/Paginas/29.06.20-cemig-cria-ferramenta-para-indicar-novas-conexoes-fotovoltaicas-de-gd.aspx">http://www.cemig.com.br/sites/Imprensa/pt-br/Paginas/29.06.20-cemig-cria-ferramenta-para-indicar-novas-conexoes-fotovoltaicas-de-gd.aspx</a></p>



<p>EPE. (2020). Resenha Mensal do Mercado de Energia
Elétrica (n° 150, 151, 152 e 153). Acesso em 12 de julho de 2020, disponível em
epe.gov.br</p>



<p>Hawaiian Electric Company. (2020). Integration Tools
and Resources. Locational Value Maps. Acesso em 13 de
julho de 2020, disponível em Hawaiian Electric: Disponível em <a href="https://www.hawaiianelectric.com/clean-energy-hawaii/integration-tools-and-resources/locational-value-maps">https://www.hawaiianelectric.com/clean-energy-hawaii/integration-tools-and-resources/locational-value-maps</a></p>



<p>Howard, B.,
Parshall, L., Thompson, J., Hammer, S., Dickinson, J., &amp; Modi, V. (2012).
Spatial Distribution of Urban Building Energy Consumption by End Use. Energy
and Buildings, pp. pp. 141-151.</p>



<p>Ismael, S.
M., Abdel Aleem, S. H., Abdelaziz, A. Y., &amp; Zobaa, A. F. (2019). State-of-the-Art
of Hosting Capacity in Modern Power Systems with Distributed Generation.
Renewable Energy 130, pp. 1002-1020.</p>



<p>McAllister,
R., Manning, D., Bird, L., Coddington, M., &amp; Volpi, C. (2019). New
Approaches to Distributed PV Interconnection: Implementation Considerations for
Addressing Emerging Issues. Relatório
Técnico. NREL/TP-6A20-72038, National Renewable Energy Laboratory (NREL),
Golden, CO. Acesso em 19 de abril de 2020, disponível em <a href="https://www.nrel.gov/docs/fy19osti/72038.pdf">https://www.nrel.gov/docs/fy19osti/72038.pdf</a></p>



<p>MME/EPE. (2020). Plano Decenal de Expansão de
Energia 2029. </p>



<p>NREL. (2020).
Advanced Hosting Capacity Analysis. Acesso em 18 de
abril de 2020, disponível em <a href="https://www.nrel.gov/solar/advanced-hosting-capacity-analysis.html">https://www.nrel.gov/solar/advanced-hosting-capacity-analysis.html</a></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>Sobre o autor | <a href="https://www.linkedin.com/in/igor-cordeiro-inergial/">Igor
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Descentralização, Descarbonização e Digitalização: A Transformação do Setor de Distribuição de Energia Elétrica Brasileiro</title>
		<link>https://inergial.com.br/descentralizacao-descarbonizacao-e-digitalizacao-a-transformacao-do-setor-de-distribuicao-de-energia-eletrica-brasileiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2019 17:43:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1422</guid>

					<description><![CDATA[<p>As fontes renováveis vêm protagonizando uma mudança importante no setor elétrico. Com custo nivelado inferior às fontes fósseis, a energia solar, em especial, tornou-se uma fonte barata e contribui para a descarbonização da geração de energia, ao mesmo tempo que impulsiona a geração distribuída, descentralizando o sistema elétrico. Com o crescimento de prossumidores conectados às [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/descentralizacao-descarbonizacao-e-digitalizacao-a-transformacao-do-setor-de-distribuicao-de-energia-eletrica-brasileiro/">Descentralização, Descarbonização e Digitalização: A Transformação do Setor de Distribuição de Energia Elétrica Brasileiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>As fontes renováveis vêm protagonizando uma mudança importante no setor
elétrico. Com custo nivelado inferior às fontes fósseis, a energia solar, em
especial, tornou-se uma fonte barata e contribui para a descarbonização da
geração de energia, ao mesmo tempo que impulsiona a geração distribuída,
descentralizando o sistema elétrico. Com o crescimento de prossumidores
conectados às redes elétricas, as empresas de distribuição de energia são
diretamente impactadas por esta nova dinâmica setorial. Devido à variabilidade
de geração descentralizada, fundamentalmente fotovoltaica, novas tecnologias
digitais são empregadas para responder às demandas locais. O equilíbrio
econômico-financeiro desse setor, e o seu desenvolvimento sustentável, requer
novo arcabouço regulatório. Descentralização, descarbonização e digitalização
são os vetores de transformação do setor de distribuição de energia elétrica
brasileiro.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Transformação a Vista</strong></p>



<p>O setor elétrico mundial passa por grandes transformações. Há pressões
cada vez maiores para que a matriz de geração elétrica dos países seja
descarbonizada, não apenas pelo fato de que as fontes fósseis são recursos
limitados, mas principalmente porque a humanidade está diante de uma mudança
climática global iminentemente irreversível. De acordo com o <em>Global
Footprint Network</em>, é necessário 1,75 planeta Terra para balancear os
recursos que a humanidade demanda atualmente. Um desequilíbrio que só cresce.</p>



<p>Antes do surgimento da indústria petrolífera (há 150 anos, aproximadamente)
a pegada de carbono da humanidade era quase zero. Embora o petróleo tenha
proporcionado desenvolvimento notável para muitas nações, o seu legado
ambiental é perturbador: atualmente a pegada de carbono contribui com 60% da
pegada ecológica, que quantifica a demanda pela biocapacidade do planeta para
prover os recursos naturais à vida e absorver os resíduos gerados,
principalmente para sequestrar o CO<sub>2</sub> emitido pelas atividades
humanas.</p>



<p>Descarbonizar o setor elétrico, portanto, é um compromisso que muitos
países assinaram e ratificaram no Acordo de Paris (2015) – e em muitas outras
conferências anteriores sobre a mudança climática – além de ser uma necessidade
premente.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Há outro fator que motiva a descarbonização?</strong></p>



<p>Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em
inglês), o custo nivelado da eletricidade de fontes renováveis tais como,
biomassa, hídrica, solar, eólica e geotérmica, atingiu níveis competitivos
históricos comparado às fontes fósseis para geração centralizada. Fontes
renováveis, portanto, representam agora a solução mais barata de geração e têm
permitido que as novas adições de capacidade sejam majoritariamente renováveis.
No caso brasileiro, por exemplo, o leilão de geração A-4 de 2018 contratou 1 GW,
distribuídos em 39 empreendimentos. Deste total, 29 empreendimentos foram de
energia solar e 4 de parques eólicos, negociados com preço médio final de R$
118,07/MWh e R$ 67,60/MWh, respectivamente (ANEEL, 2018). Os destaques do
leilão foram as fontes solar e eólica, que dominaram a quantidade de empreendimentos
e despontaram como as fontes mais baratas de geração.</p>



<p>Já no leilão A-4 de 2019, foram contratados 401,6 MW em 15
empreendimentos, 6 de solar e 3 de eólica, negociados com preço médio final de
R$ 67,48/MWh e R$ 77,99/MWh, respectivamente (CCEE, 2019). O destaque neste
leilão foi a fonte solar que surpreendeu com deságio médio de 75,6% em relação
ao preço inicial estipulado de R$ 276/MWh e se tornou a fonte mais barata de
energia no Brasil e no mercado internacional, com menor preço registrado,
equivalente a US$ 17,02/MWh. Antes, o menor preço era mexicano, cotado a US$
19,70/MWh.</p>



<p>A descarbonização não é apenas uma tendência dada a necessidade de se
cumprir os termos de acordos climáticos, mas uma consequência natural da busca
por soluções mais baratas e competitivas de geração de eletricidade. E a
vantagem de custos, principalmente da energia solar, deriva do aprimoramento
tecnológico e do ganho de escala. A queda abrupta dos preços dos módulos
solares nos últimos anos impulsionou a energia solar como jamais visto, ao
mesmo tempo que a eficiência dos módulos continua evoluindo.</p>



<p>A tecnologia empregada na energia solar permitiu que unidades de
potência muito pequenas pudessem ser empregadas para conversão energética sem
grandes infraestruturas de suporte e transmissão, levando a geração de pontos
centrais para onde a energia é consumida (geração junto à carga). Devido à
natureza distribuída da energia solar, a geração distribuída (GD) tem forte
apelo entre os consumidores, principalmente residenciais.</p>



<p>Desde a sua regulamentação pela ANEEL em 2012, a GD acumula 143.752
unidades consumidoras com micro ou minigeração distribuída a partir de fontes
renováveis (CGH, eólica, solar fotovoltaica ou térmica à biomassa), mas 99,7%
delas com solar e contribuindo com 91% da capacidade instalada. Os consumidores
residenciais respondem aproximadamente por ¾ do total de “prossumidores”
(consumidores-geradores) e as instalações comerciais somam mais de 40% da
capacidade total de GD.</p>



<p>A energia solar se difunde rapidamente porque é a solução mais barata
para geração própria de eletricidade e muito versátil para diferentes perfis de
consumo. Mesmo na GD, o custo da energia gerada por um sistema fotovoltaico
para autoconsumo é significativamente menor à tarifa de fornecimento local,
ainda que considerado uma taxa de desconto compatível com a taxa Selic. Além
disso, a energia solar é definitivamente um investimento: devolve o capital
próprio investido de 4 a 7 anos, enquanto a geração pode durar ainda mais 20
anos depois desse prazo. Sem requisitar, na maioria das vezes, espaço adicional
e infraestrutura, a energia solar deve ainda crescer muito no Brasil, dominando
quase que absolutamente a GD no país. Expansões de capacidade têm custo
marginal bem menor que a geração centralizada e tendem a deixar os consumidores
menos sensíveis aos aumentos de tarifas. Segundo o último Plano Decenal de
Expansão de Energia publicado em 2018, em 2027 haverá 1,35 milhão de adotantes
de sistemas de micro ou minigeração distribuída, totalizando 11,9 GW, que
exigirão quase R$ 60 bilhões em investimentos ao longo do período (MME/EPE,
2018).</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Quais São os Impactos da GD no Setor de Distribuição de Energia Elétrica?</strong></p>



<p>A GD está empurrando a geração para as bordas (para o consumidor final)
a partir do centro (da geração centralizada), descentralizando o setor elétrico
à medida que cresce o número de prossumidores conectados às redes elétricas de
distribuição. Em pouco tempo o modelo tradicional de geração, fundamentalmente
centralizado, passará a ter um novo modelo – mais participativo – e o sistema
elétrico tenderá a ficar mais interconectado e complexo de ser gerenciado. A GD
impõe, contudo, dois grandes desafios técnicos: a natureza intermitente das
fontes renováveis e o fato de que a geração não poder ser despachada pelo
operador do sistema. Novas tecnologias de armazenamento podem, entretanto,
contornar e superar esses desafios técnicos, tornando a geração passiva em
inteligente. As baterias podem armazenar eletricidade em momentos quando o
excesso de geração seria exportado para a rede elétrica, poupando o sistema de
distribuição de picos de fluxo energético, especialmente por prossumidores
residenciais que tendem a ter um fator de simultaneidade (consumo e geração
simultâneos) muito baixo. A gestão eficiente de todo o sistema será realizada
do centro para as bordas e das bordas para o centro. A inteligência do sistema
será descentralizada, processando dados provenientes dos geradores e dos
consumidores, simultaneamente, e em fluxos multidirecionais de comunicação. Não
será apenas as tecnologias inovadoras que permitirão isso, mas principalmente
suas associações simbióticas, inclusive para comercialização dentro de microrredes,
entre consumidores e geradores locais, quebrando, em parte, o monopólio natural
das empresas distribuidoras.</p>



<p>Tamanha transformação também impõe desafios para a regulamentação e
fiscalização. A Resolução Normativa n° 482/2012, que regulamenta a GD, nunca
foi tão debatida pelas distribuidoras, pela ANEEL, pelos empresários e pelos prossumidores
– estes últimos outrora consumidores cativos que experimentaram os equívocos
das políticas do setor que culminaram no “apagão” de 2001 e os aumentos
desproporcionais das tarifas. A modicidade tarifária é obtida de forma mais
prática com o crescimento da GD do que com políticas públicas do setor ou
concessões para grupos privados. Aqui, por outro lado, vale uma análise dos
benefícios reais da GD frente ao risco do subsídio cruzado relatado pelas
distribuidoras de energia. As distribuidoras clamam pela revisão da resolução
com relação ao sistema de compensação de energia que atualmente compensa de
forma integral a energia excedente do prossumidor injetada na rede. As
distribuidoras alegam que precisam ser mais bem remuneradas pelo uso do
“serviço fio”, caso contrário, precisam repassar custos de operação e
manutenção das suas redes para a tarifa. O aumento das tarifas estimula o
aumento de prossumidores e assim, mais uma vez, as tarifas precisam ser
reajustadas, onerando o consumidor sem GD.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Como a Digitalização Pode Ajudar o Setor de Distribuição de Energia
Elétrica?</strong></p>



<p>Em 2012, 90% de todos os dados que já existiram no mundo haviam sido
criados apenas 2 anos antes. A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês),
não irá desacelerar este passo, pelo contrário, espera-se que os dispositivos “<em>smart</em>”
se multipliquem muito rapidamente, passando de 2 bilhões em 2016 para 200
bilhões em 2020 (INTEL, 2016). Esses dispositivos ou sensores irão coletar
grandes volumes de dados (<em>Big Data</em>) nos processos industriais,
comerciais e em nossas casas e com isso espera-se que muitos serviços possam
ser automatizados usando-se tecnologias de Inteligência Artificial (IA),
análise de dados (<em>Data Analysis</em>) e <em>Blockchain</em>. A digitalização de
processos de negócios abre caminho para novos modelos, rompendo os
tradicionais:</p>



<p><em>“Seguindo os
passos da tecnologia da informação, a disrupção da energia e transporte está se
movendo rapidamente em direção a um modelo de energia participativa. Estamos
caminhando para uma arquitetura distribuída de produção e uso de energia
possibilitada por software, sensores, inteligência artificial, robótica, smartphones,
internet móvel, big data, analítica, satélites, nanotecnologia, armazenamento
de eletricidade, ciência de materiais e outras tecnologias de aprimoramento
exponencial”. </em>(SEBA, 2014:12).</p>



<p>O maior potencial da digitalização é a sua habilidade de romper
barreiras e aumentar a flexibilidade do sistema como um todo (IEA, 2017). Ou
ainda:</p>



<p><em>“À medida que a digitalização avança, um sistema
altamente interconectado pode emergir, obscurecendo a distinção entre
fornecedores e consumidores tradicionais, com oportunidades crescentes de mais
comércio local de energia e serviços de rede. À medida que essa infraestrutura
física evolui e as funções dos acionistas mudam, as redes centralizadas e os
proprietários e operadores das redes de transmissão continuarão a fornecer a
espinha dorsal que equilibra o sistema elétrico geral.<br>
[&#8230;] A eletrificação contínua dos serviços de energia em todos os setores de
uso final, notadamente os transportes, e o crescimento de fontes de energia
descentralizadas &#8211; o que aconteceria mesmo sem as tecnologias digitais &#8211; são os
outros fatores. Mas a digitalização &#8211; particularmente o crescimento da
conectividade entre geradores, operadores de rede e consumidores finais &#8211; está
apoiando essas tendências e ajudando a acelerar a transformação do sistema
elétrico e o estabelecimento de novos modelos de negócios. Ao permitir a troca
de informações operacionais em tempo real entre equipamentos em qualquer parte
do sistema de energia, as ineficiências dentro de cada setor são removidas,
melhorando a confiabilidade e diminuindo os custos, à medida que consumidores e
geradores respondem instantaneamente para mudar as condições do mercado”.</em> (IEA, 2017:84-86).</p>



<p>A digitalização do setor elétrico, então, promoverá um novo equilíbrio
de negócios do mercado de energia visto que os sistemas de energia precisarão
se adequar para fornecer eletricidade para setores que serão continuamente
eletrificados, como o de transportes. Veículos elétricos (EV, na sigla em
inglês) se multiplicam rapidamente nos países desenvolvidos e ameaçam os
veículos à combustão. O custo operacional de um EV é nitidamente uma fração do
custo operacional do seu equivalente à combustão. Em poucos anos o custo da
bateria pode cair para US$ 100/kWh e o custo de US$ 50/kWh pode ser uma meta
para 2030. (IRENA, 2016). Em pouco tempo um EV será uma opção mais barata que
os veículos tradicionais. A eletrificação do transporte doméstico e individual
impactará muito o setor elétrico. Em 2030, o transporte será a maior fonte de
nova receita de venda de eletricidade. (Fox-Penner, 2018).</p>



<p>No Brasil, projeções apontam que ganhos de eficiência energética em
diferentes tecnologias podem impulsionar a venda de veículos híbridos e
elétricos e que, em 2050, a presença deles poderá ser de 20% a 41% da frota nacional.
(EPE, 2013).</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>A expansão da geração de energia com fontes renováveis é inevitável
devido à pressão global para o desenvolvimento econômico em baixo carbono.
Aliada ao custo mais baixo, a expansão da energia eólica não encontra
resistência para a geração centralizada. A energia solar, por sua vez, deverá crescer
sobretudo entre os consumidores residenciais, impulsionando a descentralização
do sistema elétrico através da geração distribuída.</p>



<p>A digitalização acomodará a descentralização da geração propiciando o
gerenciamento de um sistema elétrico mais complexo, mas também mais
participativo com troca de dados e informações para equilibrar tecnicamente o
sistema e permitir transações comerciais entre geradores e consumidores locais.</p>



<p>Descentralização, descarbonização e digitalização são vetores de transformação que apontam para um novo modelo energético que mudará sobremaneira o mercado de distribuição de energia elétrica nos próximos anos. Para tanto, um novo arcabouço regulatório e uma nova visão institucional para o setor elétrico são fundamentais.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>ABRADEE. <strong>Seminário: o futuro do atendimento e
 relacionamento com o consumidor</strong>. Brasília, junho de 2017.</p>



<p>ANEEL. <strong>BIG – Banco de Informações de Geração: Capacidade
 de Geração do Brasil</strong>.. Disponível em http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm. Acesso em 02 de dezembro de 2019</p>



<p>—. <strong>Geração Distribuída</strong>. s.d. Disponível em http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp. Acesso
 em 02 de dezembro de
 2019.</p>



<p>—. <strong>Leilão de geração “A-4” termina com deságio de 59,07%</strong>.
 2018. Disponível em http://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/-/asset_publisher/XGPXSqdMFHrE/content/leilao-de-geracao-a-4-termina-com-desagio-de-59-07-/656877?inheritRedirect=false. Acesso em 28 de junho de 2019.</p>



<p>—. <strong>Resolução Normativa n° 482</strong>. 2012.</p>



<p>Canal Energia. 2019. <strong>CanalEnergia</strong><em>.</em> Disponível
 em http://canalenergia.com.br/noticias/53103858/mercado-livre-garantiu-o-sucesso-do-leilao-a-4. Acesso em 29 de junho de 2019.</p>



<p>CCEE. <strong>29° Leilão de Energia Nova A-4</strong>. 2019.
 Disponível em http://leilaopublico.ccee.org.br/A4/RelatorioFinal.aspx. Acesso em 28 junho 2019.</p>



<p>EPE. “Calculadora Brasil 2050.” <strong>Transporte de
 Passageiros: tecnologias eficientes</strong>. 2013. Disponível em http://calculadora2050.epe.gov.br/assets/onepage/21.pdf. Acesso em 23 set. 2019.</p>



<p>—. <em>Nota Técnica PR 08/18</em>. <strong>Recursos Energéticos Distribuídos
 2050</strong>. Rio de Janeiro, 2018.</p>



<p>Fox-Penner, Peter. &#8220;<em>The
 Implications of Vehicle Electrification&#8221;</em>. <em>In:</em> Sivaram, Varun. <strong><em>Digital
 Decarbonization: Promoting Digital Innovations to Advance Clean Energy Systems</em></strong>.
 Nova Iorque: The Council on Foreign Relations | Maurice R. Greenberg Center
 for Geoeconomic Studies, 2018, pp. 55-62.</p>



<p>Global Footprint Network. <strong>Ecological
 Footprint</strong>. Disponível em https://www.footprintnetwork.org/our-work/ecological-footprint/. Acesso em 16 de outubro de 2019.</p>



<p>IEA. <strong>Digitalization &amp;
 Energy</strong>. 2017.</p>



<p>INTEL. <strong><em>A Guide to the
 Internet of Things: how billions of online objects are making the web wiser</em></strong>.
 2016. Disponível em https://www.intel.com/content/dam/www/public/us/en/images/iot/guide-to-iot-infographic.png.
 Acesso em 2 de julho de 2019.</p>



<p>IRENA. <strong>Electric Vehicles: tecnology brief</strong>. 2016.
 Disponível em https://irena.org/-/media/Files/IRENA/Agency/Publication/2017/IRENA_Electric_Vehicles_2017.pdf.</p>



<p>Marr, Bernard. <strong><em>How Much
 Data Do We Create Every Day? The Mind-Blowing Stats Everyone Should Read</em></strong>.
 21 de maio de 2018. <em>Forbes.</em> Disponível em https://www.forbes.com/sites/bernardmarr/2018/05/21/how-much-data-do-we-create-every-day-the-mind-blowing-stats-everyone-should-read/#42b78bd960ba. Acesso em 1° de julho de 2019.</p>



<p>MME/EPE. <strong>Plano Decenal de Expansão de Energia 2027</strong>.
 2018.</p>



<p>Seba, Tony. <strong><em>Clean
 Disruption of Energy and Transportation</em></strong>. 1ª Edição. Silicon Valley: Clean Planet Ventures, 2014.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>O post <a href="https://inergial.com.br/descentralizacao-descarbonizacao-e-digitalizacao-a-transformacao-do-setor-de-distribuicao-de-energia-eletrica-brasileiro/">Descentralização, Descarbonização e Digitalização: A Transformação do Setor de Distribuição de Energia Elétrica Brasileiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Proposta de Revisão da Geração Distribuída: a quem interessa?</title>
		<link>https://inergial.com.br/proposta-de-revisao-da-geracao-distribuida-a-quem-interessa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2019 18:53:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[REN482]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1389</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) decidiu pela abertura de mais uma consulta pública, referente à Audiência Pública nº 001/2019, para receber contribuições, de 17 de outubro a 30 de novembro, sobre a sua proposta de revisão da resolução que regulamenta a geração distribuída (GD). A micro e a minigeração distribuídas foram regulamentadas no [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/proposta-de-revisao-da-geracao-distribuida-a-quem-interessa/">Proposta de Revisão da Geração Distribuída: a quem interessa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
decidiu pela abertura de mais uma consulta pública, referente à Audiência
Pública nº 001/2019, para receber contribuições, de 17 de outubro a 30 de
novembro, sobre a sua proposta de revisão da resolução que regulamenta a
geração distribuída (GD).</p>



<p>A micro e a minigeração distribuídas foram
regulamentadas no Brasil em 2012 pela ANEEL através da Resolução Normativa
(REN) <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf">n° 482</a>, que
instituiu o modelo de <em>net-metering</em> no País. Em 2015, o regulamento foi
aprimorado, de modo a tornar o processo de conexão mais célere e ampliar o
acesso à geração distribuída para um número maior de unidades consumidoras.
Atualmente, a resolução permite a conexão de geradores de até 5 MW na rede de
distribuição, a partir de fontes renováveis de energia ou cogeração qualificada
(MME/EPE, 2018).</p>



<p>Na prática, a GD é composta por 99% de micro e
minigeradores solares fotovoltaicos para geração própria de eletricidade em algumas
modalidades, entre as mais usuais estão: (i) autoconsumo – geração na própria
unidade consumidora – (84%), (ii) autoconsumo remoto (15%) e (iii) geração
compartilhada (0,3%).</p>



<p>Como os aspectos técnicos já haviam sido
aprimorados anteriormente, o enfoque da nova revisão, que passará a vigorar em
2020, será o aspecto econômico e a forma de compensação de energia. Em 2018 uma
proposição de revisão criou alternativas (da alternativa 0 a alternativa 5)
para o <strong>Sistema de Compensação de Energia</strong>, que passaria a faturar, sobre
toda a energia consumida da rede (inclusive os créditos de energia),
progressiva e acumuladamente, diferentes componentes tarifárias.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="553" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-1030x553.jpg" alt="" class="wp-image-1390" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-1030x553.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-300x161.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-768x412.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-705x378.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-450x242.jpg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas.jpg 1032w" sizes="auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> Figura 1 – Alternativas sugeridas para o sistema de compensação.<br> Fonte: autoria própria com dados da ANEEL (2018).</figcaption></figure></div>



<p>As alternativas citadas remuneram as empresas distribuidoras
de energia elétrica caso o excedente de geração seja injetado na rede elétrica.
Os prossumidores (consumidores-geradores com GD) pagariam pelo uso da rede porque
ela passa a ter mais uma função para os sistemas conectados à rede: operar como
uma espécie de “bateria” ou “sistema de armazenamento” virtual.</p>



<p>No relatório de Análise de Impacto Regulatório
(AIR) publicado pela Agência em 2018, simulou-se manter a alternativa 0 (regra atual)
por 10 anos para instalações novas até que GD local (geração no local para autoconsumo)
atingisse 3,365 GW. Depois deste gatilho de potência as novas instalações
passariam a compensar diretamente pela alternativa 1. As instalações existentes
permaneceriam na alternativa 0 por 25 anos, tempo útil estimado de geração
fotovoltaica, garantindo segurança regulatória para os primeiros adotantes da
GD.</p>



<p>Para as micro e minigerações com compensação remota (geração longe do consumo) ou simplesmente GD remota, a análise sugeriu que o equilíbrio econômico seria desfeito em poucos anos e propôs dois gatilhos: 1,25 GW e 2,13 GW, esperados inicialmente para 2022 e 2025, respectivamente. O primeiro gatilho mudaria a compensação para a alternativa 1 e o segundo gatilho para a alternativa 3. Os detalhes desta sugestão podem ser vistos na figura abaixo e lidos no artigo “<a href="https://inergial.com.br/revisao-da-ren-no-482-impactos-para-a-geracao-distribuida-e-para-a-energia-solar/">Revisão da REN nº 482: Impactos para a Geração Distribuída e para a Energia Solar</a>”.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="579" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-1030x579.jpg" alt="" class="wp-image-1391" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-1030x579.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-300x169.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-768x432.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-705x397.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-450x253.jpg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> Figura 2 – Sugestão de revisão da REN nº 482 dada pelo relatório de AIR em 2018.<br> Fonte: autoria própria com dados da ANEEL (2018).</figcaption></figure></div>



<p>O mercado reagiu à sugestão do relatório de AIR principalmente
pela adoção de gatilhos que representam baixa penetração da GD no sistema
elétrico. A maioria das reações criticou as regras para a GD remota que, em
algumas regiões, teriam redução significativa da sua Taxa Interna de Retorno
(TIR), inviabilizando muitos projetos. Na GD local, embora também exista
redução da TIR, os prossumidores estariam menos sensíveis à essa redução e o
período de retorno, ou <em>payback</em>, não aumentaria demasiadamente.</p>



<p>A revisão da resolução estava prevista desde 2015 e,
com o prazo se esgotando, a ANEEL abriu outra consulta pública e publicou a sua
proposta de revisão no dia 15 de outubro. Através de 6 infográficos de sua
autoria, a Agência resumiu o crescimento da GD e justificou a sua proposta da
seguinte forma.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1392" width="257" height="363" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-728x1030.png 728w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-212x300.png 212w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-768x1086.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-1060x1500.png 1060w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-498x705.png 498w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-450x637.png 450w" sizes="auto, (max-width: 257px) 100vw, 257px" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1393" width="257" height="363" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-728x1030.png 728w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-212x300.png 212w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-768x1086.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-1060x1500.png 1060w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-498x705.png 498w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-450x637.png 450w" sizes="auto, (max-width: 257px) 100vw, 257px" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1394" width="258" height="364" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-728x1030.png 728w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-212x300.png 212w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-768x1086.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-1060x1500.png 1060w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-498x705.png 498w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-450x637.png 450w" sizes="auto, (max-width: 258px) 100vw, 258px" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-04-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1395" width="258" height="363"/></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-06-1-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1400" width="259" height="364"/></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-05-1-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1398" width="257" height="361"/><figcaption> Figura 3 – Infográficos da proposta de revisão da REN nº 482.<br>Fonte: ANEEL, 2019.</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A proposta, entretanto, espantou o mercado de GD porque ela é bem menos favorável comparado à sugestão de 2018. Houve um descompasso entre a expectativa gerada nas consultas públicas anteriores e a proposta publicada. A Agência simplesmente levou ao extremo a mudança da regra frustrando prossumidores e empresas recentemente estabelecidas para atender o mercado de GD, essencialmente pautado nas instalações fotovoltaicas.</p>



<p>Na GD local as instalações existentes continuariam
na regra atual (alternativa 0), mas o período de transição seria menor, até 31
de dezembro de 2030. A partir daí a mudança na regra de compensação salta
diretamente para a alternativa 5. Para novas instalações, a partir da
publicação da resolução revisada, a alternativa 2 passará a valer imediatamente
e o salto para a alternativa 5 será a partir de um novo gatilho de 5,9 GW, ou
2030, o que ocorrer primeiro. Com esta proposta, o período de transição da
alternativa 2 para a 5 será, no máximo, de 11 anos para as novas instalações.
Para as instalações existentes a garantia da regra atual por 25 anos foi frustrada
e será, no máximo, de 19 anos (considerando a instalação mais antiga conectada
em 2012).</p>



<p>A proposta é ainda mais dura com a GD remota porque
não há período de transição ou gatilho. As novas instalações passarão a
compensar diretamente pela alternativa 5 e o investimento deixa de ser atrativo
em muitos projetos. Segundo os cálculos da ANEEL, o <em>payback</em> descontado
médio para entrantes em 2020 seria de 26 anos tanto no cenário mais provável
quanto no máximo. (CanalEnergia, 2019).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="579" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-1030x579.jpg" alt="" class="wp-image-1402" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-1030x579.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-300x169.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-768x432.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-705x397.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-450x253.jpg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption>   Figura 4 – Proposta de revisão da REN nº 482 dada pela ANEEL em 2019.<br> Fonte: autoria própria com dados da ANEEL (2019).</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A geração
distribuída já está madura?</strong></p>



<p>Atualmente
a GD conta com 130.338 micro ou minigeradores distribuídos pelo território
nacional totalizando 1.653 MW de capacidade, equivalente a 1% da capacidade em
geração centralizada (GC). Desses, 129.982 são fotovoltaicos e ¾ são
prossumidores residenciais.</p>



<p>Apesar
do crescimento exponencial da GD nos últimos anos, quase metade da potência
instalada se concentra apenas em 3 estados brasileiros (MG, SP e RS). Na
classificação estadual, os 13 últimos estados, juntos, contribuem apenas com
10% da potência instalada nacional.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="568" height="553" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019.png" alt="" class="wp-image-1403" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019.png 568w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019-300x292.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019-36x36.png 36w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019-450x438.png 450w" sizes="auto, (max-width: 568px) 100vw, 568px" /><figcaption> Figura 5 – Geração distribuída: classificação estadual (dados coletados em 05 de novembro de 2019).<br> Fonte: autoria própria com dados da ANEEL.</figcaption></figure></div>



<p>Atualmente
existem 83 milhões de unidades consumidoras no País (referência de 2018) de
acordo com os dados compilados pela Associação Brasileira de Distribuidores de
Energia Elétrica (ABRADEE). A quantidade de prossumidores, portanto, é uma
ínfima parte deste número; apenas 0,15%.</p>



<p>Mesmo
com muito potencial para expansão a Agência afirma que a GD já está amadurecida
no País.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“O diretor relator do processo destacou que a medida permitirá o avanço responsável da modalidade geração distribuída, que permanece atrativa, sem gerar passivos para os demais consumidores. “A proposta em consulta reconhece que a geração distribuída veio para ficar, que a modalidade está crescendo exponencialmente e alcançou a maturidade, portanto, é tempo de revisarmos o normativo para mais adiante não termos um efeito colateral negativo ao sistema elétrico”, completou o diretor.”</em> (ANEEL, 2019).</p></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A
expansão da GD foi notável nos últimos anos, mas ainda está fortemente
concentrada nas regiões Sul e Sudeste. É difícil entender como se pode
considerar que se alcançou a maturidade se 7 estados brasileiros sequer têm
1.000 instalações. A taxa de crescimento seria nula ou muito pequena se a GD
estivesse madura. O crescimento exponencial indica o contrário.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>O
risco de subsídio cruzado e distorções de preço</strong></p>



<p>O
subsídio cruzado ocorre quando um grupo de consumidores paga mais para
subsidiar outro grupo de consumidores quando todos, de certa forma, usam ou tem
acesso ao mesmo produto e à mesma prestação de serviço, neste caso o
fornecimento de energia elétrica.</p>



<p>Para
a ANEEL, há risco de subsídio cruzado. Ou seja, consumidores dependentes
exclusivamente da rede custeiam prossumidores no uso da rede.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“O regulador precisa equilibrar a regulamentação de modo que os consumidores que dependem exclusivamente da rede não sejam afetados por consumidores que geram a sua própria energia. Deve haver uma alocação justa de custos.”</em> (ANEEL, 2019).</p></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O
conceito que sustenta esta afirmação é de que, para acomodar a expansão da GD
através de sistemas conectados às redes de distribuição, as empresas distribuidoras
de energia precisam investir na expansão, em melhorias e reforços das suas
redes ocasionando eventual elevação de custos que seriam repassados aos
consumidores por meio do aumento da tarifa. Por isso, investir na geração
própria de eletricidade fica mais atrativo, levando mais consumidores a
conectar sistemas à rede e, como em um ciclo vicioso, a tarifa aumenta novamente.</p>



<p>A Secretaria de Avaliação, Planejamento,
Energia e Loteria do Ministério da Economia (SECAP) em documento publicado este
ano diz que a energia injetada na GD distorce o preço da energia gerada na GC</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“A energia injetada pelos prossumidores durante os momentos ensolarados é consumida pelas demais unidades consumidoras da área de concessão, que, na prática, “pagam” por essa energia um preço que não condiz com o preço de compra praticado pelas distribuidoras nos leilões, distorcendo o preço da energia elétrica regulada.”</em> (SECAP, 2019).</p></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O
Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
também se manifestaram sobre a compensação da GD no Plano Decenal de Expansão
de Energia 2027 (PDE 2027) publicado em 2018.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Adicionalmente, o modelo de compensação de energia (net-metering), em conjunto com tarifas 100% volumétricas acabam dando sinais econômicos “fictícios” ao gerador distribuído. Isso porque parcelas do custo da rede, custos de programas setoriais e impostos são incluídos na “receita” do gerador, embora o seu “valor” para o sistema não seja equivalente. Portanto, idealmente a remuneração da geração distribuída injetada na rede deve ser dissociada da fatura de consumo da unidade. Dessa forma, garante-se que a remuneração seja explícita pela energia e serviços entregue de acordo com seu local e horário – facilitando a comparação com a geração centralizada –, e que os demais custos cobertos pelas tarifas continuem sendo pagos pelo consumidor.”</em> (MME/EPE, 2018).</p></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Seguindo
a lógica anterior, a GD seria muito benéfica economicamente para prossumidores,
mas muito maléfica para a parcela de consumidores com menor poder aquisitivo,
tornando o consumo de eletricidade extremamente oneroso. Em um cenário extremo
os consumidores que dependem exclusivamente da rede subsidiariam a manutenção e
o crescimento da GD. As empresas distribuidoras de energia também endossam a
afirmação de risco de subsídio cruzado e o aumento da tarifa para
não-prossumidores.</p>



<p>Embora
os argumentos de subsídio cruzado pautem a revisão da resolução, a quantidade
de sistema conectados à rede é muito pequeno para justificar o argumento <em>ex
ante</em>, carecendo de análise quantitativa. Para detalhar o assunto cabe uma
pergunta: Quanto aumentaria a tarifa média, por região, ou distribuidora, em
função da quantidade de sistemas de micro e minigeração conectados ou da sua
potência instalada?</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Benefícios
da GD e mitigação local de problemas setoriais</strong></p>



<p>Desde
2015 as faturas de eletricidade dos consumidores brasileiros cobram as
bandeiras tarifárias, um adicional tarifário que entrou em vigor desde a crise
hidrológica iniciada em 2014. Com o recurso hídrico escasso, a geração
termelétrica, mais custosa, passou a suprir o <em>déficit</em> de geração hidrelétrica,
onerando os consumidores.</p>



<p>A
energia injetada pelo prossumidor é consumida muito próxima do ponto de
injeção, provavelmente no consumidor vizinho. Tal quantidade de energia é
cobrada pela distribuidora local como se a eletricidade tivesse sido gerada a
dezenas ou centenas de quilômetros dali, incluindo as perdas e encargos
baseados no modelo tarifário de GC, inclusive a bandeira tarifária.</p>



<p>O
primeiro benefício imediato da GD é a geração limpa de eletricidade, poupando
combustíveis para as termelétricas e água dos reservatórios das hidrelétricas.
Então, por que a energia injetada é cobrada com bandeiras tarifárias quando
faturada para outro consumidor local?</p>



<p>Outra
benesse é a postergação de investimentos em linhas de transmissão. Com a descentralização
da geração as perdas técnicas tendem a cair e beneficiam tecnicamente o sistema
elétrico de distribuição. Se por um lado a proposta cobrará pela energia
injetada, por outro a energia injetada deve ser remunerada pela redução de
perdas técnicas locais. Mas isso não está previsto na revisão.</p>



<p>O
atual modelo tarifário não comporta adequadamente o Sistema de Compensação pelo
seu impacto social dito negativo, subjetivamente; ao mesmo tempo o modelo é
injusto por não considerar as virtudes ambientais e técnicas. Ao invés de
modificar ou propor adequações no modelo tarifário atual, condena-se a GD.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Quais
os impactos da proposta para a GD?</strong></p>



<p>Para simular uma aplicação real, considerou-se uma tarifa de fornecimento hipotética (TE+TUSD) com impostos de R$ 0,80 por kWh, com as componentes tarifárias distribuídas da seguinte maneira para consumidores residências em baixa tensão (grupo B1).</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="665" height="316" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-2.png" alt="" class="wp-image-1413" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-2.png 665w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-2-300x143.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-2-450x214.png 450w" sizes="auto, (max-width: 665px) 100vw, 665px" /><figcaption> Figura 6 – TE e TUSD e suas componentes tarifárias (valores hipotéticos).<br> Fonte: autoria própria.</figcaption></figure>



<p>Se
tomarmos um exemplo de um prossumidor residencial (com microgerador
fotovoltaico), capaz de gerar, em média, 200 kWh mensais e, consumo total da
residência de 300 kWh, podemos simular a economia mensal na regra atual e naquela
recentemente proposta.</p>



<p>Pela
regra atual de compensação integral, a fatura de energia é de (300-200) kWh
multiplicado pela tarifa de fornecimento, o que resulta em R$ 80,00. Neste caso
não importa quanta energia foi injetada e a economia é dada pela simples razão
da geração fotovoltaica pelo consumo total (200 kWh/300 kWh) ou 66,7%. Sem GD essa
residência pagaria R$ 240,00 (300 kWh · R$ 0,80/kWh) de eletricidade.</p>



<p>Para
entender o impacto financeiro da proposta de revisão, é preciso conhecer o
perfil de consumo do prossumidor para estimar quanta energia gerada será
injetada. Aqui entra um conceito importante conhecido como fator de
simultaneidade. Ele indica quanta energia gerada consegue ser consumida
instantaneamente pelo prossumidor. Em consumidores residenciais o fator de
simultaneidade é tipicamente baixo, entre 30% e 40%. Isso decorre que o consumo
residencial está concentrado em horários de ponta (maior consumo) e, portanto,
desalinhados com a geração fotovoltaica típica das 6h às 18h, fora da ponta.
Considerando um fator de simultaneidade de 36%, 128 kWh dos 200 kWh gerados
serão injetados na rede. A figura abaixo mostra o perfil de geração, injeção e
consumo com valores diários do balanço energético.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="167" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_perfil-de-consumo-residencial.png" alt="" class="wp-image-1406" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_perfil-de-consumo-residencial.png 570w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_perfil-de-consumo-residencial-300x88.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_perfil-de-consumo-residencial-450x132.png 450w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption>   Figura 7 – Geração, injeção e consumo diários (valores arredondados) para um prossumidor residencial.<br> Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<p>Na prática, a revisão da resolução cobra pela energia injetada de acordo com as alternativas criadas (alternativa 0 a 5) e os custos são simulados de acordo com a tarifa de fornecimento.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="379" height="342" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-3.png" alt="" class="wp-image-1415" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-3.png 379w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-3-300x271.png 300w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /><figcaption> Figura 8 – Custo da energia injetada nas diferentes alternativas   (valores baseados na tarifa de fornecimento hipotética) para prossumidor residencial.<br> Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-left"> A proposta da ANEEL visa alterar a regra para a GD local usando a alternativa 2 como transição até o gatilho (5,9 GW ou 2030) e depois passar a compensar pela alternativa 5. Ou seja, neste exemplo, o prossumidor pagará 34% da tarifa de fornecimento para injetar energia pela alternativa 2 e 62% na alternativa 5. O custo adicional do prossumidor que injetou 128 kWh será de R$ 34,82 e R$ 63,49 para as alternativas 2 e 5, respectivamente.</p>



<p>Um outro exemplo: considerou-se uma tarifa de fornecimento hipotética (TE+TUSD) com impostos de R$ 0,72 por kWh para consumidores comerciais em baixa tensão (grupo B3). Uma empresa de pequeno porte investiu em um microgerador fotovoltaico capaz de gerar 1.800 kWh por mês. O consumo total é de 4.500 kWh mensais. O perfil de consumo é comercial, ou seja, tem um fator de simultaneidade mais alto; neste exemplo de 75%. Assim, 450 kWh serão injetados na rede, resultando em um custo de injeção de R$ 110,25 pela alternativa 2 e R$ 200,70 pela alternativa 5. Sem GD essa empresa pagava R$ 3.240,00 de fatura. Pelas alternativas 0, 2 e 5 pagaria, respectivamente, R$ 1.944,00, R$ 2.054,25 e R$ 2.144,70.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="383" height="351" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-4.png" alt="" class="wp-image-1416" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-4.png 383w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-4-300x275.png 300w" sizes="auto, (max-width: 383px) 100vw, 383px" /><figcaption> Figura 9 – Custo da energia injetada nas diferentes alternativas   (valores baseados na tarifa de fornecimento hipotética) para prossumidor comercial.<br> Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-left"> Os
exemplos anteriores demonstram que o fator de simultaneidade é crítico para a
viabilidade financeira. Os prossumidores com fator de simultaneidade mais baixo
serão os mais afetados. Assim, espera-se que as residências fiquem mais
sensíveis e sejam mais impactados financeiramente. Os prossumidores com perfil
de consumo comercial estarão menos sensíveis a atual proposta.</p>



<p>Nota-se
que a alternativa 5 cobra mais que o valor da TUSD (R$ 0,40/kWh) pela energia
injetada e parece querer inibir a atuação do prossumidor (residencial ou
comercial) como gerador local. Ao contrário, o custo desproporcional sugere
punição ao prossumidor que romper com o modelo tradicional de distribuição.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>A
sugestão de revisão do relatório de AIR de 2018 gerou críticas, mas mostrou-se viável
para o crescimento da GD, principalmente a local. A regra atual valeria por 25
anos, oferecendo segurança regulatória para as instalações existentes, e
transição de 10 anos para as instalações pós-revisão, embora o gatilho muito
baixo (1,25 GW) – que inclusive já foi superado – precisasse ser rediscutido
oportunamente.</p>



<p>A
proposta recente da ANEEL foi recebida com espanto e gerou reações ásperas. O
mercado esperava uma proposta coerente e alinhada com a sugestão do ano
passado. Adotou-se, contudo, a alternativa mais desfavorável para a GD, negligenciando
os prossumidores já conectados ou qualquer contribuição oferecida em consultas
públicas anteriores. A proposta tem força para extinguir a GD remota
desprezando um mercado pujante que desenvolveu milhares de negócios, criou
empregos e que demonstra o esforço genuíno de pessoas e empresas que investiram
capital próprio. Para prossumidores locais, os menos afetados serão os que têm
fator de simultaneidade maior, com consumo mais alinhado com geração.</p>



<p>É
nítido que a atual regra é incentivada para desenvolver a GD. Mas a proposta
tenta agora paralisar a expansão. A mudança da regra tenta remunerar as
distribuidoras de energia com argumentos subjetivos sobre maturidade do mercado
e subsídio. No primeiro os dados mostram o contrário e no segundo a análise
carece de estudo detalhado. O risco de subsídio cruzado precisa ser estimado e
quantificado para basear decisões. A análise, portanto, deve ser <em>ex post</em>.</p>



<p>Caso
a proposta se confirme como está, os prossumidores correm o risco de custear as
distribuidoras de energia se forem desconsiderados os benefícios técnicos
locais da GD, enquanto os consumidores que dependem exclusivamente da rede
provavelmente continuarão a pagar preços crescentes da tarifa.</p>



<p>A
GD é uma nova forma de gerar e consumir eletricidade e precisa de uma nova
estrutura tarifária que valorize os seus benefícios para a sociedade como um
todo. O modelo tarifário atual só fortalecerá o modelo centralizado de geração
que encontra do outro lado o consumidor-refém, cliente cativo do mercado
regulado. A quem interessa manter esse modelo?</p>



<p>Para
que a GD avance e expanda seus benefícios para a sociedade como um todo sugiro
mudanças pontuais na fatura do prossumidor:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>exclusão
de bandeira tarifária para a energia injetada;</li><li>redução
da cobrança das componentes ‘encargos’ da TE e da TUSD para a energia injetada;</li><li>redução
proporcional da componente ‘perdas’ em função do volume injetado;</li><li>substituição
do custo de disponibilidade por serviço de uso da rede;</li><li>bônus
para energia injetada em horários de maior demanda;</li></ul>



<p>Contribuições
sobre o assunto podem ser enviados até 30 de novembro de 2019 das seguintes
maneiras:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>e-mail
para: <a href="mailto:cp025_2019@aneel.gov.br">cp025_2019@aneel.gov.br</a></li><li>correspondência
para a ANEEL no endereço: SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral,
CEP: 70830-100, Brasília – DF.</li></ul>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>ABRADEE (Associação Brasileira de
 Distribuidores de Energia Elétrica). <strong>Planilhas de
 1996 a 2019 (ref. 2018).</strong> Disponível em <a href="http://www.abradee.org.br/planilhas-de-1996-a-2018-ref-2017/">http://www.abradee.org.br/planilhas-de-1996-a-2018-ref-2017/</a>.
 Acesso em 25 de outubro de 2019.</p>



<p>ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). <strong>BIG – Banco
 de Informações de Geração: Capacidade de Geração do Brasil</strong>.. Disponível em
 http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm. Acesso em 16 de outubro de 2019</p>



<p>—. <strong>Entenda melhor o que a ANEEL está propondo para o
 futuro da GD.</strong> Disponível em https://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao-2/(&#8230;). Acesso
 em 17 de outubro de 2019.</p>



<p>—. <strong>Geração Distribuída.</strong> Disponível em http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp. Acesso
 em 18 de outubro de 2019.</p>



<p>—. <strong>Relatório de Análise de Impacto Regulatório nº
 0004/2018.</strong> Disponível na seção de Audiências Públicas (AP nº 001/2019).</p>



<p>—. <strong>Resolução Normativa n° 482.</strong> 2012.</p>



<p>—. <strong>Revisão das regras de geração distribuída entra em
 consulta pública.</strong> Disponível em https://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/(&#8230;).
 Acesso em 17 de outubro de 2019.</p>



<p>Agência Canal Energia. <strong>GD remota pode ver atratividade
 reduzida em 2020</strong><em>.</em> Disponível em http://canalenergia.com.br/noticias/53115332/gd-remota-pode-ver-atratividade-reduzida-em-2020. Acesso em 17 de outubro de 2019.</p>



<p>Delgado, Marco. <strong>A sociedade do Espetáculo II: eclipse
 energético.</strong> Out/2019. Disponível em http://www.abradee.org.br/a-sociedade-do-espetaculo-ii-eclipse-energetico-marco-delgado/. Acesso em 25 de outubro de 2019.</p>



<p>EPE (Empresa de Pesquisa Energética). <strong>Nota Técnica PR
 08/18. Recursos Energéticos Distribuídos 2050.</strong> Rio de Janeiro, 2018.</p>



<p>Santana, Edvaldo e Leite, Nelson Fonseca. <strong>Subsídios
 Tarifários têm Prazo de Validade?</strong> Disponível em <a href="http://www.abradee.org.br/subsidios-tarifarios-tem-prazo-de-validade/">http://www.abradee.org.br/subsidios-tarifarios-tem-prazo-de-validade/</a>. Acesso em 25 de outubro de 2019.</p>



<p>SECAP (Secretaria de Avaliação, Planejamento,
 Energia e Loteria do Ministério da Economia). <strong>Visão da SECAP sobre o Setor
 de Energia: o caso da micro e minigeração distribuída.</strong> Junho de 2019.
 Disponível em <a href="http://www.fazenda.gov.br/centrais-de-conteudos/publicacoes/analises-e-estudos/arquivos/2019/visao-da-secap-sobre-o-setor-de-energia-o-caso-da-micro-e-minigeracao-distribuida">http://www.fazenda.gov.br/centrais-de-conteudos/publicacoes/analises-e-estudos/arquivos/2019/visao-da-secap-sobre-o-setor-de-energia-o-caso-da-micro-e-minigeracao-distribuida</a>. Acesso em 24 de outubro de 2019.</p>



<p>MME (Ministério de Minas e Energia) /EPE (Empresa
 de Pesquisa Energética). <strong>Plano Decenal de Expansão de Energia 2027.</strong>
 Brasília, 2018.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>Sobre o autor | <a href="https://www.linkedin.com/in/igor-cordeiro-inergial/">Igor Cordeiro</a> é instrutor de
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<p>O post <a href="https://inergial.com.br/proposta-de-revisao-da-geracao-distribuida-a-quem-interessa/">Proposta de Revisão da Geração Distribuída: a quem interessa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Disrupção Solar Já Começou!</title>
		<link>https://inergial.com.br/a-disrupcao-solar-ja-comecou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2019 16:47:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1347</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos o setor de geração elétrica de muitos países tem se transformado rapidamente. A novidade é a inserção cada vez maior das fontes renováveis, principalmente eólica e solar, no mix de geração. A energia solar tem mostrado muita versatilidade para compor usinas de grande porte para comercialização da energia através da geração centralizada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Nos
últimos anos o setor de geração elétrica de muitos países tem se transformado
rapidamente. A novidade é a inserção cada vez maior das fontes renováveis,
principalmente eólica e solar, no <em>mix</em> de geração. A energia solar tem
mostrado muita versatilidade para compor usinas de grande porte para
comercialização da energia através da geração centralizada (GC) e para a
geração própria, através de microgeradores regulamentados pela geração distribuída
(GD). Com preços em declínio, a energia solar é a fonte mais barata para a geração
de eletricidade e já impacta diretamente o modelo convencional de geração,
fundamentalmente centralizado. A disrupção solar já está em andamento e romperá
com o modelo convencional que não conseguirá competir em custos.
Definitivamente está surgindo uma nova forma de geração de energia, mais
descentralizada e participativa.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A
Energia Solar Abre uma Sucessão de Quebra de Recordes Mundiais</strong></p>



<p>Segundo
a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês), o
custo nivelado da eletricidade de fontes renováveis tais como, biomassa,
hídrica, solar, eólica e geotérmica, atingiu níveis competitivos históricos
comparado às fontes fósseis. Fontes mais limpas e renováveis, portanto,
representam agora a solução mais barata de geração e têm permitido que as novas
adições de capacidade de geração sejam majoritariamente renováveis. No caso
brasileiro, o leilão de geração A-4 de abril de 2018 contratou 1 GW de
capacidade, distribuídos em 39 empreendimentos. Deste total, 29 empreendimentos
foram de energia solar e 4 de parques eólicos, negociados com preço médio final
de R$ 118,07/MWh e R$ 67,60/MWh, respectivamente (ANEEL, 2018). Os destaques do
leilão foram as fontes solar e eólica, que dominaram a quantidade de
empreendimentos e despontaram como as fontes mais baratas de geração em
território nacional até aquele momento.</p>



<p>Tabela
1: preço final do leilão A-4 de 2018 por fonte de geração. Fonte: autoria
própria com dados da ANEEL.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  Térmica a Biomassa
  </td><td>
  R$
  198,94/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Hidrelétrica
  </td><td>
  R$
  198,12/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Solar Fotovoltaica
  </td><td>
  R$
  118,07/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Eólica
  </td><td>
  R$
  67,60/MWh
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Já
no leilão A-4 de junho de 2019, foram contratados 401,6 MW de capacidade em 15 empreendimentos,
6 de solar e 3 de eólica, negociados com preço médio final de R$ 67,48/MWh e R$
77,99/MWh, respectivamente (CCEE, 2019). O destaque neste leilão foi a fonte
solar que surpreendeu com deságio médio de 75,6% em relação ao preço inicial
estipulado de R$ 276/MWh e se tornou a fonte mais barata de energia, ao mesmo, no
Brasil e no mercado internacional, com menor preço registrado, equivalente a
US$ 17,02/MWh.</p>



<p>Tabela
2: preço final do leilão A-4 de 2019 por fonte de geração. Fonte: autoria
própria com dados da CCEE.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  PCH (hídrica)
  </td><td>
  R$
  198,11/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Térmica a Biomassa
  </td><td>
  R$
  179,87/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Eólica
  </td><td>
  R$
  77,99/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Solar Fotovoltaica
  </td><td>
  R$
  67,48/MWh
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Tivemos
muito pouco tempo para comemorar porque um mês depois, em julho de 2019, um
novo recorde mundial foi alcançado. O último leilão português arrematou a fonte
solar por € 14,76/MWh, equivalente a US$ 16,45/MWh. Anteriormente, México e
Índia já haviam noticiado os seus recordes. Os baixos preços não são
particularidades ou privilégios de poucos países, mas uma tendência mundial. A
energia solar é a fonte mais barata para GC.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A
Solar tem uma Aliada</strong></p>



<p>No
último 12 de agosto, às 23h39, a geração de energia eólica no litoral
nordestino alcançou novo recorde de 9.270,5 MWh, 4,47% maior que o recorde
alcançado 9 meses antes. Esses ventos foram capazes de atender 94,6% da demanda
do Nordeste brasileiro naquele momento. Enquanto a geração solar tem picos ao redor
do meio-dia, a eólica pode ter picos à noite e uma fonte complementa a outra.
Juntas, eólica e solar serão imbatíveis!</p>



<p>Tabela 3: empreendimentos em operação. Fonte: ANEEL | BIG &#8211; Banco de Informações de Geração. Data: 26 de agosto de 2019.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  <strong>Tipo</strong>
  </td><td>
  <strong>Potência
  Fiscalizada (kW)</strong>
  </td><td>
  <strong>%</strong>
  </td></tr><tr><td>
  CGH
  </td><td>
  739.962
  </td><td>
  0,45
  </td></tr><tr><td>
  CGU
  </td><td>
  50
  </td><td>
  0,00
  </td></tr><tr><td>
  EOL
  </td><td>
  15.081.293
  </td><td>
  9,09
  </td></tr><tr><td>
  PCH
  </td><td>
  5.232.476
  </td><td>
  3,15
  </td></tr><tr><td>
  UFV
  </td><td>
  2.172.428
  </td><td>
  1,31
  </td></tr><tr><td>
  UHE
  </td><td>
  99.922.634
  </td><td>
  60,21
  </td></tr><tr><td>
  UTE
  </td><td>
  40.825.067
  </td><td>
  24,60
  </td></tr><tr><td>
  UTN
  </td><td>
  1.990.000
  </td><td>
  1,20
  </td></tr><tr><td>
  <strong>Total</strong>
  </td><td>
  <strong>165.963.910</strong>
  </td><td>
  <strong>100,00</strong>
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Legenda:</p>



<p>CGH
&nbsp;&nbsp; Central Geradora Hidrelétrica</p>



<p>CGU
&nbsp;&nbsp; Central Geradora Undi-elétrica</p>



<p>EOL
&nbsp;&nbsp; Central Geradora Eólica</p>



<p>PCH
&nbsp;&nbsp; Pequena Central Hidrelétrica</p>



<p>UFV
&nbsp;&nbsp; Central Geradora Solar Fotovoltaica</p>



<p>UHE
&nbsp;&nbsp; Usina Hidrelétrica</p>



<p>UTE
&nbsp;&nbsp; Usina Termelétrica</p>



<p>UTN &nbsp;&nbsp; Usina Termonuclear</p>



<p></p>



<p>A energia
eólica é a 2ª maior fonte de geração no País.</p>



<p>Tabela 4: empreendimentos em construção. Fonte: ANEEL | BIG &#8211; Banco de Informações de Geração. Data: 26 de agosto de 2019.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  <strong>Tipo</strong>
  </td><td>
  <strong>Potência
  Outorgada (kW)</strong>
  </td><td>
  <strong>%</strong>
  </td></tr><tr><td>
  CGH
  </td><td>
  8.512
  </td><td>
  0,11
  </td></tr><tr><td>
  EOL
  </td><td>
  1.136.585
  </td><td>
  14,19
  </td></tr><tr><td>
  PCH
  </td><td>
  346.979
  </td><td>
  4,33
  </td></tr><tr><td>
  UFV
  </td><td>
  741.548
  </td><td>
  9,26
  </td></tr><tr><td>
  UHE
  </td><td>
  579.780
  </td><td>
  7,24
  </td></tr><tr><td>
  UTE
  </td><td>
  3.844.736
  </td><td>
  48,01
  </td></tr><tr><td>
  UTN
  </td><td>
  1.350.000
  </td><td>
  16,86
  </td></tr><tr><td>
  <strong>Total</strong>
  </td><td>
  <strong>8.008.140</strong>
  </td><td>
  <strong>100,00</strong>
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Tabela 5: empreendimentos com construção não iniciada. Fonte: ANEEL | BIG &#8211; Banco de Informações de Geração. Data: 26 de agosto de 2019.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  <strong>Tipo</strong>
  </td><td>
  <strong>Potência
  Outorgada (kW)</strong>
  </td><td>
  <strong>%</strong>
  </td></tr><tr><td>
  CGH
  </td><td>
  5.100
  </td><td>
  0,03
  </td></tr><tr><td>
  EOL
  </td><td>
  5.112.585
  </td><td>
  34,55
  </td></tr><tr><td>
  PCH
  </td><td>
  1.448.771
  </td><td>
  9,79
  </td></tr><tr><td>
  UFV
  </td><td>
  3.409.642
  </td><td>
  23,04
  </td></tr><tr><td>
  UHE
  </td><td>
  659.000
  </td><td>
  4,45
  </td></tr><tr><td>
  UTE
  </td><td>
  4.163.437
  </td><td>
  28,13
  </td></tr><tr><td>
  <strong>Total</strong>
  </td><td>
  <strong>14.798.535</strong>
  </td><td>
  <strong>100,00</strong>
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Dos
22,8 GW contratados para adição na matriz de GC, solar e eólica somam 10,4 GW
ou 45,6%.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Quanto
Maior a Demanda por Solar, Menor Serão os Preços.</strong></p>



<p>No final
de 2017 o Brasil alcançava o seu primeiro gigawatt em solar e 20 meses depois conta
com 3,2 GWp em operação e com mais 4,1 GWp contratados. O crescimento
exponencial das instalações fotovoltaicas derrubará os preços das instalações; a
unidade de potência solar (Watt-pico ou Wp) custará menos hoje do que no ano anterior.
Flutuações de preço podem ocorrer, mas a tendência sempre será de queda. A
queda abrupta do preço dos módulos solares deriva do aprimoramento tecnológico,
do ganho de escala e da competição entre os fabricantes e <em>players</em> do
setor. Fábricas totalmente automatizadas produzem módulos solares de alta
qualidade e muito duráveis (cerca de 25 anos de geração segundo os próprios fabricantes).
Preços decrescentes, alta qualidade e vida útil sem comparação com produtos que
utilizamos diariamente atraem cada vez mais adotantes, impulsionando a energia
solar como jamais visto. Ao mesmo tempo que a demanda aumenta, a oferta também
crescerá; o mercado e a competição aumentam, fechando um ciclo virtuoso em que o
aumento da demanda não conseguirá justificar aumento de preços.</p>



<p>Atualmente
módulos bifaciais já estão disponíveis comercialmente. Eles são capazes de
utilizar a parte traseira dos módulos para captação de luz refletida pela
superfície. Existem também os módulos <em>half-cell</em> e PERC que,
resumidamente, empregam tecnologias diferentes para aumentar a eficiência de
conversão energética ou diminuição de perdas. À medida que a tecnologia avança,
a eficiência dos módulos aumenta e, mesmo que o preço dos módulos se estabilize
– pelo menos por um período – os módulos seguramente serão mais eficientes e
mais potentes porque os fabricantes de módulos solares competirão bravamente. O
que importa, contudo, é o preço da unidade de potência – o Watt-pico. No
mercado internacional o preço já é tão baixo quanto US$ 0,25/Wp (potência do
módulo). O preço dos módulos caiu drasticamente e atualmente (ano base 2018) é
cerca de um décimo do preço em 2010. Os módulos que estão sendo instalados agora
provavelmente não estarão mais disponíveis para venda daqui a 3 anos porque
modelos novos, mais potentes e eficientes, terão surgido. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="797" height="269" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018.png" alt="" class="wp-image-1348" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018.png 797w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018-300x101.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018-768x259.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018-705x238.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018-450x152.png 450w" sizes="auto, (max-width: 797px) 100vw, 797px" /><figcaption>Figura 1: preço dos módulos solares em US$/Wp (ano base 2018) de 2010 a 2018. Fonte: IRENA.</figcaption></figure>



<p>Quando
iniciei minha jornada empreendedora na energia solar, há pouco mais de 2 anos,
as propostas comerciais para novas instalações residenciais típicas (em torno
de 4,6 kWp) custavam até R$ 7,00/Wp (aqui o valor do Wp inclui todo o sistema
fotovoltaico instalado). Um ano antes, em meados de 2016, podiam custar tanto
quanto R$ 9,00/Wp. Hoje, é muito difícil competir no mercado se o preço não
estiver ligeiramente abaixo dos R$ 5,00/Wp. Neste caso real, a redução do preço,
em 3 anos, foi de 45% e o número de empresas mais que quadruplicou. Essa queda
tem ocorrido no preço final para o cliente e significa que os serviços (projeto
e instalação) também sofreram queda. Um sistema fotovoltaico com 16 módulos
solares de 270 Wp cada, portanto, de 4,32 kWp, custava, em 2017, R$ 30 mil. Hoje,
um sistema de 4,69 kWp pode custar abaixo dos R$ 23 mil. Além de ser
ligeiramente mais potente, esse último sistema conta com 14 módulos de 335 Wp
cada e ocupa a mesma área que o primeiro; os inversores são idênticos.</p>



<p>Desde
a sua regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2012,
a GD acumula 101.779 unidades consumidoras com micro ou minigeração a partir de
fontes renováveis, mas 101.459 dessas unidades têm geradores fotovoltaicos. A
tecnologia empregada na energia solar permitiu que unidades de potência muito
pequenas pudessem ser empregadas para conversão energética sem grandes
infraestruturas de suporte e transmissão, levando a geração de pontos centrais
para onde a energia é consumida (geração junto à carga). Devido à natureza
distribuída da energia solar, a GD tem forte apelo entre os consumidores,
principalmente residenciais. Os consumidores residenciais respondem por 73 % do
total de “prossumidores” e as instalações comerciais somam 42% da capacidade
total de GD. Definitivamente a geração própria com solar é mais barata que
comprar a mesma quantidade de eletricidade das distribuidoras de energia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="693" height="256" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/GD-ANEEL-26-agosto-2019.png" alt="" class="wp-image-1349" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/GD-ANEEL-26-agosto-2019.png 693w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/GD-ANEEL-26-agosto-2019-300x111.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/GD-ANEEL-26-agosto-2019-450x166.png 450w" sizes="auto, (max-width: 693px) 100vw, 693px" /><figcaption>Figura 2: unidades consumidoras com geração distribuída no Brasil. Valores acumulados de 2012 a 26 de agosto de 2019. Fonte: ANEEL.</figcaption></figure>



<p>Sem
requisitar, na maioria das vezes, espaço adicional e infraestrutura, a energia
solar deve ainda crescer muito no Brasil, dominando quase que absolutamente a
GD no país. Além disso, a energia solar é definitivamente um investimento: devolve
o capital próprio investido de 4 a 7 anos, enquanto a geração pode durar ainda
mais 20 anos depois desse prazo. Expansões de capacidade têm custo marginal bem
menor que a geração centralizada e tendem a deixar os consumidores menos
sensíveis aos aumentos de tarifas.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Porque
a Energia Solar é Disruptiva e Modificará o Setor Elétrico?</strong></p>



<p>A
luz solar – análoga a qualquer combustível fóssil – não tem custo e é
inesgotável. Não se paga pela luz solar, apenas pelo aparato de conversão de
energia (módulos solares, inversores e outros dispositivos que compõem o
sistema fotovoltaico). A operação do sistema fotovoltaico é autônoma e não
exige ajustes ou supervisão. Combustíveis fósseis, como o gás natural, são
recursos naturais não-renováveis. O gás natural propriamente dito, não tem
custo, mas a sua extração tem. É necessário máquinas, processos controlados e
pessoal para a extração. Após essa etapa se obtém o recurso <em>in natura</em>
que precisa ser tratado e transportado. E isso tem custo. A combustão do gás
natural também exige um aparato de conversão. E isso também tem custo!</p>



<p>No
atual sistema elétrico, a tarifa de energia é na verdade uma tarifa de
fornecimento porque a eletricidade precisa ser transportada por dezenas ou até
centenas de quilômetros. Quanto maior a distância de transmissão, maiores serão
as perdas. Basta checar as faturas de energia: para o grupo residencial (grupo
B), a tarifa de transmissão e uso da rede de distribuição – denominada de TUSD
– custa tanto quanto a tarifa de eletricidade propriamente dita. O consumidor
ainda está sujeito às bandeiras tarifárias: uma tarifa extra quando a geração
depende do despacho de geradoras termelétricas que gastam mais. Além disso, uma
complicada tributação pode alcançar um terço da fatura, desestimulando o
consumo.</p>



<p>A
luz solar não precisa de infraestrutura de transmissão, ela simplesmente incide
nos módulos solares e parte dela é convertida em eletricidade instantaneamente.
O consumo desta eletricidade também é imediata e não requer qualquer tipo de
controle ou interferência externa. O excedente de eletricidade, se houver, pode
ser exportado para a rede elétrica e seguramente será consumida não muito longe
dali, provavelmente por um dos consumidores vizinhos. Embora a solução técnica
para o excedente de geração seja a exportação (ou injeção, como se diz), muito
em breve as baterias preencherão uma lacuna importante para o armazenamento de
energia e a rede elétrica não mais cumprirá o papel de “bateria virtual” para
sistemas fotovoltaicos conectados à rede.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Qual
é o Potencial Solar no País?</strong></p>



<p>Segundo
o último Plano Decenal de Expansão de Energia publicado em 2018, em 2027 haverá
1,35 milhão de adotantes de sistemas de micro ou minigeração distribuída,
totalizando 11,9 GWp, que exigirão quase R$ 60 bilhões em investimentos ao
longo do período (MME/EPE, 2018).</p>



<p>Segunda
a Calculadora Brasil 2050, divulgada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE),
em um cenário otimista para energia solar fotovoltaica no Brasil, o total da capacidade
instalada em 2050 poderá ser de 124 GWp, sendo 51 GWp em GC e 73 GWp em GD.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>O
declínio abrupto de preços dos módulos solares e outros equipamentos levam o
custo da sua eletricidade a níveis jamais previstos. A natureza limpa,
renovável e sustentável da energia solar tem papel secundário na sua
disseminação. É o seu custo, incrivelmente baixo, que a catapulta!</p>



<p>A vocação
da energia solar é a geração distribuída e ela (GD) está empurrando a geração
para as bordas (para o consumidor final) a partir do centro (da geração
centralizada), descentralizando o setor elétrico à medida que cresce o número
de prossumidores conectados à rede elétrica. Em pouco tempo o modelo convencional
de geração fundamentalmente centralizado, passará a ter um novo funcionamento porque
o sistema energético tenderá a ficar mais interconectado.</p>



<p>A
inteligência do sistema será descentralizada, processando dados provenientes
dos geradores e dos consumidores, simultaneamente, e em fluxos multidirecionais
de comunicação. Com tamanha complexidade e ganho econômico o atual modelo não
terá como competir em custos. Há menos de uma década a solar era apenas uma
fonte alternativa e hoje é competitiva. Tecnologia e custo farão da solar uma
fonte ainda mais imprescindível.</p>



<p>O setor elétrico será modificado e um mercado novo – mais descentralizado e ‘intraparticipativo’
– surgirá porque a disrupção solar já
começou!</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<p>[1] Agência Nacional de
Energia Elétrica (ANEEL). Resolução Normativa nº 482/2012. Disponível em: <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf">http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf</a></p>



<p>[2] _______. Geração
Distribuída. Acesso em 26 de agosto de 2019. Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp">http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp</a></p>



<p>[3] _______. BIG – Banco de
Informações de Geração: Capacidade de Geração do Brasil. Acesso em 26 de agosto
de 2019. Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm">http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm</a></p>



<p>[4] _______. “Leilão de
geração “A-4” termina com deságio de 59,07%.” Disponível em <a href="http://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/-/asset_publisher/XGPXSqdMFHrE/content/leilao-de-geracao-a-4-termina-com-desagio-de-59-07-/656877?inheritRedirect=false">http://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/-/asset_publisher/XGPXSqdMFHrE/content/leilao-de-geracao-a-4-termina-com-desagio-de-59-07-/656877?inheritRedirect=false</a>. Acesso em 28 de junho de
2019.</p>



<p>[5] Canal Energia. “Mercado
livre garantiu o sucesso do leilão A-4”. Disponível em <a href="http://canalenergia.com.br/noticias/53103858/mercado-livre-garantiu-o-sucesso-do-leilao-a-4">http://canalenergia.com.br/noticias/53103858/mercado-livre-garantiu-o-sucesso-do-leilao-a-4</a>. Acesso em 29 de junho de
2019.</p>



<p>[6] Diário do
Nordeste. “Nordeste bate recorde de geração de energia eólica”. Acesso em 20 de
agosto de 2019. Disponível em <a href="http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/67715-2/">http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/67715-2/</a></p>



<p>[7] Empresa
de Pesquisa Energética (EPE). Leilão de Geração A-4/2019. Disponível em <a href="http://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-355/Informe%20Resultado%20da%20Habilita%C3%A7%C3%A3o%20T%C3%A9cnica%20e%20Vencedores-%20Leil%C3%A3o%20A-4%20de%202019_v3.pdf">http://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-355/Informe%20Resultado%20da%20Habilita%C3%A7%C3%A3o%20T%C3%A9cnica%20e%20Vencedores-%20Leil%C3%A3o%20A-4%20de%202019_v3.pdf</a>.
Acesso em 23 de agosto de 2019.</p>



<p>[8]
_______. Calculadora Brasil 2050. Energia Solar Fotovoltaica. Disponível em <a href="http://calculadora2050.epe.gov.br/assets/onepage/14.pdf">http://calculadora2050.epe.gov.br/assets/onepage/14.pdf</a>. Acesso em 21 de agosto de
2019.</p>



<p>[9] _______. Nota Técnica
DEA 26/14 – Avaliação da Eficiência Energética e Geração Distribuída para os
Próximos 10 anos (2014-2023). Disponível em <a href="http://www.epe.gov.br/">http://www.epe.gov.br/</a></p>



<p>[10]
International Energy Agency (IEA). Digitalization &amp; Energy. 2017.</p>



<p>[11] International Renewable Energy Agency (IRENA). Disponível em <a href="https://irena.org/solar">https://irena.org/solar</a>. Acesso em 23 de agosto de
2019.</p>



<p>[12]
Ministério de Minas e Energia (MME)/EPE. Plano Decenal de Expansão de Energia
2027. Disponível em <a href="http://www.mme.gov.br/">http://www.mme.gov.br/</a>.</p>



<p>[13] Seba, Tony. Clean Disruption of Energy and
Transportation. 1ª
Edição. Silicon Valley: Clean Planet Ventures, 2014.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>Sobre o autor | <a href="https://www.linkedin.com/in/igor-cordeiro-inergial/">Igor Cordeiro</a> é instrutor de
energias renováveis na <a href="http://inergial.com.br/">Inergial Energia Ltda</a>.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Inergial participou da Semana de Inovação e Tecnologia da Universidade Brasil</title>
		<link>https://inergial.com.br/semana-de-inovacao-e-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2019 16:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Inergial]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1276</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Inergial participou da Semana de Inovação e Tecnologia &#8211; INOVATEC &#8211; promovida pela Universidade Brasil em seu campus Santo André de 28 a 31 de maio de 2019. O nosso engº Igor cordeiro participou do evento no dia 28 com a palestra &#8220;Energia Solar: Oportunidades &#38; Desafios para os Futuros Profissionais&#8221;. Foram abordados tópicos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/semana-de-inovacao-e-tecnologia/">A Inergial participou da Semana de Inovação e Tecnologia da Universidade Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Inergial participou da Semana de Inovação e Tecnologia &#8211; INOVATEC &#8211; promovida pela <a href="https://universidadebrasil.edu.br/">Universidade Brasil</a> em seu <em>campus </em>Santo André de 28 a 31 de maio de 2019.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="388" height="1030" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-388x1030.jpg" alt="" class="wp-image-1278" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-388x1030.jpg 388w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-113x300.jpg 113w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-768x2037.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-266x705.jpg 266w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px" /><figcaption>INOVATEC &#8211; Universidade Brasil, <em>campus </em>Santo André</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-1030x580.jpeg" alt="" class="wp-image-1283" width="441" height="248" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-1030x580.jpeg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-300x169.jpeg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-768x432.jpeg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-705x397.jpeg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-450x253.jpeg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41.jpeg 1164w" sizes="auto, (max-width: 441px) 100vw, 441px" /><figcaption>Início da Palestra no INOVATEC da Universidade Brasil</figcaption></figure></div>



<p>O nosso engº Igor cordeiro participou do evento no dia 28 com a palestra &#8220;Energia Solar: Oportunidades &amp; Desafios para os Futuros Profissionais&#8221;.</p>



<p>Foram abordados tópicos como consumo <em>versus </em>a geração de energia no mundo e no Brasil, a tendência global de mudança de paradigma dos setores elétricos com a introdução da descentralização (através da geração distribuída), digitalização e eletrificação (do transporte e mobilidade), visando o desenvolvimento em baixo carbono.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Redes-Inteligentes.png" alt="" class="wp-image-1279" width="324" height="345" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Redes-Inteligentes.png 391w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Redes-Inteligentes-281x300.png 281w" sizes="auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px" /></figure></div>



<p>O crescimento quase exponencial da capacidade instalada de energia solar demonstra como a energia solar pode ajudar a mitigar os problemas da mudança climática, contribuir com as redes inteligentes ou <em>smart grids</em>, ao mesmo tempo que oferece, atualmente, um dos menores custos de geração de eletricidade.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="946" height="475" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018.png" alt="" class="wp-image-1277" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018.png 946w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018-300x151.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018-768x386.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018-705x354.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018-450x226.png 450w" sizes="auto, (max-width: 946px) 100vw, 946px" /><figcaption>Capacidade Instalada de Energia Solar Fotovoltaica no Mundo (2009-2018).</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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energias renováveis na <a href="https://inergial.com.br/">Inergial Energia
Ltda</a>.</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/semana-de-inovacao-e-tecnologia/">A Inergial participou da Semana de Inovação e Tecnologia da Universidade Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Revisão da REN nº 482: Impactos para a Geração Distribuída e para a Energia Solar</title>
		<link>https://inergial.com.br/revisao-da-482-impactos-para-gd-e-energia-solar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2019 17:41:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Fotovoltaico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1251</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 2012 uma situação inédita possibilitou que qualquer consumidor de energia elétrica no Brasil pudesse gerar a sua própria eletricidade. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou a Resolução Normativa REN nº 482/2012 que regulamentou a chamada Geração Distribuída (GD) e estabeleceu o Sistema de Compensação de energia elétrica aplicável a unidades consumidoras em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/revisao-da-482-impactos-para-gd-e-energia-solar/">Revisão da REN nº 482: Impactos para a Geração Distribuída e para a Energia Solar</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em
2012 uma situação inédita possibilitou que qualquer consumidor de energia
elétrica no Brasil pudesse gerar a sua própria eletricidade. A Agência Nacional
de Energia Elétrica (ANEEL) publicou a Resolução Normativa <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf">REN nº 482/2012</a> que regulamentou a chamada
Geração Distribuída (GD) e estabeleceu o Sistema de Compensação de energia elétrica
aplicável a unidades consumidoras em todo o país com micro ou minigeração
distribuída. A partir daí a quantidade de geradores fotovoltaicos não parou de
crescer. O ano de 2018 foi encerrado com mais de 50 mil consumidores conectados
à rede elétrica através de micro ou minigeradores fotovoltaicos e, estima-se
alcançar, ainda em 2019, 100 mil consumidores conectados, acumulando 1 GW de
capacidade instalada de GD com energia solar fotovoltaica.</p>



<p>Apesar
do sucesso da GD, é natural que resoluções sejam revisadas e aprimoradas
continuamente, e com a REN nº 482 não tem sido diferente. Até o momento ela foi
revisada em alguns aspectos pela REN nº 687 e pela REN nº 786 em 2015 e 2017,
respectivamente. Em 2015, entretanto, o artigo 15 foi adicionado na resolução
determinando que a REN nº 482 seria revisada até 31 de dezembro de 2019. E, de
fato, a Agenda Regulatória da ANEEL, para o biênio 2018-2019, estabeleceu, no
item 50, a atividade para aprimorar a REN nº 482 no primeiro semestre de 2018.</p>



<p>Em
maio de 2018 a <a href="http://www.aneel.gov.br/consultas-publicas?p_p_id=consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet&amp;p_p_lifecycle=2&amp;p_p_state=normal&amp;p_p_mode=view&amp;p_p_cacheability=cacheLevelPage&amp;p_p_col_id=column-2&amp;p_p_col_count=1&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_documentoId=4575&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_tipoFaseReuniao=fase&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_jspPage=%2Fhtml%2Fconsultas-publicas-visualizacao%2Fvisualizar.jsp">Nota Técnica nº
0062/2018</a>
instaurou a abertura da <a href="http://www.aneel.gov.br/consultas-publicas?p_auth=5FYIkRnc&amp;p_p_id=consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet&amp;p_p_lifecycle=1&amp;p_p_state=normal&amp;p_p_mode=view&amp;p_p_col_id=column-2&amp;p_p_col_count=1&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_consultaId=329&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_javax.portlet.action=visualizarConsulta">Consulta Pública
010/2018</a> – apenas
a primeira de sucessivas etapas – para a apresentação do relatório de Análise
de Impacto Regulatório (AIR) e de Audiências Públicas até a publicação da resolução
aprimorada.</p>



<p>Como
os aspectos técnicos já haviam sido aprimorados anteriormente, agora o enfoque
desta revisão será o aspecto econômico e a forma de compensação de energia,
conforme a Nota Técnica textualmente explica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>[&#8230;] Assim, o Sistema de Compensação precisaria ser reavaliado de modo a equilibrar a regulamentação com a situação atual do mercado, sendo necessário avaliar a pertinência da forma de remuneração atual, ponderando a previsão da magnitude dos impactos que a GD causará na rede e a sua sustentabilidade.</p><cite>ANEEL. Nota Técnica nº 0062/2018, fl. 6.</cite></blockquote>



<p>É
interessante destacar que a quantidade de consumidores que instalaram micro ou
minigeração tem sido inferior às projeções realizadas pela ANEEL. Contudo, os
impactos reais da GD são mais importantes em relação à potência total instalada
do que à quantidade de conexões. E, sobre a potência instalada, as projeções
também falharam, pois de fato ela é bem superior ao que se esperava.</p>



<p>A
ideia central é evitar que a regulamentação da GD, de acordo com a visão da
Agência, seja, ao mesmo tempo, muito boa para “prossumidores” (consumidores com
GD) e muito ruim para os demais consumidores. Assim, a Nota técnica ainda pontua:</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>[&#8230;] a AIR visa avaliar formas diferentes de compensação da energia injetada na rede por unidades consumidoras com micro ou minigeração distribuída, quantificando seus impactos para os diversos envolvidos, de modo a escolher aquela que implique em maiores benefícios totais para a sociedade.</p><cite> ANEEL. Nota Técnica nº 0062/2018, fl. 7.</cite></blockquote>



<p>Atualmente
o Sistema de Compensação faz com que a energia injetada pelo prossumidor seja
compensada integralmente por todas as componentes tarifárias que compõem a
fatura de energia. Na prática, o prossumidor paga a diferença da energia injetada
e a energia consumida da rede, ou seja, se o medidor bidirecional registra, por
exemplo, 250 kWh de energia consumida (energia que entra) e 150 kWh de energia
injetada (energia que sai), a cobrança incidirá sobre a diferença de 100 kWh,
respeitando-se a fatura mínima referente ao custo de disponibilidade. Atualmente
a quantidade de energia injetada tem o mesmo valor que a energia consumida da
rede, embora a diferença seja calculada em kWh e não em Reais.</p>



<p>A
proposição da revisão criou 6 alternativas (da alternativa 0 a alternativa 5)
que deixam de faturar sobre a diferença e passam a faturar, progressivamente, sobre
toda a energia consumida da rede sobre diferentes componentes tarifárias.</p>



<p>A
fatura de energia elétrica para o grupo B (basicamente consumidores
residenciais e comerciais conectados em baixa tensão), como a conhecemos hoje,
é composta basicamente de duas tarifas: a Tarifa de Uso do Sistema de
Distribuição (TUSD) e a Tarifa de Energia (TE). A TUSD e a TE, por sua vez, são
compostas por outras componentes tarifárias, a saber:</p>



<p>TE = Energia + Encargos;</p>



<p>TUSD
= Fio A + Fio B + Perdas + Encargos.</p>



<p>A
componente “Energia” refere-se ao custo da energia propriamente dita, que foi
gerada em algum (ou alguns) dos milhares de empreendimentos de geração elétrica
no país, comprada e revendida aos consumidores pelas distribuidoras de energia.
As componentes chamadas “Fio A” e “Fio B” referem-se ao transporte da energia e
agregam outros custos regulatórios.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-1030x704.png" alt="" class="wp-image-1253" width="437" height="298" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-1030x704.png 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-300x205.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-768x525.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-705x482.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-450x307.png 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2.png 1231w" sizes="auto, (max-width: 437px) 100vw, 437px" /><figcaption>Figura 1 &#8211; Propostas de Compensação (alternativas 0 a 2).<br>Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-1030x704.png" alt="" class="wp-image-1254" width="436" height="298" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-1030x704.png 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-300x205.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-768x525.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-705x482.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-450x307.png 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5.png 1231w" sizes="auto, (max-width: 436px) 100vw, 436px" /><figcaption>  Figura 2: Propostas de Compensação (alternativas 3 a 5).<br>Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p>Claramente
as alternativas apresentadas põem em foco a TUSD e as suas componentes porque o
prossumidor é capaz de gerar a sua própria energia, mas não dispõe de sistema
de distribuição próprio e, quando injeta energia na rede, o faz pela
infraestrutura de distribuição já existente da distribuidora local.</p>



<p>Entretanto,
o primeiro impacto da GD, sem dúvida, é a energia evitada. A quantidade de
energia gerada pelos sistemas de micro ou minigeração faz com que a mesma
quantidade de energia deixe de ser comprada pela distribuidora das centrais
geradoras. A distribuidora deixa de ter o custo e a receita dessa energia, mas
reivindicaria, mesmo assim, a utilização do seu sistema de distribuição pela GD
– o chamado “serviço fio” – já que os sistemas de micro ou minigeração (chamados
de sistemas <em>on-grid</em>) estão conectados
à sua rede elétrica de distribuição.</p>



<p>A
discussão, contudo, precisa ser avaliada porque não se pode afirmar que a GD
aumentaria o fluxo energético na rede de distribuição ocasionando aumento de
custo para a distribuidora. Pela mesma lógica, ao contrário, a GD poderia
aliviar esse fluxo ocasionando na prática um ganho ou <em>saving</em> para a distribuidora. Ou, ainda, a situação pode ser mais
complexa e uma combinação das duas possibilidades, dependendo da região, da
época do ano, tipo de consumidor e perfil de consumo (curva de carga).</p>



<p>Uma
simulação básica com valores hipotéticos mostra o valor da TE e da TUSD por kWh
e a contribuição porcentual das componentes tarifárias.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="557" height="273" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-TETUSD.png" alt="" class="wp-image-1256" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-TETUSD.png 557w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-TETUSD-300x147.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-TETUSD-450x221.png 450w" sizes="auto, (max-width: 557px) 100vw, 557px" /><figcaption>Tabela 1 &#8211; TE e TUSD e suas Componentes Tarifárias (valores hipotéticos).<br>Fonte: autoria própria.<br></figcaption></figure></div>



<p>Se
tomarmos um exemplo de aplicação residencial, em um dado período, supõe-se que um
microgerador fotovoltaico gera 200 kWh e o consumo total da residência é 300
kWh. Assim, a fatura de energia pela regra atual será de (300-200) kWh
multiplicado pela tarifa de fornecimento (TE+TUSD), o que resulta em R$ 50,00.
Neste caso não importa quanta energia foi injetada pelo microgerador na rede
porque a compensação de energia é sempre integral (1:1) e a economia é dada
pela razão da geração fotovoltaica pelo consumo total (200 kWh/300 kWh) ou
66,7% (sem GD essa residência pagaria R$ 150,00 de energia elétrica).</p>



<p>Agora,
vamos simular a fatura segundo as demais alternativas propostas para a revisão
do Sistema de Compensação. Para tanto, é fundamental saber quanta energia é
injetada porque as demais componentes tarifárias não serão compensadas
integralmente. Utilizando o exemplo anterior definimos a primeira situação em que
50 kWh são injetados na rede e, portanto, são consumidos na rede (300-200) kWh +
50 kWh = 150 kWh:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="403" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75.png" alt="" class="wp-image-1257" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75.png 570w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75-300x212.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75-260x185.png 260w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75-450x318.png 450w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption> <br>Tabela 2 &#8211; Simulação de Economia nas Diferentes Alternativas (Simultaneidade de 75%).<br>Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p>À
medida que cada componente tarifária deixa de ser compensada integralmente, a
economia da GD cai drasticamente.</p>



<p>Considerando-se
o mesmo exemplo em uma segunda situação, mas com energia injetada de 128 kWh:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="405" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36.png" alt="" class="wp-image-1258" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36.png 570w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36-300x213.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36-260x185.png 260w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36-450x320.png 450w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption> <br>Tabela 3 &#8211; Simulação de Economia nas Diferentes Alternativas (Simultaneidade de 36%).<br>Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p>Por
trás da quantidade de energia injetada na rede há um importante e essencial
conceito: o fator de simultaneidade – proporção da energia gerada que é
consumida instantaneamente. Nas duas situações acima, 50 kWh de energia
injetada corresponde a 150 kWh de energia consumida instantaneamente e 128 kWh de
energia injetada corresponde a 72 kWh de energia consumida instantaneamente, ou
75% e 36% de simultaneidade, respectivamente. </p>



<p>Nota-se
que nas duas simulações a geração fotovoltaica e o consumo total não sofreram
alteração. Quanto maior a energia injetada ou quanto mais se “utiliza” a rede
de distribuição quando há excesso momentâneo de geração, menor será a economia
que a GD proporcionará. Então, é possível conhecer o custo da energia injetada
para cada alternativa, considerando-se os valores hipotéticos da TE e da TUSD.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="281" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-custo-da-energia-injetada.png" alt="" class="wp-image-1259"/><figcaption> <br>Tabela 4 &#8211; Custo da Energia Injetada nas Diferentes Alternativas (valores hipotéticos).<br>Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p>Independentemente
da geração, consumo total ou fator de simultaneidade, implicitamente cada
alternativa proposta “taxa” diretamente a energia injetada e consequentemente o
uso da rede da distribuidora. O custo da energia injetada das alternativas 4 e
5 é igual e superior, respectivamente, à TUSD deste exemplo (R$ 0,25/kWh). Na
primeira situação o prossumidor que injeta 50 kWh pela alternativa 1, teria um
custo adicional da sua microgeração de 50 kWh · R$ 0,14/kWh = R$ 7,00 e na
segunda situação de R$ 17,92. Portanto, percebe-se que o que está em discussão
na revisão da REN nº 482 é a remuneração das distribuidoras pelos micros e
minigeradores quando há injeção. E aí, quanto menor o fator de simultaneidade,
maior será esse custo adicional.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Relatório de AIR</strong></p>



<p>Na
análise da GD para compensação local, o relatório indica que não será
economicamente sustentável manter o Sistema de Compensação na alternativa 0
(atual). A possibilidade é avançar para a alternativa 1 quando se atingir 3,365
GW, esperado para 2025. Este marco de potência instalado é chamado de gatilho.</p>



<p>A
AIR pontua que considerou manter por 25 anos (expectativa da vida útil do
sistema fotovoltaico) a compensação de energia segundo a regra vigente para
micro e minigeradores instalados até o final de 2019. A partir de 2020 até o
ano do gatilho manter-se-á a alternativa 0 por 10 anos e depois a energia
passará a ser compensada pela alternativa 1. Novos sistemas instalados a partir
do gatilho passam a compensar diretamente pela alternativa 1.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="246" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-1030x246.png" alt="" class="wp-image-1260" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-1030x246.png 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-300x72.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-768x184.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-1500x359.png 1500w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-705x169.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-450x108.png 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local.png 1990w" sizes="auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> <br>Figura 3: Compensação Local pela Alternativa 1 com Gatilho de 3,365 GW.<br>Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<p>Para
as micro e minigerações para compensação remota, a análise sugere que o
equilíbrio econômico será desfeito em poucos anos e propõe dois gatilhos: 1,25
GW e 2,13 GW, esperados para 2022 e 2025, respectivamente.</p>



<p>O
primeiro gatilho muda a compensação para a alternativa 1 e o segundo gatilho
para a alternativa 3. A compensação remota teria regras novas e ficaria assim:</p>



<p>Instalações
até 2019 teriam compensações mantidas pela alternativa 0 por 25 anos.
Instalações entre 2020 e o primeiro gatilho (1,25 GW) teriam compensação pela
alternativa 0 por 10 anos e depois mudariam para a alternativa 3. Instalações
entre os dois gatilhos seriam compensados pela alternativa 1 por 10 anos e
depois mudariam para a alternativa 3. Após o segundo gatilho as instalações
passam a compensar diretamente pela alternativa 3.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="281" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-1030x281.png" alt="" class="wp-image-1261" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-1030x281.png 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-300x82.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-768x209.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-1500x409.png 1500w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-705x192.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-450x123.png 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota.png 1990w" sizes="auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> <br>Figura 4: Compensação Remota pela Alternativa 1 e 3 com Gatilhos de 1,25 GW e 2,13 GW.<br>Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>A
GD é benéfica porque adia investimentos em novas redes de transmissão e
distribuição, aumenta progressivamente a energia evitada, reduz perdas na
distribuição e na transmissão, além de contribuir para a redução da emissão de
gases do efeito estufa e da poluição atmosférica e ainda diversifica a matriz
energética. No tempo de análise (2020 a 2035) a manutenção da regra atual
(alternativa 0) é bastante positiva: a GD deixaria de emitir 79 milhões de
toneladas de CO<sub>2</sub> e geraria 589 mil empregos ao invés dos 433 mil que
a alternativa 1 sugere.</p>



<p>Em
uma eventual mudança da resolução a GD não deixará de evoluir, mas sua taxa de
crescimento será nitidamente mais lenta, adicionando pelo menos 12 meses ao <em>payback</em> do sistema fotovoltaico com a
adoção da alternativa 1. Embora os gatilhos sugeridos pareçam estar distantes
no tempo, a GD avança rapidamente e, por enquanto, sem travas. O custo
adicional da energia injetada aumenta à medida que se diminui a simultaneidade
e a GD tenderia a ser menos atrativa para consumidores residenciais onde o
consumo é mais concentrado nos horários de ponta, desalinhados com a geração
fotovoltaica, fora da ponta. O percentual típico de simultaneidade para
consumidores residenciais é de 36%, segundo dados da Empresa de Pesquisa
Energética (EPE) e, assim sendo, os consumidores residenciais seriam os mais
afetados.</p>



<p>Embora
as distribuidoras possam reivindicar que as componentes tarifárias da TUSD ou a
TUSD inteira não deva ser compensada pela GD – porque isso acarretaria em
prejuízo – vale lembrar que os consumidores cativos já estão sujeitos ao
custo de disponibilidade, que é o mínimo de fatura que se paga, mesmo não
consumindo energia da rede. Qualquer mudança na resolução deveria, então,
isentar os prossumidores deste custo, substituindo-o pelo custo adicional da
energia injetada que estariam sujeitos.</p>



<p>Atualmente,
há mais de 70 mil unidades consumidoras gerando a própria eletricidade,
acumulando 720 MW de potência solar proveniente de recursos financeiros
próprios. Adicionando-se a capacidade instalada de geração centralizada, a
energia solar entrega 2,8 GW em todo o país, muito pouco se comparado com EUA e
Japão com 50 GW cada um. É nítido, portanto, que os gatilhos propostos irão
impor forte freio à expansão solar brasileira.</p>



<p>Em
suma, é difícil entender como “maiores benefícios totais para a sociedade”
serão alcançados com qualquer alternativa que não a atual, se claramente há
risco para menor geração de empregos, estagnando a cadeia de valor fotovoltaica
desenvolvida e com piores consequências para o meio-ambiente. É necessário
observar o amadurecimento da fonte solar antes de impor qualquer freio
financeiro tão cedo, afinal, existem mais de 80 milhões de unidades
consumidoras, sobretudo consumidores residenciais.</p>



<p>Talvez
a mudança da resolução seja inevitável, mas de forma alguma a energia solar
será inviável, pelo contrário, o avanço tecnológico dos sistemas fotovoltaicos
poderá impulsioná-la ainda mais. O importante é não desistir da energia solar,
fonte inesgotável e limpa; a única com acesso viável – e individual – para pessoas
e empresas realizarem a sua evolução energética, criando seus próprios meios de
desenvolvimento sustentável. A GD trouxe a oportunidade e a opção do consumo
energético sustentável em si, proporcionando, também, ganhos econômicos. Agora,
espera-se que a GD não seja uma decisão meramente financeira!</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“A energia é a artéria vital de cada desenvolvimento natural e social. Nenhum processo vital, natural ou social, é concebível ou descritível sem o seu fundamento energético”</p><cite> Hermann Scheer, em O Manifesto Solar. <br></cite></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Fontes</strong></p>



<p>[1] ANEEL. Resolução
Normativa nº 482/2012. Disponível em: <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf">http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf</a></p>



<p>[2] ANEEL. Resolução
Normativa nº 687/2015. Disponível em: <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2015687.pdf">http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2015687.pdf</a></p>



<p>[3] ANEEL. Agenda
Regulatória. Disponível em <a href="http://www.aneel.gov.br/agenda-regulatoria-aneel">http://www.aneel.gov.br/agenda-regulatoria-aneel</a></p>



<p>[4] ANEEL. Relatório de
Análise de Impacto Regulatório nº 0004/2018. Disponível na seção de <a href="http://www.aneel.gov.br/audiencias-publicas?p_p_id=audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet&amp;p_p_lifecycle=2&amp;p_p_state=normal&amp;p_p_mode=view&amp;p_p_cacheability=cacheLevelPage&amp;p_p_col_id=column-2&amp;p_p_col_count=1&amp;_audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_documentoId=42675&amp;_audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_tipoFaseReuniao=fase&amp;_audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_jspPage=%2Fhtml%2Faudiencias-publicas-visualizacao%2Fvisualizar.jsp">Audiências
Públicas</a>
(AP nº 001/2019).</p>



<p>[5] Zilles, Roberto <em>et al</em>. Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede Elétrica. Ed.
Oficina de Textos. São Paulo, 2012.</p>



<p>[6] Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Nota Técnica DEA 26/14 – Avaliação da Eficiência Energética e Geração
Distribuída para os Próximos 10 anos (2014-2023). Disponível em <a href="http://www.epe.gov.br/">http://www.epe.gov.br/</a></p>



<p>[7] ANEEL. Geração Distribuída. Acesso em 23
de abril de 2019. Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp">http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp</a></p>



<p>[8] ANEEL. BIG – Banco de Informações de
Geração: Capacidade de Geração do Brasil. Acesso em 23 de abril de 2019.
Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm">http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm</a></p>



<p>[9] Scheer, Hermann. O Manifesto Solar:
Energia Renovável e a Renovação da Sociedade. CEPEL – CRESESB. Rio de Janeiro,
2015.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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		<title>Novidade: curso &#8220;Energia Integrada Sustentável&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 14:26:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Veículo Elétrico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Inergial Energia lança um novo curso sobre o futuro da geração e consumo de energia em uma nova ordem energética. &#8220;Energia Integrada Sustentável&#8221; é um curso de 8 horas orientado a empresários, técnico, engenheiros e profissionais do setor elétrico. Os tópicos principais discutem assuntos importantes como o compromisso para redução das emissões de gases [&#8230;]</p>
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<p>&#8220;Energia Integrada Sustentável&#8221; é um curso de 8 horas orientado a empresários, técnico, engenheiros e profissionais do setor elétrico.</p>
<p>Os tópicos principais discutem assuntos importantes como o compromisso para redução das emissões de gases do efeito estufa e a transição para o desenvolvimento sustentável em baixo carbono, a mudança de paradigma na geração e consumo de energia, <em>smart grids</em> e a integração inteligente para o consumo sustentável de energia através da Inteligência Artificial (IA), armazenamento de energia, mobilidade elétrica e <em>smart cities</em> e <em>Blockchain</em> para energia e internet das coisas (IoT).</p>
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