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	<title>Arquivos Energia Solar - Inergial</title>
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		<title>Descentralização, Descarbonização e Digitalização: A Transformação do Setor de Distribuição de Energia Elétrica Brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2019 17:43:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As fontes renováveis vêm protagonizando uma mudança importante no setor elétrico. Com custo nivelado inferior às fontes fósseis, a energia solar, em especial, tornou-se uma fonte barata e contribui para a descarbonização da geração de energia, ao mesmo tempo que impulsiona a geração distribuída, descentralizando o sistema elétrico. Com o crescimento de prossumidores conectados às [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>As fontes renováveis vêm protagonizando uma mudança importante no setor
elétrico. Com custo nivelado inferior às fontes fósseis, a energia solar, em
especial, tornou-se uma fonte barata e contribui para a descarbonização da
geração de energia, ao mesmo tempo que impulsiona a geração distribuída,
descentralizando o sistema elétrico. Com o crescimento de prossumidores
conectados às redes elétricas, as empresas de distribuição de energia são
diretamente impactadas por esta nova dinâmica setorial. Devido à variabilidade
de geração descentralizada, fundamentalmente fotovoltaica, novas tecnologias
digitais são empregadas para responder às demandas locais. O equilíbrio
econômico-financeiro desse setor, e o seu desenvolvimento sustentável, requer
novo arcabouço regulatório. Descentralização, descarbonização e digitalização
são os vetores de transformação do setor de distribuição de energia elétrica
brasileiro.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Transformação a Vista</strong></p>



<p>O setor elétrico mundial passa por grandes transformações. Há pressões
cada vez maiores para que a matriz de geração elétrica dos países seja
descarbonizada, não apenas pelo fato de que as fontes fósseis são recursos
limitados, mas principalmente porque a humanidade está diante de uma mudança
climática global iminentemente irreversível. De acordo com o <em>Global
Footprint Network</em>, é necessário 1,75 planeta Terra para balancear os
recursos que a humanidade demanda atualmente. Um desequilíbrio que só cresce.</p>



<p>Antes do surgimento da indústria petrolífera (há 150 anos, aproximadamente)
a pegada de carbono da humanidade era quase zero. Embora o petróleo tenha
proporcionado desenvolvimento notável para muitas nações, o seu legado
ambiental é perturbador: atualmente a pegada de carbono contribui com 60% da
pegada ecológica, que quantifica a demanda pela biocapacidade do planeta para
prover os recursos naturais à vida e absorver os resíduos gerados,
principalmente para sequestrar o CO<sub>2</sub> emitido pelas atividades
humanas.</p>



<p>Descarbonizar o setor elétrico, portanto, é um compromisso que muitos
países assinaram e ratificaram no Acordo de Paris (2015) – e em muitas outras
conferências anteriores sobre a mudança climática – além de ser uma necessidade
premente.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Há outro fator que motiva a descarbonização?</strong></p>



<p>Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em
inglês), o custo nivelado da eletricidade de fontes renováveis tais como,
biomassa, hídrica, solar, eólica e geotérmica, atingiu níveis competitivos
históricos comparado às fontes fósseis para geração centralizada. Fontes
renováveis, portanto, representam agora a solução mais barata de geração e têm
permitido que as novas adições de capacidade sejam majoritariamente renováveis.
No caso brasileiro, por exemplo, o leilão de geração A-4 de 2018 contratou 1 GW,
distribuídos em 39 empreendimentos. Deste total, 29 empreendimentos foram de
energia solar e 4 de parques eólicos, negociados com preço médio final de R$
118,07/MWh e R$ 67,60/MWh, respectivamente (ANEEL, 2018). Os destaques do
leilão foram as fontes solar e eólica, que dominaram a quantidade de empreendimentos
e despontaram como as fontes mais baratas de geração.</p>



<p>Já no leilão A-4 de 2019, foram contratados 401,6 MW em 15
empreendimentos, 6 de solar e 3 de eólica, negociados com preço médio final de
R$ 67,48/MWh e R$ 77,99/MWh, respectivamente (CCEE, 2019). O destaque neste
leilão foi a fonte solar que surpreendeu com deságio médio de 75,6% em relação
ao preço inicial estipulado de R$ 276/MWh e se tornou a fonte mais barata de
energia no Brasil e no mercado internacional, com menor preço registrado,
equivalente a US$ 17,02/MWh. Antes, o menor preço era mexicano, cotado a US$
19,70/MWh.</p>



<p>A descarbonização não é apenas uma tendência dada a necessidade de se
cumprir os termos de acordos climáticos, mas uma consequência natural da busca
por soluções mais baratas e competitivas de geração de eletricidade. E a
vantagem de custos, principalmente da energia solar, deriva do aprimoramento
tecnológico e do ganho de escala. A queda abrupta dos preços dos módulos
solares nos últimos anos impulsionou a energia solar como jamais visto, ao
mesmo tempo que a eficiência dos módulos continua evoluindo.</p>



<p>A tecnologia empregada na energia solar permitiu que unidades de
potência muito pequenas pudessem ser empregadas para conversão energética sem
grandes infraestruturas de suporte e transmissão, levando a geração de pontos
centrais para onde a energia é consumida (geração junto à carga). Devido à
natureza distribuída da energia solar, a geração distribuída (GD) tem forte
apelo entre os consumidores, principalmente residenciais.</p>



<p>Desde a sua regulamentação pela ANEEL em 2012, a GD acumula 143.752
unidades consumidoras com micro ou minigeração distribuída a partir de fontes
renováveis (CGH, eólica, solar fotovoltaica ou térmica à biomassa), mas 99,7%
delas com solar e contribuindo com 91% da capacidade instalada. Os consumidores
residenciais respondem aproximadamente por ¾ do total de “prossumidores”
(consumidores-geradores) e as instalações comerciais somam mais de 40% da
capacidade total de GD.</p>



<p>A energia solar se difunde rapidamente porque é a solução mais barata
para geração própria de eletricidade e muito versátil para diferentes perfis de
consumo. Mesmo na GD, o custo da energia gerada por um sistema fotovoltaico
para autoconsumo é significativamente menor à tarifa de fornecimento local,
ainda que considerado uma taxa de desconto compatível com a taxa Selic. Além
disso, a energia solar é definitivamente um investimento: devolve o capital
próprio investido de 4 a 7 anos, enquanto a geração pode durar ainda mais 20
anos depois desse prazo. Sem requisitar, na maioria das vezes, espaço adicional
e infraestrutura, a energia solar deve ainda crescer muito no Brasil, dominando
quase que absolutamente a GD no país. Expansões de capacidade têm custo
marginal bem menor que a geração centralizada e tendem a deixar os consumidores
menos sensíveis aos aumentos de tarifas. Segundo o último Plano Decenal de
Expansão de Energia publicado em 2018, em 2027 haverá 1,35 milhão de adotantes
de sistemas de micro ou minigeração distribuída, totalizando 11,9 GW, que
exigirão quase R$ 60 bilhões em investimentos ao longo do período (MME/EPE,
2018).</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Quais São os Impactos da GD no Setor de Distribuição de Energia Elétrica?</strong></p>



<p>A GD está empurrando a geração para as bordas (para o consumidor final)
a partir do centro (da geração centralizada), descentralizando o setor elétrico
à medida que cresce o número de prossumidores conectados às redes elétricas de
distribuição. Em pouco tempo o modelo tradicional de geração, fundamentalmente
centralizado, passará a ter um novo modelo – mais participativo – e o sistema
elétrico tenderá a ficar mais interconectado e complexo de ser gerenciado. A GD
impõe, contudo, dois grandes desafios técnicos: a natureza intermitente das
fontes renováveis e o fato de que a geração não poder ser despachada pelo
operador do sistema. Novas tecnologias de armazenamento podem, entretanto,
contornar e superar esses desafios técnicos, tornando a geração passiva em
inteligente. As baterias podem armazenar eletricidade em momentos quando o
excesso de geração seria exportado para a rede elétrica, poupando o sistema de
distribuição de picos de fluxo energético, especialmente por prossumidores
residenciais que tendem a ter um fator de simultaneidade (consumo e geração
simultâneos) muito baixo. A gestão eficiente de todo o sistema será realizada
do centro para as bordas e das bordas para o centro. A inteligência do sistema
será descentralizada, processando dados provenientes dos geradores e dos
consumidores, simultaneamente, e em fluxos multidirecionais de comunicação. Não
será apenas as tecnologias inovadoras que permitirão isso, mas principalmente
suas associações simbióticas, inclusive para comercialização dentro de microrredes,
entre consumidores e geradores locais, quebrando, em parte, o monopólio natural
das empresas distribuidoras.</p>



<p>Tamanha transformação também impõe desafios para a regulamentação e
fiscalização. A Resolução Normativa n° 482/2012, que regulamenta a GD, nunca
foi tão debatida pelas distribuidoras, pela ANEEL, pelos empresários e pelos prossumidores
– estes últimos outrora consumidores cativos que experimentaram os equívocos
das políticas do setor que culminaram no “apagão” de 2001 e os aumentos
desproporcionais das tarifas. A modicidade tarifária é obtida de forma mais
prática com o crescimento da GD do que com políticas públicas do setor ou
concessões para grupos privados. Aqui, por outro lado, vale uma análise dos
benefícios reais da GD frente ao risco do subsídio cruzado relatado pelas
distribuidoras de energia. As distribuidoras clamam pela revisão da resolução
com relação ao sistema de compensação de energia que atualmente compensa de
forma integral a energia excedente do prossumidor injetada na rede. As
distribuidoras alegam que precisam ser mais bem remuneradas pelo uso do
“serviço fio”, caso contrário, precisam repassar custos de operação e
manutenção das suas redes para a tarifa. O aumento das tarifas estimula o
aumento de prossumidores e assim, mais uma vez, as tarifas precisam ser
reajustadas, onerando o consumidor sem GD.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Como a Digitalização Pode Ajudar o Setor de Distribuição de Energia
Elétrica?</strong></p>



<p>Em 2012, 90% de todos os dados que já existiram no mundo haviam sido
criados apenas 2 anos antes. A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês),
não irá desacelerar este passo, pelo contrário, espera-se que os dispositivos “<em>smart</em>”
se multipliquem muito rapidamente, passando de 2 bilhões em 2016 para 200
bilhões em 2020 (INTEL, 2016). Esses dispositivos ou sensores irão coletar
grandes volumes de dados (<em>Big Data</em>) nos processos industriais,
comerciais e em nossas casas e com isso espera-se que muitos serviços possam
ser automatizados usando-se tecnologias de Inteligência Artificial (IA),
análise de dados (<em>Data Analysis</em>) e <em>Blockchain</em>. A digitalização de
processos de negócios abre caminho para novos modelos, rompendo os
tradicionais:</p>



<p><em>“Seguindo os
passos da tecnologia da informação, a disrupção da energia e transporte está se
movendo rapidamente em direção a um modelo de energia participativa. Estamos
caminhando para uma arquitetura distribuída de produção e uso de energia
possibilitada por software, sensores, inteligência artificial, robótica, smartphones,
internet móvel, big data, analítica, satélites, nanotecnologia, armazenamento
de eletricidade, ciência de materiais e outras tecnologias de aprimoramento
exponencial”. </em>(SEBA, 2014:12).</p>



<p>O maior potencial da digitalização é a sua habilidade de romper
barreiras e aumentar a flexibilidade do sistema como um todo (IEA, 2017). Ou
ainda:</p>



<p><em>“À medida que a digitalização avança, um sistema
altamente interconectado pode emergir, obscurecendo a distinção entre
fornecedores e consumidores tradicionais, com oportunidades crescentes de mais
comércio local de energia e serviços de rede. À medida que essa infraestrutura
física evolui e as funções dos acionistas mudam, as redes centralizadas e os
proprietários e operadores das redes de transmissão continuarão a fornecer a
espinha dorsal que equilibra o sistema elétrico geral.<br>
[&#8230;] A eletrificação contínua dos serviços de energia em todos os setores de
uso final, notadamente os transportes, e o crescimento de fontes de energia
descentralizadas &#8211; o que aconteceria mesmo sem as tecnologias digitais &#8211; são os
outros fatores. Mas a digitalização &#8211; particularmente o crescimento da
conectividade entre geradores, operadores de rede e consumidores finais &#8211; está
apoiando essas tendências e ajudando a acelerar a transformação do sistema
elétrico e o estabelecimento de novos modelos de negócios. Ao permitir a troca
de informações operacionais em tempo real entre equipamentos em qualquer parte
do sistema de energia, as ineficiências dentro de cada setor são removidas,
melhorando a confiabilidade e diminuindo os custos, à medida que consumidores e
geradores respondem instantaneamente para mudar as condições do mercado”.</em> (IEA, 2017:84-86).</p>



<p>A digitalização do setor elétrico, então, promoverá um novo equilíbrio
de negócios do mercado de energia visto que os sistemas de energia precisarão
se adequar para fornecer eletricidade para setores que serão continuamente
eletrificados, como o de transportes. Veículos elétricos (EV, na sigla em
inglês) se multiplicam rapidamente nos países desenvolvidos e ameaçam os
veículos à combustão. O custo operacional de um EV é nitidamente uma fração do
custo operacional do seu equivalente à combustão. Em poucos anos o custo da
bateria pode cair para US$ 100/kWh e o custo de US$ 50/kWh pode ser uma meta
para 2030. (IRENA, 2016). Em pouco tempo um EV será uma opção mais barata que
os veículos tradicionais. A eletrificação do transporte doméstico e individual
impactará muito o setor elétrico. Em 2030, o transporte será a maior fonte de
nova receita de venda de eletricidade. (Fox-Penner, 2018).</p>



<p>No Brasil, projeções apontam que ganhos de eficiência energética em
diferentes tecnologias podem impulsionar a venda de veículos híbridos e
elétricos e que, em 2050, a presença deles poderá ser de 20% a 41% da frota nacional.
(EPE, 2013).</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>A expansão da geração de energia com fontes renováveis é inevitável
devido à pressão global para o desenvolvimento econômico em baixo carbono.
Aliada ao custo mais baixo, a expansão da energia eólica não encontra
resistência para a geração centralizada. A energia solar, por sua vez, deverá crescer
sobretudo entre os consumidores residenciais, impulsionando a descentralização
do sistema elétrico através da geração distribuída.</p>



<p>A digitalização acomodará a descentralização da geração propiciando o
gerenciamento de um sistema elétrico mais complexo, mas também mais
participativo com troca de dados e informações para equilibrar tecnicamente o
sistema e permitir transações comerciais entre geradores e consumidores locais.</p>



<p>Descentralização, descarbonização e digitalização são vetores de transformação que apontam para um novo modelo energético que mudará sobremaneira o mercado de distribuição de energia elétrica nos próximos anos. Para tanto, um novo arcabouço regulatório e uma nova visão institucional para o setor elétrico são fundamentais.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>ABRADEE. <strong>Seminário: o futuro do atendimento e
 relacionamento com o consumidor</strong>. Brasília, junho de 2017.</p>



<p>ANEEL. <strong>BIG – Banco de Informações de Geração: Capacidade
 de Geração do Brasil</strong>.. Disponível em http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm. Acesso em 02 de dezembro de 2019</p>



<p>—. <strong>Geração Distribuída</strong>. s.d. Disponível em http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp. Acesso
 em 02 de dezembro de
 2019.</p>



<p>—. <strong>Leilão de geração “A-4” termina com deságio de 59,07%</strong>.
 2018. Disponível em http://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/-/asset_publisher/XGPXSqdMFHrE/content/leilao-de-geracao-a-4-termina-com-desagio-de-59-07-/656877?inheritRedirect=false. Acesso em 28 de junho de 2019.</p>



<p>—. <strong>Resolução Normativa n° 482</strong>. 2012.</p>



<p>Canal Energia. 2019. <strong>CanalEnergia</strong><em>.</em> Disponível
 em http://canalenergia.com.br/noticias/53103858/mercado-livre-garantiu-o-sucesso-do-leilao-a-4. Acesso em 29 de junho de 2019.</p>



<p>CCEE. <strong>29° Leilão de Energia Nova A-4</strong>. 2019.
 Disponível em http://leilaopublico.ccee.org.br/A4/RelatorioFinal.aspx. Acesso em 28 junho 2019.</p>



<p>EPE. “Calculadora Brasil 2050.” <strong>Transporte de
 Passageiros: tecnologias eficientes</strong>. 2013. Disponível em http://calculadora2050.epe.gov.br/assets/onepage/21.pdf. Acesso em 23 set. 2019.</p>



<p>—. <em>Nota Técnica PR 08/18</em>. <strong>Recursos Energéticos Distribuídos
 2050</strong>. Rio de Janeiro, 2018.</p>



<p>Fox-Penner, Peter. &#8220;<em>The
 Implications of Vehicle Electrification&#8221;</em>. <em>In:</em> Sivaram, Varun. <strong><em>Digital
 Decarbonization: Promoting Digital Innovations to Advance Clean Energy Systems</em></strong>.
 Nova Iorque: The Council on Foreign Relations | Maurice R. Greenberg Center
 for Geoeconomic Studies, 2018, pp. 55-62.</p>



<p>Global Footprint Network. <strong>Ecological
 Footprint</strong>. Disponível em https://www.footprintnetwork.org/our-work/ecological-footprint/. Acesso em 16 de outubro de 2019.</p>



<p>IEA. <strong>Digitalization &amp;
 Energy</strong>. 2017.</p>



<p>INTEL. <strong><em>A Guide to the
 Internet of Things: how billions of online objects are making the web wiser</em></strong>.
 2016. Disponível em https://www.intel.com/content/dam/www/public/us/en/images/iot/guide-to-iot-infographic.png.
 Acesso em 2 de julho de 2019.</p>



<p>IRENA. <strong>Electric Vehicles: tecnology brief</strong>. 2016.
 Disponível em https://irena.org/-/media/Files/IRENA/Agency/Publication/2017/IRENA_Electric_Vehicles_2017.pdf.</p>



<p>Marr, Bernard. <strong><em>How Much
 Data Do We Create Every Day? The Mind-Blowing Stats Everyone Should Read</em></strong>.
 21 de maio de 2018. <em>Forbes.</em> Disponível em https://www.forbes.com/sites/bernardmarr/2018/05/21/how-much-data-do-we-create-every-day-the-mind-blowing-stats-everyone-should-read/#42b78bd960ba. Acesso em 1° de julho de 2019.</p>



<p>MME/EPE. <strong>Plano Decenal de Expansão de Energia 2027</strong>.
 2018.</p>



<p>Seba, Tony. <strong><em>Clean
 Disruption of Energy and Transportation</em></strong>. 1ª Edição. Silicon Valley: Clean Planet Ventures, 2014.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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			</item>
		<item>
		<title>Proposta de Revisão da Geração Distribuída: a quem interessa?</title>
		<link>https://inergial.com.br/proposta-de-revisao-da-geracao-distribuida-a-quem-interessa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2019 18:53:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[REN482]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) decidiu pela abertura de mais uma consulta pública, referente à Audiência Pública nº 001/2019, para receber contribuições, de 17 de outubro a 30 de novembro, sobre a sua proposta de revisão da resolução que regulamenta a geração distribuída (GD). A micro e a minigeração distribuídas foram regulamentadas no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
decidiu pela abertura de mais uma consulta pública, referente à Audiência
Pública nº 001/2019, para receber contribuições, de 17 de outubro a 30 de
novembro, sobre a sua proposta de revisão da resolução que regulamenta a
geração distribuída (GD).</p>



<p>A micro e a minigeração distribuídas foram
regulamentadas no Brasil em 2012 pela ANEEL através da Resolução Normativa
(REN) <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf">n° 482</a>, que
instituiu o modelo de <em>net-metering</em> no País. Em 2015, o regulamento foi
aprimorado, de modo a tornar o processo de conexão mais célere e ampliar o
acesso à geração distribuída para um número maior de unidades consumidoras.
Atualmente, a resolução permite a conexão de geradores de até 5 MW na rede de
distribuição, a partir de fontes renováveis de energia ou cogeração qualificada
(MME/EPE, 2018).</p>



<p>Na prática, a GD é composta por 99% de micro e
minigeradores solares fotovoltaicos para geração própria de eletricidade em algumas
modalidades, entre as mais usuais estão: (i) autoconsumo – geração na própria
unidade consumidora – (84%), (ii) autoconsumo remoto (15%) e (iii) geração
compartilhada (0,3%).</p>



<p>Como os aspectos técnicos já haviam sido
aprimorados anteriormente, o enfoque da nova revisão, que passará a vigorar em
2020, será o aspecto econômico e a forma de compensação de energia. Em 2018 uma
proposição de revisão criou alternativas (da alternativa 0 a alternativa 5)
para o <strong>Sistema de Compensação de Energia</strong>, que passaria a faturar, sobre
toda a energia consumida da rede (inclusive os créditos de energia),
progressiva e acumuladamente, diferentes componentes tarifárias.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1030" height="553" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-1030x553.jpg" alt="" class="wp-image-1390" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-1030x553.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-300x161.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-768x412.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-705x378.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas-450x242.jpg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_alternativas.jpg 1032w" sizes="(max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> Figura 1 – Alternativas sugeridas para o sistema de compensação.<br> Fonte: autoria própria com dados da ANEEL (2018).</figcaption></figure></div>



<p>As alternativas citadas remuneram as empresas distribuidoras
de energia elétrica caso o excedente de geração seja injetado na rede elétrica.
Os prossumidores (consumidores-geradores com GD) pagariam pelo uso da rede porque
ela passa a ter mais uma função para os sistemas conectados à rede: operar como
uma espécie de “bateria” ou “sistema de armazenamento” virtual.</p>



<p>No relatório de Análise de Impacto Regulatório
(AIR) publicado pela Agência em 2018, simulou-se manter a alternativa 0 (regra atual)
por 10 anos para instalações novas até que GD local (geração no local para autoconsumo)
atingisse 3,365 GW. Depois deste gatilho de potência as novas instalações
passariam a compensar diretamente pela alternativa 1. As instalações existentes
permaneceriam na alternativa 0 por 25 anos, tempo útil estimado de geração
fotovoltaica, garantindo segurança regulatória para os primeiros adotantes da
GD.</p>



<p>Para as micro e minigerações com compensação remota (geração longe do consumo) ou simplesmente GD remota, a análise sugeriu que o equilíbrio econômico seria desfeito em poucos anos e propôs dois gatilhos: 1,25 GW e 2,13 GW, esperados inicialmente para 2022 e 2025, respectivamente. O primeiro gatilho mudaria a compensação para a alternativa 1 e o segundo gatilho para a alternativa 3. Os detalhes desta sugestão podem ser vistos na figura abaixo e lidos no artigo “<a href="https://inergial.com.br/revisao-da-ren-no-482-impactos-para-a-geracao-distribuida-e-para-a-energia-solar/">Revisão da REN nº 482: Impactos para a Geração Distribuída e para a Energia Solar</a>”.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="1030" height="579" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-1030x579.jpg" alt="" class="wp-image-1391" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-1030x579.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-300x169.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-768x432.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-705x397.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018-450x253.jpg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-AIR-2018.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> Figura 2 – Sugestão de revisão da REN nº 482 dada pelo relatório de AIR em 2018.<br> Fonte: autoria própria com dados da ANEEL (2018).</figcaption></figure></div>



<p>O mercado reagiu à sugestão do relatório de AIR principalmente
pela adoção de gatilhos que representam baixa penetração da GD no sistema
elétrico. A maioria das reações criticou as regras para a GD remota que, em
algumas regiões, teriam redução significativa da sua Taxa Interna de Retorno
(TIR), inviabilizando muitos projetos. Na GD local, embora também exista
redução da TIR, os prossumidores estariam menos sensíveis à essa redução e o
período de retorno, ou <em>payback</em>, não aumentaria demasiadamente.</p>



<p>A revisão da resolução estava prevista desde 2015 e,
com o prazo se esgotando, a ANEEL abriu outra consulta pública e publicou a sua
proposta de revisão no dia 15 de outubro. Através de 6 infográficos de sua
autoria, a Agência resumiu o crescimento da GD e justificou a sua proposta da
seguinte forma.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1392" width="257" height="363" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-728x1030.png 728w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-212x300.png 212w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-768x1086.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-1060x1500.png 1060w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-498x705.png 498w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-01-450x637.png 450w" sizes="(max-width: 257px) 100vw, 257px" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1393" width="257" height="363" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-728x1030.png 728w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-212x300.png 212w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-768x1086.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-1060x1500.png 1060w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-498x705.png 498w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-02-450x637.png 450w" sizes="(max-width: 257px) 100vw, 257px" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1394" width="258" height="364" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-728x1030.png 728w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-212x300.png 212w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-768x1086.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-1060x1500.png 1060w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-498x705.png 498w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-03-450x637.png 450w" sizes="(max-width: 258px) 100vw, 258px" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-04-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1395" width="258" height="363"/></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-06-1-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1400" width="259" height="364"/></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Infográfico-GD_ANEEL-05-1-728x1030.png" alt="" class="wp-image-1398" width="257" height="361"/><figcaption> Figura 3 – Infográficos da proposta de revisão da REN nº 482.<br>Fonte: ANEEL, 2019.</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A proposta, entretanto, espantou o mercado de GD porque ela é bem menos favorável comparado à sugestão de 2018. Houve um descompasso entre a expectativa gerada nas consultas públicas anteriores e a proposta publicada. A Agência simplesmente levou ao extremo a mudança da regra frustrando prossumidores e empresas recentemente estabelecidas para atender o mercado de GD, essencialmente pautado nas instalações fotovoltaicas.</p>



<p>Na GD local as instalações existentes continuariam
na regra atual (alternativa 0), mas o período de transição seria menor, até 31
de dezembro de 2030. A partir daí a mudança na regra de compensação salta
diretamente para a alternativa 5. Para novas instalações, a partir da
publicação da resolução revisada, a alternativa 2 passará a valer imediatamente
e o salto para a alternativa 5 será a partir de um novo gatilho de 5,9 GW, ou
2030, o que ocorrer primeiro. Com esta proposta, o período de transição da
alternativa 2 para a 5 será, no máximo, de 11 anos para as novas instalações.
Para as instalações existentes a garantia da regra atual por 25 anos foi frustrada
e será, no máximo, de 19 anos (considerando a instalação mais antiga conectada
em 2012).</p>



<p>A proposta é ainda mais dura com a GD remota porque
não há período de transição ou gatilho. As novas instalações passarão a
compensar diretamente pela alternativa 5 e o investimento deixa de ser atrativo
em muitos projetos. Segundo os cálculos da ANEEL, o <em>payback</em> descontado
médio para entrantes em 2020 seria de 26 anos tanto no cenário mais provável
quanto no máximo. (CanalEnergia, 2019).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="579" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-1030x579.jpg" alt="" class="wp-image-1402" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-1030x579.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-300x169.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-768x432.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-705x397.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019-450x253.jpg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_gatilhos-e-alternativas-da-GD-local-e-GD-remota-Proposta-ANEEL-2019.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption>   Figura 4 – Proposta de revisão da REN nº 482 dada pela ANEEL em 2019.<br> Fonte: autoria própria com dados da ANEEL (2019).</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A geração
distribuída já está madura?</strong></p>



<p>Atualmente
a GD conta com 130.338 micro ou minigeradores distribuídos pelo território
nacional totalizando 1.653 MW de capacidade, equivalente a 1% da capacidade em
geração centralizada (GC). Desses, 129.982 são fotovoltaicos e ¾ são
prossumidores residenciais.</p>



<p>Apesar
do crescimento exponencial da GD nos últimos anos, quase metade da potência
instalada se concentra apenas em 3 estados brasileiros (MG, SP e RS). Na
classificação estadual, os 13 últimos estados, juntos, contribuem apenas com
10% da potência instalada nacional.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="568" height="553" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019.png" alt="" class="wp-image-1403" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019.png 568w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019-300x292.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019-36x36.png 36w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_GD_estados-2019-450x438.png 450w" sizes="(max-width: 568px) 100vw, 568px" /><figcaption> Figura 5 – Geração distribuída: classificação estadual (dados coletados em 05 de novembro de 2019).<br> Fonte: autoria própria com dados da ANEEL.</figcaption></figure></div>



<p>Atualmente
existem 83 milhões de unidades consumidoras no País (referência de 2018) de
acordo com os dados compilados pela Associação Brasileira de Distribuidores de
Energia Elétrica (ABRADEE). A quantidade de prossumidores, portanto, é uma
ínfima parte deste número; apenas 0,15%.</p>



<p>Mesmo
com muito potencial para expansão a Agência afirma que a GD já está amadurecida
no País.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p><em>“O diretor relator do processo destacou que a medida permitirá o avanço responsável da modalidade geração distribuída, que permanece atrativa, sem gerar passivos para os demais consumidores. “A proposta em consulta reconhece que a geração distribuída veio para ficar, que a modalidade está crescendo exponencialmente e alcançou a maturidade, portanto, é tempo de revisarmos o normativo para mais adiante não termos um efeito colateral negativo ao sistema elétrico”, completou o diretor.”</em> (ANEEL, 2019).</p></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A
expansão da GD foi notável nos últimos anos, mas ainda está fortemente
concentrada nas regiões Sul e Sudeste. É difícil entender como se pode
considerar que se alcançou a maturidade se 7 estados brasileiros sequer têm
1.000 instalações. A taxa de crescimento seria nula ou muito pequena se a GD
estivesse madura. O crescimento exponencial indica o contrário.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>O
risco de subsídio cruzado e distorções de preço</strong></p>



<p>O
subsídio cruzado ocorre quando um grupo de consumidores paga mais para
subsidiar outro grupo de consumidores quando todos, de certa forma, usam ou tem
acesso ao mesmo produto e à mesma prestação de serviço, neste caso o
fornecimento de energia elétrica.</p>



<p>Para
a ANEEL, há risco de subsídio cruzado. Ou seja, consumidores dependentes
exclusivamente da rede custeiam prossumidores no uso da rede.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p><em>“O regulador precisa equilibrar a regulamentação de modo que os consumidores que dependem exclusivamente da rede não sejam afetados por consumidores que geram a sua própria energia. Deve haver uma alocação justa de custos.”</em> (ANEEL, 2019).</p></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O
conceito que sustenta esta afirmação é de que, para acomodar a expansão da GD
através de sistemas conectados às redes de distribuição, as empresas distribuidoras
de energia precisam investir na expansão, em melhorias e reforços das suas
redes ocasionando eventual elevação de custos que seriam repassados aos
consumidores por meio do aumento da tarifa. Por isso, investir na geração
própria de eletricidade fica mais atrativo, levando mais consumidores a
conectar sistemas à rede e, como em um ciclo vicioso, a tarifa aumenta novamente.</p>



<p>A Secretaria de Avaliação, Planejamento,
Energia e Loteria do Ministério da Economia (SECAP) em documento publicado este
ano diz que a energia injetada na GD distorce o preço da energia gerada na GC</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p><em>“A energia injetada pelos prossumidores durante os momentos ensolarados é consumida pelas demais unidades consumidoras da área de concessão, que, na prática, “pagam” por essa energia um preço que não condiz com o preço de compra praticado pelas distribuidoras nos leilões, distorcendo o preço da energia elétrica regulada.”</em> (SECAP, 2019).</p></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O
Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
também se manifestaram sobre a compensação da GD no Plano Decenal de Expansão
de Energia 2027 (PDE 2027) publicado em 2018.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><p><em>“Adicionalmente, o modelo de compensação de energia (net-metering), em conjunto com tarifas 100% volumétricas acabam dando sinais econômicos “fictícios” ao gerador distribuído. Isso porque parcelas do custo da rede, custos de programas setoriais e impostos são incluídos na “receita” do gerador, embora o seu “valor” para o sistema não seja equivalente. Portanto, idealmente a remuneração da geração distribuída injetada na rede deve ser dissociada da fatura de consumo da unidade. Dessa forma, garante-se que a remuneração seja explícita pela energia e serviços entregue de acordo com seu local e horário – facilitando a comparação com a geração centralizada –, e que os demais custos cobertos pelas tarifas continuem sendo pagos pelo consumidor.”</em> (MME/EPE, 2018).</p></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Seguindo
a lógica anterior, a GD seria muito benéfica economicamente para prossumidores,
mas muito maléfica para a parcela de consumidores com menor poder aquisitivo,
tornando o consumo de eletricidade extremamente oneroso. Em um cenário extremo
os consumidores que dependem exclusivamente da rede subsidiariam a manutenção e
o crescimento da GD. As empresas distribuidoras de energia também endossam a
afirmação de risco de subsídio cruzado e o aumento da tarifa para
não-prossumidores.</p>



<p>Embora
os argumentos de subsídio cruzado pautem a revisão da resolução, a quantidade
de sistema conectados à rede é muito pequeno para justificar o argumento <em>ex
ante</em>, carecendo de análise quantitativa. Para detalhar o assunto cabe uma
pergunta: Quanto aumentaria a tarifa média, por região, ou distribuidora, em
função da quantidade de sistemas de micro e minigeração conectados ou da sua
potência instalada?</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Benefícios
da GD e mitigação local de problemas setoriais</strong></p>



<p>Desde
2015 as faturas de eletricidade dos consumidores brasileiros cobram as
bandeiras tarifárias, um adicional tarifário que entrou em vigor desde a crise
hidrológica iniciada em 2014. Com o recurso hídrico escasso, a geração
termelétrica, mais custosa, passou a suprir o <em>déficit</em> de geração hidrelétrica,
onerando os consumidores.</p>



<p>A
energia injetada pelo prossumidor é consumida muito próxima do ponto de
injeção, provavelmente no consumidor vizinho. Tal quantidade de energia é
cobrada pela distribuidora local como se a eletricidade tivesse sido gerada a
dezenas ou centenas de quilômetros dali, incluindo as perdas e encargos
baseados no modelo tarifário de GC, inclusive a bandeira tarifária.</p>



<p>O
primeiro benefício imediato da GD é a geração limpa de eletricidade, poupando
combustíveis para as termelétricas e água dos reservatórios das hidrelétricas.
Então, por que a energia injetada é cobrada com bandeiras tarifárias quando
faturada para outro consumidor local?</p>



<p>Outra
benesse é a postergação de investimentos em linhas de transmissão. Com a descentralização
da geração as perdas técnicas tendem a cair e beneficiam tecnicamente o sistema
elétrico de distribuição. Se por um lado a proposta cobrará pela energia
injetada, por outro a energia injetada deve ser remunerada pela redução de
perdas técnicas locais. Mas isso não está previsto na revisão.</p>



<p>O
atual modelo tarifário não comporta adequadamente o Sistema de Compensação pelo
seu impacto social dito negativo, subjetivamente; ao mesmo tempo o modelo é
injusto por não considerar as virtudes ambientais e técnicas. Ao invés de
modificar ou propor adequações no modelo tarifário atual, condena-se a GD.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Quais
os impactos da proposta para a GD?</strong></p>



<p>Para simular uma aplicação real, considerou-se uma tarifa de fornecimento hipotética (TE+TUSD) com impostos de R$ 0,80 por kWh, com as componentes tarifárias distribuídas da seguinte maneira para consumidores residências em baixa tensão (grupo B1).</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="665" height="316" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-2.png" alt="" class="wp-image-1413" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-2.png 665w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-2-300x143.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-2-450x214.png 450w" sizes="(max-width: 665px) 100vw, 665px" /><figcaption> Figura 6 – TE e TUSD e suas componentes tarifárias (valores hipotéticos).<br> Fonte: autoria própria.</figcaption></figure>



<p>Se
tomarmos um exemplo de um prossumidor residencial (com microgerador
fotovoltaico), capaz de gerar, em média, 200 kWh mensais e, consumo total da
residência de 300 kWh, podemos simular a economia mensal na regra atual e naquela
recentemente proposta.</p>



<p>Pela
regra atual de compensação integral, a fatura de energia é de (300-200) kWh
multiplicado pela tarifa de fornecimento, o que resulta em R$ 80,00. Neste caso
não importa quanta energia foi injetada e a economia é dada pela simples razão
da geração fotovoltaica pelo consumo total (200 kWh/300 kWh) ou 66,7%. Sem GD essa
residência pagaria R$ 240,00 (300 kWh · R$ 0,80/kWh) de eletricidade.</p>



<p>Para
entender o impacto financeiro da proposta de revisão, é preciso conhecer o
perfil de consumo do prossumidor para estimar quanta energia gerada será
injetada. Aqui entra um conceito importante conhecido como fator de
simultaneidade. Ele indica quanta energia gerada consegue ser consumida
instantaneamente pelo prossumidor. Em consumidores residenciais o fator de
simultaneidade é tipicamente baixo, entre 30% e 40%. Isso decorre que o consumo
residencial está concentrado em horários de ponta (maior consumo) e, portanto,
desalinhados com a geração fotovoltaica típica das 6h às 18h, fora da ponta.
Considerando um fator de simultaneidade de 36%, 128 kWh dos 200 kWh gerados
serão injetados na rede. A figura abaixo mostra o perfil de geração, injeção e
consumo com valores diários do balanço energético.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="167" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_perfil-de-consumo-residencial.png" alt="" class="wp-image-1406" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_perfil-de-consumo-residencial.png 570w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_perfil-de-consumo-residencial-300x88.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Proposta-REN-482_perfil-de-consumo-residencial-450x132.png 450w" sizes="(max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption>   Figura 7 – Geração, injeção e consumo diários (valores arredondados) para um prossumidor residencial.<br> Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<p>Na prática, a revisão da resolução cobra pela energia injetada de acordo com as alternativas criadas (alternativa 0 a 5) e os custos são simulados de acordo com a tarifa de fornecimento.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="379" height="342" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-3.png" alt="" class="wp-image-1415" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-3.png 379w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-3-300x271.png 300w" sizes="(max-width: 379px) 100vw, 379px" /><figcaption> Figura 8 – Custo da energia injetada nas diferentes alternativas   (valores baseados na tarifa de fornecimento hipotética) para prossumidor residencial.<br> Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-left"> A proposta da ANEEL visa alterar a regra para a GD local usando a alternativa 2 como transição até o gatilho (5,9 GW ou 2030) e depois passar a compensar pela alternativa 5. Ou seja, neste exemplo, o prossumidor pagará 34% da tarifa de fornecimento para injetar energia pela alternativa 2 e 62% na alternativa 5. O custo adicional do prossumidor que injetou 128 kWh será de R$ 34,82 e R$ 63,49 para as alternativas 2 e 5, respectivamente.</p>



<p>Um outro exemplo: considerou-se uma tarifa de fornecimento hipotética (TE+TUSD) com impostos de R$ 0,72 por kWh para consumidores comerciais em baixa tensão (grupo B3). Uma empresa de pequeno porte investiu em um microgerador fotovoltaico capaz de gerar 1.800 kWh por mês. O consumo total é de 4.500 kWh mensais. O perfil de consumo é comercial, ou seja, tem um fator de simultaneidade mais alto; neste exemplo de 75%. Assim, 450 kWh serão injetados na rede, resultando em um custo de injeção de R$ 110,25 pela alternativa 2 e R$ 200,70 pela alternativa 5. Sem GD essa empresa pagava R$ 3.240,00 de fatura. Pelas alternativas 0, 2 e 5 pagaria, respectivamente, R$ 1.944,00, R$ 2.054,25 e R$ 2.144,70.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="383" height="351" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-4.png" alt="" class="wp-image-1416" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-4.png 383w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/11/image-4-300x275.png 300w" sizes="(max-width: 383px) 100vw, 383px" /><figcaption> Figura 9 – Custo da energia injetada nas diferentes alternativas   (valores baseados na tarifa de fornecimento hipotética) para prossumidor comercial.<br> Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-left"> Os
exemplos anteriores demonstram que o fator de simultaneidade é crítico para a
viabilidade financeira. Os prossumidores com fator de simultaneidade mais baixo
serão os mais afetados. Assim, espera-se que as residências fiquem mais
sensíveis e sejam mais impactados financeiramente. Os prossumidores com perfil
de consumo comercial estarão menos sensíveis a atual proposta.</p>



<p>Nota-se
que a alternativa 5 cobra mais que o valor da TUSD (R$ 0,40/kWh) pela energia
injetada e parece querer inibir a atuação do prossumidor (residencial ou
comercial) como gerador local. Ao contrário, o custo desproporcional sugere
punição ao prossumidor que romper com o modelo tradicional de distribuição.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>A
sugestão de revisão do relatório de AIR de 2018 gerou críticas, mas mostrou-se viável
para o crescimento da GD, principalmente a local. A regra atual valeria por 25
anos, oferecendo segurança regulatória para as instalações existentes, e
transição de 10 anos para as instalações pós-revisão, embora o gatilho muito
baixo (1,25 GW) – que inclusive já foi superado – precisasse ser rediscutido
oportunamente.</p>



<p>A
proposta recente da ANEEL foi recebida com espanto e gerou reações ásperas. O
mercado esperava uma proposta coerente e alinhada com a sugestão do ano
passado. Adotou-se, contudo, a alternativa mais desfavorável para a GD, negligenciando
os prossumidores já conectados ou qualquer contribuição oferecida em consultas
públicas anteriores. A proposta tem força para extinguir a GD remota
desprezando um mercado pujante que desenvolveu milhares de negócios, criou
empregos e que demonstra o esforço genuíno de pessoas e empresas que investiram
capital próprio. Para prossumidores locais, os menos afetados serão os que têm
fator de simultaneidade maior, com consumo mais alinhado com geração.</p>



<p>É
nítido que a atual regra é incentivada para desenvolver a GD. Mas a proposta
tenta agora paralisar a expansão. A mudança da regra tenta remunerar as
distribuidoras de energia com argumentos subjetivos sobre maturidade do mercado
e subsídio. No primeiro os dados mostram o contrário e no segundo a análise
carece de estudo detalhado. O risco de subsídio cruzado precisa ser estimado e
quantificado para basear decisões. A análise, portanto, deve ser <em>ex post</em>.</p>



<p>Caso
a proposta se confirme como está, os prossumidores correm o risco de custear as
distribuidoras de energia se forem desconsiderados os benefícios técnicos
locais da GD, enquanto os consumidores que dependem exclusivamente da rede
provavelmente continuarão a pagar preços crescentes da tarifa.</p>



<p>A
GD é uma nova forma de gerar e consumir eletricidade e precisa de uma nova
estrutura tarifária que valorize os seus benefícios para a sociedade como um
todo. O modelo tarifário atual só fortalecerá o modelo centralizado de geração
que encontra do outro lado o consumidor-refém, cliente cativo do mercado
regulado. A quem interessa manter esse modelo?</p>



<p>Para
que a GD avance e expanda seus benefícios para a sociedade como um todo sugiro
mudanças pontuais na fatura do prossumidor:</p>



<ul><li>exclusão
de bandeira tarifária para a energia injetada;</li><li>redução
da cobrança das componentes ‘encargos’ da TE e da TUSD para a energia injetada;</li><li>redução
proporcional da componente ‘perdas’ em função do volume injetado;</li><li>substituição
do custo de disponibilidade por serviço de uso da rede;</li><li>bônus
para energia injetada em horários de maior demanda;</li></ul>



<p>Contribuições
sobre o assunto podem ser enviados até 30 de novembro de 2019 das seguintes
maneiras:</p>



<ul><li>e-mail
para: <a href="mailto:cp025_2019@aneel.gov.br">cp025_2019@aneel.gov.br</a></li><li>correspondência
para a ANEEL no endereço: SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral,
CEP: 70830-100, Brasília – DF.</li></ul>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>ABRADEE (Associação Brasileira de
 Distribuidores de Energia Elétrica). <strong>Planilhas de
 1996 a 2019 (ref. 2018).</strong> Disponível em <a href="http://www.abradee.org.br/planilhas-de-1996-a-2018-ref-2017/">http://www.abradee.org.br/planilhas-de-1996-a-2018-ref-2017/</a>.
 Acesso em 25 de outubro de 2019.</p>



<p>ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). <strong>BIG – Banco
 de Informações de Geração: Capacidade de Geração do Brasil</strong>.. Disponível em
 http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm. Acesso em 16 de outubro de 2019</p>



<p>—. <strong>Entenda melhor o que a ANEEL está propondo para o
 futuro da GD.</strong> Disponível em https://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao-2/(&#8230;). Acesso
 em 17 de outubro de 2019.</p>



<p>—. <strong>Geração Distribuída.</strong> Disponível em http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp. Acesso
 em 18 de outubro de 2019.</p>



<p>—. <strong>Relatório de Análise de Impacto Regulatório nº
 0004/2018.</strong> Disponível na seção de Audiências Públicas (AP nº 001/2019).</p>



<p>—. <strong>Resolução Normativa n° 482.</strong> 2012.</p>



<p>—. <strong>Revisão das regras de geração distribuída entra em
 consulta pública.</strong> Disponível em https://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/(&#8230;).
 Acesso em 17 de outubro de 2019.</p>



<p>Agência Canal Energia. <strong>GD remota pode ver atratividade
 reduzida em 2020</strong><em>.</em> Disponível em http://canalenergia.com.br/noticias/53115332/gd-remota-pode-ver-atratividade-reduzida-em-2020. Acesso em 17 de outubro de 2019.</p>



<p>Delgado, Marco. <strong>A sociedade do Espetáculo II: eclipse
 energético.</strong> Out/2019. Disponível em http://www.abradee.org.br/a-sociedade-do-espetaculo-ii-eclipse-energetico-marco-delgado/. Acesso em 25 de outubro de 2019.</p>



<p>EPE (Empresa de Pesquisa Energética). <strong>Nota Técnica PR
 08/18. Recursos Energéticos Distribuídos 2050.</strong> Rio de Janeiro, 2018.</p>



<p>Santana, Edvaldo e Leite, Nelson Fonseca. <strong>Subsídios
 Tarifários têm Prazo de Validade?</strong> Disponível em <a href="http://www.abradee.org.br/subsidios-tarifarios-tem-prazo-de-validade/">http://www.abradee.org.br/subsidios-tarifarios-tem-prazo-de-validade/</a>. Acesso em 25 de outubro de 2019.</p>



<p>SECAP (Secretaria de Avaliação, Planejamento,
 Energia e Loteria do Ministério da Economia). <strong>Visão da SECAP sobre o Setor
 de Energia: o caso da micro e minigeração distribuída.</strong> Junho de 2019.
 Disponível em <a href="http://www.fazenda.gov.br/centrais-de-conteudos/publicacoes/analises-e-estudos/arquivos/2019/visao-da-secap-sobre-o-setor-de-energia-o-caso-da-micro-e-minigeracao-distribuida">http://www.fazenda.gov.br/centrais-de-conteudos/publicacoes/analises-e-estudos/arquivos/2019/visao-da-secap-sobre-o-setor-de-energia-o-caso-da-micro-e-minigeracao-distribuida</a>. Acesso em 24 de outubro de 2019.</p>



<p>MME (Ministério de Minas e Energia) /EPE (Empresa
 de Pesquisa Energética). <strong>Plano Decenal de Expansão de Energia 2027.</strong>
 Brasília, 2018.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>O post <a href="https://inergial.com.br/proposta-de-revisao-da-geracao-distribuida-a-quem-interessa/">Proposta de Revisão da Geração Distribuída: a quem interessa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Disrupção Solar Já Começou!</title>
		<link>https://inergial.com.br/a-disrupcao-solar-ja-comecou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2019 16:47:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1347</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos o setor de geração elétrica de muitos países tem se transformado rapidamente. A novidade é a inserção cada vez maior das fontes renováveis, principalmente eólica e solar, no mix de geração. A energia solar tem mostrado muita versatilidade para compor usinas de grande porte para comercialização da energia através da geração centralizada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Nos
últimos anos o setor de geração elétrica de muitos países tem se transformado
rapidamente. A novidade é a inserção cada vez maior das fontes renováveis,
principalmente eólica e solar, no <em>mix</em> de geração. A energia solar tem
mostrado muita versatilidade para compor usinas de grande porte para
comercialização da energia através da geração centralizada (GC) e para a
geração própria, através de microgeradores regulamentados pela geração distribuída
(GD). Com preços em declínio, a energia solar é a fonte mais barata para a geração
de eletricidade e já impacta diretamente o modelo convencional de geração,
fundamentalmente centralizado. A disrupção solar já está em andamento e romperá
com o modelo convencional que não conseguirá competir em custos.
Definitivamente está surgindo uma nova forma de geração de energia, mais
descentralizada e participativa.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A
Energia Solar Abre uma Sucessão de Quebra de Recordes Mundiais</strong></p>



<p>Segundo
a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês), o
custo nivelado da eletricidade de fontes renováveis tais como, biomassa,
hídrica, solar, eólica e geotérmica, atingiu níveis competitivos históricos
comparado às fontes fósseis. Fontes mais limpas e renováveis, portanto,
representam agora a solução mais barata de geração e têm permitido que as novas
adições de capacidade de geração sejam majoritariamente renováveis. No caso
brasileiro, o leilão de geração A-4 de abril de 2018 contratou 1 GW de
capacidade, distribuídos em 39 empreendimentos. Deste total, 29 empreendimentos
foram de energia solar e 4 de parques eólicos, negociados com preço médio final
de R$ 118,07/MWh e R$ 67,60/MWh, respectivamente (ANEEL, 2018). Os destaques do
leilão foram as fontes solar e eólica, que dominaram a quantidade de
empreendimentos e despontaram como as fontes mais baratas de geração em
território nacional até aquele momento.</p>



<p>Tabela
1: preço final do leilão A-4 de 2018 por fonte de geração. Fonte: autoria
própria com dados da ANEEL.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  Térmica a Biomassa
  </td><td>
  R$
  198,94/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Hidrelétrica
  </td><td>
  R$
  198,12/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Solar Fotovoltaica
  </td><td>
  R$
  118,07/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Eólica
  </td><td>
  R$
  67,60/MWh
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Já
no leilão A-4 de junho de 2019, foram contratados 401,6 MW de capacidade em 15 empreendimentos,
6 de solar e 3 de eólica, negociados com preço médio final de R$ 67,48/MWh e R$
77,99/MWh, respectivamente (CCEE, 2019). O destaque neste leilão foi a fonte
solar que surpreendeu com deságio médio de 75,6% em relação ao preço inicial
estipulado de R$ 276/MWh e se tornou a fonte mais barata de energia, ao mesmo, no
Brasil e no mercado internacional, com menor preço registrado, equivalente a
US$ 17,02/MWh.</p>



<p>Tabela
2: preço final do leilão A-4 de 2019 por fonte de geração. Fonte: autoria
própria com dados da CCEE.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  PCH (hídrica)
  </td><td>
  R$
  198,11/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Térmica a Biomassa
  </td><td>
  R$
  179,87/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Eólica
  </td><td>
  R$
  77,99/MWh
  </td></tr><tr><td>
  Solar Fotovoltaica
  </td><td>
  R$
  67,48/MWh
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Tivemos
muito pouco tempo para comemorar porque um mês depois, em julho de 2019, um
novo recorde mundial foi alcançado. O último leilão português arrematou a fonte
solar por € 14,76/MWh, equivalente a US$ 16,45/MWh. Anteriormente, México e
Índia já haviam noticiado os seus recordes. Os baixos preços não são
particularidades ou privilégios de poucos países, mas uma tendência mundial. A
energia solar é a fonte mais barata para GC.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>A
Solar tem uma Aliada</strong></p>



<p>No
último 12 de agosto, às 23h39, a geração de energia eólica no litoral
nordestino alcançou novo recorde de 9.270,5 MWh, 4,47% maior que o recorde
alcançado 9 meses antes. Esses ventos foram capazes de atender 94,6% da demanda
do Nordeste brasileiro naquele momento. Enquanto a geração solar tem picos ao redor
do meio-dia, a eólica pode ter picos à noite e uma fonte complementa a outra.
Juntas, eólica e solar serão imbatíveis!</p>



<p>Tabela 3: empreendimentos em operação. Fonte: ANEEL | BIG &#8211; Banco de Informações de Geração. Data: 26 de agosto de 2019.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  <strong>Tipo</strong>
  </td><td>
  <strong>Potência
  Fiscalizada (kW)</strong>
  </td><td>
  <strong>%</strong>
  </td></tr><tr><td>
  CGH
  </td><td>
  739.962
  </td><td>
  0,45
  </td></tr><tr><td>
  CGU
  </td><td>
  50
  </td><td>
  0,00
  </td></tr><tr><td>
  EOL
  </td><td>
  15.081.293
  </td><td>
  9,09
  </td></tr><tr><td>
  PCH
  </td><td>
  5.232.476
  </td><td>
  3,15
  </td></tr><tr><td>
  UFV
  </td><td>
  2.172.428
  </td><td>
  1,31
  </td></tr><tr><td>
  UHE
  </td><td>
  99.922.634
  </td><td>
  60,21
  </td></tr><tr><td>
  UTE
  </td><td>
  40.825.067
  </td><td>
  24,60
  </td></tr><tr><td>
  UTN
  </td><td>
  1.990.000
  </td><td>
  1,20
  </td></tr><tr><td>
  <strong>Total</strong>
  </td><td>
  <strong>165.963.910</strong>
  </td><td>
  <strong>100,00</strong>
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Legenda:</p>



<p>CGH
&nbsp;&nbsp; Central Geradora Hidrelétrica</p>



<p>CGU
&nbsp;&nbsp; Central Geradora Undi-elétrica</p>



<p>EOL
&nbsp;&nbsp; Central Geradora Eólica</p>



<p>PCH
&nbsp;&nbsp; Pequena Central Hidrelétrica</p>



<p>UFV
&nbsp;&nbsp; Central Geradora Solar Fotovoltaica</p>



<p>UHE
&nbsp;&nbsp; Usina Hidrelétrica</p>



<p>UTE
&nbsp;&nbsp; Usina Termelétrica</p>



<p>UTN &nbsp;&nbsp; Usina Termonuclear</p>



<p></p>



<p>A energia
eólica é a 2ª maior fonte de geração no País.</p>



<p>Tabela 4: empreendimentos em construção. Fonte: ANEEL | BIG &#8211; Banco de Informações de Geração. Data: 26 de agosto de 2019.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  <strong>Tipo</strong>
  </td><td>
  <strong>Potência
  Outorgada (kW)</strong>
  </td><td>
  <strong>%</strong>
  </td></tr><tr><td>
  CGH
  </td><td>
  8.512
  </td><td>
  0,11
  </td></tr><tr><td>
  EOL
  </td><td>
  1.136.585
  </td><td>
  14,19
  </td></tr><tr><td>
  PCH
  </td><td>
  346.979
  </td><td>
  4,33
  </td></tr><tr><td>
  UFV
  </td><td>
  741.548
  </td><td>
  9,26
  </td></tr><tr><td>
  UHE
  </td><td>
  579.780
  </td><td>
  7,24
  </td></tr><tr><td>
  UTE
  </td><td>
  3.844.736
  </td><td>
  48,01
  </td></tr><tr><td>
  UTN
  </td><td>
  1.350.000
  </td><td>
  16,86
  </td></tr><tr><td>
  <strong>Total</strong>
  </td><td>
  <strong>8.008.140</strong>
  </td><td>
  <strong>100,00</strong>
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Tabela 5: empreendimentos com construção não iniciada. Fonte: ANEEL | BIG &#8211; Banco de Informações de Geração. Data: 26 de agosto de 2019.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class=""><tbody><tr><td>
  <strong>Tipo</strong>
  </td><td>
  <strong>Potência
  Outorgada (kW)</strong>
  </td><td>
  <strong>%</strong>
  </td></tr><tr><td>
  CGH
  </td><td>
  5.100
  </td><td>
  0,03
  </td></tr><tr><td>
  EOL
  </td><td>
  5.112.585
  </td><td>
  34,55
  </td></tr><tr><td>
  PCH
  </td><td>
  1.448.771
  </td><td>
  9,79
  </td></tr><tr><td>
  UFV
  </td><td>
  3.409.642
  </td><td>
  23,04
  </td></tr><tr><td>
  UHE
  </td><td>
  659.000
  </td><td>
  4,45
  </td></tr><tr><td>
  UTE
  </td><td>
  4.163.437
  </td><td>
  28,13
  </td></tr><tr><td>
  <strong>Total</strong>
  </td><td>
  <strong>14.798.535</strong>
  </td><td>
  <strong>100,00</strong>
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>Dos
22,8 GW contratados para adição na matriz de GC, solar e eólica somam 10,4 GW
ou 45,6%.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Quanto
Maior a Demanda por Solar, Menor Serão os Preços.</strong></p>



<p>No final
de 2017 o Brasil alcançava o seu primeiro gigawatt em solar e 20 meses depois conta
com 3,2 GWp em operação e com mais 4,1 GWp contratados. O crescimento
exponencial das instalações fotovoltaicas derrubará os preços das instalações; a
unidade de potência solar (Watt-pico ou Wp) custará menos hoje do que no ano anterior.
Flutuações de preço podem ocorrer, mas a tendência sempre será de queda. A
queda abrupta do preço dos módulos solares deriva do aprimoramento tecnológico,
do ganho de escala e da competição entre os fabricantes e <em>players</em> do
setor. Fábricas totalmente automatizadas produzem módulos solares de alta
qualidade e muito duráveis (cerca de 25 anos de geração segundo os próprios fabricantes).
Preços decrescentes, alta qualidade e vida útil sem comparação com produtos que
utilizamos diariamente atraem cada vez mais adotantes, impulsionando a energia
solar como jamais visto. Ao mesmo tempo que a demanda aumenta, a oferta também
crescerá; o mercado e a competição aumentam, fechando um ciclo virtuoso em que o
aumento da demanda não conseguirá justificar aumento de preços.</p>



<p>Atualmente
módulos bifaciais já estão disponíveis comercialmente. Eles são capazes de
utilizar a parte traseira dos módulos para captação de luz refletida pela
superfície. Existem também os módulos <em>half-cell</em> e PERC que,
resumidamente, empregam tecnologias diferentes para aumentar a eficiência de
conversão energética ou diminuição de perdas. À medida que a tecnologia avança,
a eficiência dos módulos aumenta e, mesmo que o preço dos módulos se estabilize
– pelo menos por um período – os módulos seguramente serão mais eficientes e
mais potentes porque os fabricantes de módulos solares competirão bravamente. O
que importa, contudo, é o preço da unidade de potência – o Watt-pico. No
mercado internacional o preço já é tão baixo quanto US$ 0,25/Wp (potência do
módulo). O preço dos módulos caiu drasticamente e atualmente (ano base 2018) é
cerca de um décimo do preço em 2010. Os módulos que estão sendo instalados agora
provavelmente não estarão mais disponíveis para venda daqui a 3 anos porque
modelos novos, mais potentes e eficientes, terão surgido. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="797" height="269" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018.png" alt="" class="wp-image-1348" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018.png 797w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018-300x101.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018-768x259.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018-705x238.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Custo-Módulo-FV-2010-2018-450x152.png 450w" sizes="(max-width: 797px) 100vw, 797px" /><figcaption>Figura 1: preço dos módulos solares em US$/Wp (ano base 2018) de 2010 a 2018. Fonte: IRENA.</figcaption></figure>



<p>Quando
iniciei minha jornada empreendedora na energia solar, há pouco mais de 2 anos,
as propostas comerciais para novas instalações residenciais típicas (em torno
de 4,6 kWp) custavam até R$ 7,00/Wp (aqui o valor do Wp inclui todo o sistema
fotovoltaico instalado). Um ano antes, em meados de 2016, podiam custar tanto
quanto R$ 9,00/Wp. Hoje, é muito difícil competir no mercado se o preço não
estiver ligeiramente abaixo dos R$ 5,00/Wp. Neste caso real, a redução do preço,
em 3 anos, foi de 45% e o número de empresas mais que quadruplicou. Essa queda
tem ocorrido no preço final para o cliente e significa que os serviços (projeto
e instalação) também sofreram queda. Um sistema fotovoltaico com 16 módulos
solares de 270 Wp cada, portanto, de 4,32 kWp, custava, em 2017, R$ 30 mil. Hoje,
um sistema de 4,69 kWp pode custar abaixo dos R$ 23 mil. Além de ser
ligeiramente mais potente, esse último sistema conta com 14 módulos de 335 Wp
cada e ocupa a mesma área que o primeiro; os inversores são idênticos.</p>



<p>Desde
a sua regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2012,
a GD acumula 101.779 unidades consumidoras com micro ou minigeração a partir de
fontes renováveis, mas 101.459 dessas unidades têm geradores fotovoltaicos. A
tecnologia empregada na energia solar permitiu que unidades de potência muito
pequenas pudessem ser empregadas para conversão energética sem grandes
infraestruturas de suporte e transmissão, levando a geração de pontos centrais
para onde a energia é consumida (geração junto à carga). Devido à natureza
distribuída da energia solar, a GD tem forte apelo entre os consumidores,
principalmente residenciais. Os consumidores residenciais respondem por 73 % do
total de “prossumidores” e as instalações comerciais somam 42% da capacidade
total de GD. Definitivamente a geração própria com solar é mais barata que
comprar a mesma quantidade de eletricidade das distribuidoras de energia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="693" height="256" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/GD-ANEEL-26-agosto-2019.png" alt="" class="wp-image-1349" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/GD-ANEEL-26-agosto-2019.png 693w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/GD-ANEEL-26-agosto-2019-300x111.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/08/GD-ANEEL-26-agosto-2019-450x166.png 450w" sizes="(max-width: 693px) 100vw, 693px" /><figcaption>Figura 2: unidades consumidoras com geração distribuída no Brasil. Valores acumulados de 2012 a 26 de agosto de 2019. Fonte: ANEEL.</figcaption></figure>



<p>Sem
requisitar, na maioria das vezes, espaço adicional e infraestrutura, a energia
solar deve ainda crescer muito no Brasil, dominando quase que absolutamente a
GD no país. Além disso, a energia solar é definitivamente um investimento: devolve
o capital próprio investido de 4 a 7 anos, enquanto a geração pode durar ainda
mais 20 anos depois desse prazo. Expansões de capacidade têm custo marginal bem
menor que a geração centralizada e tendem a deixar os consumidores menos
sensíveis aos aumentos de tarifas.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Porque
a Energia Solar é Disruptiva e Modificará o Setor Elétrico?</strong></p>



<p>A
luz solar – análoga a qualquer combustível fóssil – não tem custo e é
inesgotável. Não se paga pela luz solar, apenas pelo aparato de conversão de
energia (módulos solares, inversores e outros dispositivos que compõem o
sistema fotovoltaico). A operação do sistema fotovoltaico é autônoma e não
exige ajustes ou supervisão. Combustíveis fósseis, como o gás natural, são
recursos naturais não-renováveis. O gás natural propriamente dito, não tem
custo, mas a sua extração tem. É necessário máquinas, processos controlados e
pessoal para a extração. Após essa etapa se obtém o recurso <em>in natura</em>
que precisa ser tratado e transportado. E isso tem custo. A combustão do gás
natural também exige um aparato de conversão. E isso também tem custo!</p>



<p>No
atual sistema elétrico, a tarifa de energia é na verdade uma tarifa de
fornecimento porque a eletricidade precisa ser transportada por dezenas ou até
centenas de quilômetros. Quanto maior a distância de transmissão, maiores serão
as perdas. Basta checar as faturas de energia: para o grupo residencial (grupo
B), a tarifa de transmissão e uso da rede de distribuição – denominada de TUSD
– custa tanto quanto a tarifa de eletricidade propriamente dita. O consumidor
ainda está sujeito às bandeiras tarifárias: uma tarifa extra quando a geração
depende do despacho de geradoras termelétricas que gastam mais. Além disso, uma
complicada tributação pode alcançar um terço da fatura, desestimulando o
consumo.</p>



<p>A
luz solar não precisa de infraestrutura de transmissão, ela simplesmente incide
nos módulos solares e parte dela é convertida em eletricidade instantaneamente.
O consumo desta eletricidade também é imediata e não requer qualquer tipo de
controle ou interferência externa. O excedente de eletricidade, se houver, pode
ser exportado para a rede elétrica e seguramente será consumida não muito longe
dali, provavelmente por um dos consumidores vizinhos. Embora a solução técnica
para o excedente de geração seja a exportação (ou injeção, como se diz), muito
em breve as baterias preencherão uma lacuna importante para o armazenamento de
energia e a rede elétrica não mais cumprirá o papel de “bateria virtual” para
sistemas fotovoltaicos conectados à rede.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Qual
é o Potencial Solar no País?</strong></p>



<p>Segundo
o último Plano Decenal de Expansão de Energia publicado em 2018, em 2027 haverá
1,35 milhão de adotantes de sistemas de micro ou minigeração distribuída,
totalizando 11,9 GWp, que exigirão quase R$ 60 bilhões em investimentos ao
longo do período (MME/EPE, 2018).</p>



<p>Segunda
a Calculadora Brasil 2050, divulgada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE),
em um cenário otimista para energia solar fotovoltaica no Brasil, o total da capacidade
instalada em 2050 poderá ser de 124 GWp, sendo 51 GWp em GC e 73 GWp em GD.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>O
declínio abrupto de preços dos módulos solares e outros equipamentos levam o
custo da sua eletricidade a níveis jamais previstos. A natureza limpa,
renovável e sustentável da energia solar tem papel secundário na sua
disseminação. É o seu custo, incrivelmente baixo, que a catapulta!</p>



<p>A vocação
da energia solar é a geração distribuída e ela (GD) está empurrando a geração
para as bordas (para o consumidor final) a partir do centro (da geração
centralizada), descentralizando o setor elétrico à medida que cresce o número
de prossumidores conectados à rede elétrica. Em pouco tempo o modelo convencional
de geração fundamentalmente centralizado, passará a ter um novo funcionamento porque
o sistema energético tenderá a ficar mais interconectado.</p>



<p>A
inteligência do sistema será descentralizada, processando dados provenientes
dos geradores e dos consumidores, simultaneamente, e em fluxos multidirecionais
de comunicação. Com tamanha complexidade e ganho econômico o atual modelo não
terá como competir em custos. Há menos de uma década a solar era apenas uma
fonte alternativa e hoje é competitiva. Tecnologia e custo farão da solar uma
fonte ainda mais imprescindível.</p>



<p>O setor elétrico será modificado e um mercado novo – mais descentralizado e ‘intraparticipativo’
– surgirá porque a disrupção solar já
começou!</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Fontes:</strong></p>



<p>[1] Agência Nacional de
Energia Elétrica (ANEEL). Resolução Normativa nº 482/2012. Disponível em: <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf">http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf</a></p>



<p>[2] _______. Geração
Distribuída. Acesso em 26 de agosto de 2019. Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp">http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp</a></p>



<p>[3] _______. BIG – Banco de
Informações de Geração: Capacidade de Geração do Brasil. Acesso em 26 de agosto
de 2019. Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm">http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm</a></p>



<p>[4] _______. “Leilão de
geração “A-4” termina com deságio de 59,07%.” Disponível em <a href="http://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/-/asset_publisher/XGPXSqdMFHrE/content/leilao-de-geracao-a-4-termina-com-desagio-de-59-07-/656877?inheritRedirect=false">http://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/-/asset_publisher/XGPXSqdMFHrE/content/leilao-de-geracao-a-4-termina-com-desagio-de-59-07-/656877?inheritRedirect=false</a>. Acesso em 28 de junho de
2019.</p>



<p>[5] Canal Energia. “Mercado
livre garantiu o sucesso do leilão A-4”. Disponível em <a href="http://canalenergia.com.br/noticias/53103858/mercado-livre-garantiu-o-sucesso-do-leilao-a-4">http://canalenergia.com.br/noticias/53103858/mercado-livre-garantiu-o-sucesso-do-leilao-a-4</a>. Acesso em 29 de junho de
2019.</p>



<p>[6] Diário do
Nordeste. “Nordeste bate recorde de geração de energia eólica”. Acesso em 20 de
agosto de 2019. Disponível em <a href="http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/67715-2/">http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/67715-2/</a></p>



<p>[7] Empresa
de Pesquisa Energética (EPE). Leilão de Geração A-4/2019. Disponível em <a href="http://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-355/Informe%20Resultado%20da%20Habilita%C3%A7%C3%A3o%20T%C3%A9cnica%20e%20Vencedores-%20Leil%C3%A3o%20A-4%20de%202019_v3.pdf">http://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-355/Informe%20Resultado%20da%20Habilita%C3%A7%C3%A3o%20T%C3%A9cnica%20e%20Vencedores-%20Leil%C3%A3o%20A-4%20de%202019_v3.pdf</a>.
Acesso em 23 de agosto de 2019.</p>



<p>[8]
_______. Calculadora Brasil 2050. Energia Solar Fotovoltaica. Disponível em <a href="http://calculadora2050.epe.gov.br/assets/onepage/14.pdf">http://calculadora2050.epe.gov.br/assets/onepage/14.pdf</a>. Acesso em 21 de agosto de
2019.</p>



<p>[9] _______. Nota Técnica
DEA 26/14 – Avaliação da Eficiência Energética e Geração Distribuída para os
Próximos 10 anos (2014-2023). Disponível em <a href="http://www.epe.gov.br/">http://www.epe.gov.br/</a></p>



<p>[10]
International Energy Agency (IEA). Digitalization &amp; Energy. 2017.</p>



<p>[11] International Renewable Energy Agency (IRENA). Disponível em <a href="https://irena.org/solar">https://irena.org/solar</a>. Acesso em 23 de agosto de
2019.</p>



<p>[12]
Ministério de Minas e Energia (MME)/EPE. Plano Decenal de Expansão de Energia
2027. Disponível em <a href="http://www.mme.gov.br/">http://www.mme.gov.br/</a>.</p>



<p>[13] Seba, Tony. Clean Disruption of Energy and
Transportation. 1ª
Edição. Silicon Valley: Clean Planet Ventures, 2014.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Para ler outros artigos e
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<p>Sobre o autor | <a href="https://www.linkedin.com/in/igor-cordeiro-inergial/">Igor Cordeiro</a> é instrutor de
energias renováveis na <a href="http://inergial.com.br/">Inergial Energia Ltda</a>.</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/a-disrupcao-solar-ja-comecou/">A Disrupção Solar Já Começou!</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Inergial participou da Semana de Inovação e Tecnologia da Universidade Brasil</title>
		<link>https://inergial.com.br/semana-de-inovacao-e-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2019 16:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Renovável]]></category>
		<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Inergial]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1276</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Inergial participou da Semana de Inovação e Tecnologia &#8211; INOVATEC &#8211; promovida pela Universidade Brasil em seu campus Santo André de 28 a 31 de maio de 2019. O nosso engº Igor cordeiro participou do evento no dia 28 com a palestra &#8220;Energia Solar: Oportunidades &#38; Desafios para os Futuros Profissionais&#8221;. Foram abordados tópicos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/semana-de-inovacao-e-tecnologia/">A Inergial participou da Semana de Inovação e Tecnologia da Universidade Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Inergial participou da Semana de Inovação e Tecnologia &#8211; INOVATEC &#8211; promovida pela <a href="https://universidadebrasil.edu.br/">Universidade Brasil</a> em seu <em>campus </em>Santo André de 28 a 31 de maio de 2019.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="388" height="1030" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-388x1030.jpg" alt="" class="wp-image-1278" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-388x1030.jpg 388w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-113x300.jpg 113w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-768x2037.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil-266x705.jpg 266w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Divulgação-Inovatec_Universidade-Brasil.jpg 800w" sizes="(max-width: 388px) 100vw, 388px" /><figcaption>INOVATEC &#8211; Universidade Brasil, <em>campus </em>Santo André</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-1030x580.jpeg" alt="" class="wp-image-1283" width="441" height="248" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-1030x580.jpeg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-300x169.jpeg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-768x432.jpeg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-705x397.jpeg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41-450x253.jpeg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-29-at-12.34.41.jpeg 1164w" sizes="(max-width: 441px) 100vw, 441px" /><figcaption>Início da Palestra no INOVATEC da Universidade Brasil</figcaption></figure></div>



<p>O nosso engº Igor cordeiro participou do evento no dia 28 com a palestra &#8220;Energia Solar: Oportunidades &amp; Desafios para os Futuros Profissionais&#8221;.</p>



<p>Foram abordados tópicos como consumo <em>versus </em>a geração de energia no mundo e no Brasil, a tendência global de mudança de paradigma dos setores elétricos com a introdução da descentralização (através da geração distribuída), digitalização e eletrificação (do transporte e mobilidade), visando o desenvolvimento em baixo carbono.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Redes-Inteligentes.png" alt="" class="wp-image-1279" width="324" height="345" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Redes-Inteligentes.png 391w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Redes-Inteligentes-281x300.png 281w" sizes="(max-width: 324px) 100vw, 324px" /></figure></div>



<p>O crescimento quase exponencial da capacidade instalada de energia solar demonstra como a energia solar pode ajudar a mitigar os problemas da mudança climática, contribuir com as redes inteligentes ou <em>smart grids</em>, ao mesmo tempo que oferece, atualmente, um dos menores custos de geração de eletricidade.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="946" height="475" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018.png" alt="" class="wp-image-1277" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018.png 946w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018-300x151.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018-768x386.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018-705x354.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Capacidade-Energia-Solar-FV-no-Mundo-2009-2018-450x226.png 450w" sizes="(max-width: 946px) 100vw, 946px" /><figcaption>Capacidade Instalada de Energia Solar Fotovoltaica no Mundo (2009-2018).</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Revisão da REN nº 482: Impactos para a Geração Distribuída e para a Energia Solar</title>
		<link>https://inergial.com.br/revisao-da-482-impactos-para-gd-e-energia-solar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2019 17:41:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Fotovoltaico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://inergial.com.br/?p=1251</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 2012 uma situação inédita possibilitou que qualquer consumidor de energia elétrica no Brasil pudesse gerar a sua própria eletricidade. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou a Resolução Normativa REN nº 482/2012 que regulamentou a chamada Geração Distribuída (GD) e estabeleceu o Sistema de Compensação de energia elétrica aplicável a unidades consumidoras em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/revisao-da-482-impactos-para-gd-e-energia-solar/">Revisão da REN nº 482: Impactos para a Geração Distribuída e para a Energia Solar</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em
2012 uma situação inédita possibilitou que qualquer consumidor de energia
elétrica no Brasil pudesse gerar a sua própria eletricidade. A Agência Nacional
de Energia Elétrica (ANEEL) publicou a Resolução Normativa <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf">REN nº 482/2012</a> que regulamentou a chamada
Geração Distribuída (GD) e estabeleceu o Sistema de Compensação de energia elétrica
aplicável a unidades consumidoras em todo o país com micro ou minigeração
distribuída. A partir daí a quantidade de geradores fotovoltaicos não parou de
crescer. O ano de 2018 foi encerrado com mais de 50 mil consumidores conectados
à rede elétrica através de micro ou minigeradores fotovoltaicos e, estima-se
alcançar, ainda em 2019, 100 mil consumidores conectados, acumulando 1 GW de
capacidade instalada de GD com energia solar fotovoltaica.</p>



<p>Apesar
do sucesso da GD, é natural que resoluções sejam revisadas e aprimoradas
continuamente, e com a REN nº 482 não tem sido diferente. Até o momento ela foi
revisada em alguns aspectos pela REN nº 687 e pela REN nº 786 em 2015 e 2017,
respectivamente. Em 2015, entretanto, o artigo 15 foi adicionado na resolução
determinando que a REN nº 482 seria revisada até 31 de dezembro de 2019. E, de
fato, a Agenda Regulatória da ANEEL, para o biênio 2018-2019, estabeleceu, no
item 50, a atividade para aprimorar a REN nº 482 no primeiro semestre de 2018.</p>



<p>Em
maio de 2018 a <a href="http://www.aneel.gov.br/consultas-publicas?p_p_id=consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet&amp;p_p_lifecycle=2&amp;p_p_state=normal&amp;p_p_mode=view&amp;p_p_cacheability=cacheLevelPage&amp;p_p_col_id=column-2&amp;p_p_col_count=1&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_documentoId=4575&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_tipoFaseReuniao=fase&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_jspPage=%2Fhtml%2Fconsultas-publicas-visualizacao%2Fvisualizar.jsp">Nota Técnica nº
0062/2018</a>
instaurou a abertura da <a href="http://www.aneel.gov.br/consultas-publicas?p_auth=5FYIkRnc&amp;p_p_id=consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet&amp;p_p_lifecycle=1&amp;p_p_state=normal&amp;p_p_mode=view&amp;p_p_col_id=column-2&amp;p_p_col_count=1&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_consultaId=329&amp;_consultaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_javax.portlet.action=visualizarConsulta">Consulta Pública
010/2018</a> – apenas
a primeira de sucessivas etapas – para a apresentação do relatório de Análise
de Impacto Regulatório (AIR) e de Audiências Públicas até a publicação da resolução
aprimorada.</p>



<p>Como
os aspectos técnicos já haviam sido aprimorados anteriormente, agora o enfoque
desta revisão será o aspecto econômico e a forma de compensação de energia,
conforme a Nota Técnica textualmente explica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right"><p>[&#8230;] Assim, o Sistema de Compensação precisaria ser reavaliado de modo a equilibrar a regulamentação com a situação atual do mercado, sendo necessário avaliar a pertinência da forma de remuneração atual, ponderando a previsão da magnitude dos impactos que a GD causará na rede e a sua sustentabilidade.</p><cite>ANEEL. Nota Técnica nº 0062/2018, fl. 6.</cite></blockquote>



<p>É
interessante destacar que a quantidade de consumidores que instalaram micro ou
minigeração tem sido inferior às projeções realizadas pela ANEEL. Contudo, os
impactos reais da GD são mais importantes em relação à potência total instalada
do que à quantidade de conexões. E, sobre a potência instalada, as projeções
também falharam, pois de fato ela é bem superior ao que se esperava.</p>



<p>A
ideia central é evitar que a regulamentação da GD, de acordo com a visão da
Agência, seja, ao mesmo tempo, muito boa para “prossumidores” (consumidores com
GD) e muito ruim para os demais consumidores. Assim, a Nota técnica ainda pontua:</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right"><p>[&#8230;] a AIR visa avaliar formas diferentes de compensação da energia injetada na rede por unidades consumidoras com micro ou minigeração distribuída, quantificando seus impactos para os diversos envolvidos, de modo a escolher aquela que implique em maiores benefícios totais para a sociedade.</p><cite> ANEEL. Nota Técnica nº 0062/2018, fl. 7.</cite></blockquote>



<p>Atualmente
o Sistema de Compensação faz com que a energia injetada pelo prossumidor seja
compensada integralmente por todas as componentes tarifárias que compõem a
fatura de energia. Na prática, o prossumidor paga a diferença da energia injetada
e a energia consumida da rede, ou seja, se o medidor bidirecional registra, por
exemplo, 250 kWh de energia consumida (energia que entra) e 150 kWh de energia
injetada (energia que sai), a cobrança incidirá sobre a diferença de 100 kWh,
respeitando-se a fatura mínima referente ao custo de disponibilidade. Atualmente
a quantidade de energia injetada tem o mesmo valor que a energia consumida da
rede, embora a diferença seja calculada em kWh e não em Reais.</p>



<p>A
proposição da revisão criou 6 alternativas (da alternativa 0 a alternativa 5)
que deixam de faturar sobre a diferença e passam a faturar, progressivamente, sobre
toda a energia consumida da rede sobre diferentes componentes tarifárias.</p>



<p>A
fatura de energia elétrica para o grupo B (basicamente consumidores
residenciais e comerciais conectados em baixa tensão), como a conhecemos hoje,
é composta basicamente de duas tarifas: a Tarifa de Uso do Sistema de
Distribuição (TUSD) e a Tarifa de Energia (TE). A TUSD e a TE, por sua vez, são
compostas por outras componentes tarifárias, a saber:</p>



<p>TE = Energia + Encargos;</p>



<p>TUSD
= Fio A + Fio B + Perdas + Encargos.</p>



<p>A
componente “Energia” refere-se ao custo da energia propriamente dita, que foi
gerada em algum (ou alguns) dos milhares de empreendimentos de geração elétrica
no país, comprada e revendida aos consumidores pelas distribuidoras de energia.
As componentes chamadas “Fio A” e “Fio B” referem-se ao transporte da energia e
agregam outros custos regulatórios.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-1030x704.png" alt="" class="wp-image-1253" width="437" height="298" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-1030x704.png 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-300x205.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-768x525.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-705x482.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2-450x307.png 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-0-2.png 1231w" sizes="(max-width: 437px) 100vw, 437px" /><figcaption>Figura 1 &#8211; Propostas de Compensação (alternativas 0 a 2).<br>Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-1030x704.png" alt="" class="wp-image-1254" width="436" height="298" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-1030x704.png 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-300x205.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-768x525.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-705x482.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5-450x307.png 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-3-5.png 1231w" sizes="(max-width: 436px) 100vw, 436px" /><figcaption>  Figura 2: Propostas de Compensação (alternativas 3 a 5).<br>Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p>Claramente
as alternativas apresentadas põem em foco a TUSD e as suas componentes porque o
prossumidor é capaz de gerar a sua própria energia, mas não dispõe de sistema
de distribuição próprio e, quando injeta energia na rede, o faz pela
infraestrutura de distribuição já existente da distribuidora local.</p>



<p>Entretanto,
o primeiro impacto da GD, sem dúvida, é a energia evitada. A quantidade de
energia gerada pelos sistemas de micro ou minigeração faz com que a mesma
quantidade de energia deixe de ser comprada pela distribuidora das centrais
geradoras. A distribuidora deixa de ter o custo e a receita dessa energia, mas
reivindicaria, mesmo assim, a utilização do seu sistema de distribuição pela GD
– o chamado “serviço fio” – já que os sistemas de micro ou minigeração (chamados
de sistemas <em>on-grid</em>) estão conectados
à sua rede elétrica de distribuição.</p>



<p>A
discussão, contudo, precisa ser avaliada porque não se pode afirmar que a GD
aumentaria o fluxo energético na rede de distribuição ocasionando aumento de
custo para a distribuidora. Pela mesma lógica, ao contrário, a GD poderia
aliviar esse fluxo ocasionando na prática um ganho ou <em>saving</em> para a distribuidora. Ou, ainda, a situação pode ser mais
complexa e uma combinação das duas possibilidades, dependendo da região, da
época do ano, tipo de consumidor e perfil de consumo (curva de carga).</p>



<p>Uma
simulação básica com valores hipotéticos mostra o valor da TE e da TUSD por kWh
e a contribuição porcentual das componentes tarifárias.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="557" height="273" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-TETUSD.png" alt="" class="wp-image-1256" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-TETUSD.png 557w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-TETUSD-300x147.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-TETUSD-450x221.png 450w" sizes="(max-width: 557px) 100vw, 557px" /><figcaption>Tabela 1 &#8211; TE e TUSD e suas Componentes Tarifárias (valores hipotéticos).<br>Fonte: autoria própria.<br></figcaption></figure></div>



<p>Se
tomarmos um exemplo de aplicação residencial, em um dado período, supõe-se que um
microgerador fotovoltaico gera 200 kWh e o consumo total da residência é 300
kWh. Assim, a fatura de energia pela regra atual será de (300-200) kWh
multiplicado pela tarifa de fornecimento (TE+TUSD), o que resulta em R$ 50,00.
Neste caso não importa quanta energia foi injetada pelo microgerador na rede
porque a compensação de energia é sempre integral (1:1) e a economia é dada
pela razão da geração fotovoltaica pelo consumo total (200 kWh/300 kWh) ou
66,7% (sem GD essa residência pagaria R$ 150,00 de energia elétrica).</p>



<p>Agora,
vamos simular a fatura segundo as demais alternativas propostas para a revisão
do Sistema de Compensação. Para tanto, é fundamental saber quanta energia é
injetada porque as demais componentes tarifárias não serão compensadas
integralmente. Utilizando o exemplo anterior definimos a primeira situação em que
50 kWh são injetados na rede e, portanto, são consumidos na rede (300-200) kWh +
50 kWh = 150 kWh:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="403" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75.png" alt="" class="wp-image-1257" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75.png 570w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75-300x212.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75-260x185.png 260w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_75-450x318.png 450w" sizes="(max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption> <br>Tabela 2 &#8211; Simulação de Economia nas Diferentes Alternativas (Simultaneidade de 75%).<br>Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p>À
medida que cada componente tarifária deixa de ser compensada integralmente, a
economia da GD cai drasticamente.</p>



<p>Considerando-se
o mesmo exemplo em uma segunda situação, mas com energia injetada de 128 kWh:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="405" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36.png" alt="" class="wp-image-1258" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36.png 570w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36-300x213.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36-260x185.png 260w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-alternativas_36-450x320.png 450w" sizes="(max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption> <br>Tabela 3 &#8211; Simulação de Economia nas Diferentes Alternativas (Simultaneidade de 36%).<br>Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p>Por
trás da quantidade de energia injetada na rede há um importante e essencial
conceito: o fator de simultaneidade – proporção da energia gerada que é
consumida instantaneamente. Nas duas situações acima, 50 kWh de energia
injetada corresponde a 150 kWh de energia consumida instantaneamente e 128 kWh de
energia injetada corresponde a 72 kWh de energia consumida instantaneamente, ou
75% e 36% de simultaneidade, respectivamente. </p>



<p>Nota-se
que nas duas simulações a geração fotovoltaica e o consumo total não sofreram
alteração. Quanto maior a energia injetada ou quanto mais se “utiliza” a rede
de distribuição quando há excesso momentâneo de geração, menor será a economia
que a GD proporcionará. Então, é possível conhecer o custo da energia injetada
para cada alternativa, considerando-se os valores hipotéticos da TE e da TUSD.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="281" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_tabela-custo-da-energia-injetada.png" alt="" class="wp-image-1259"/><figcaption> <br>Tabela 4 &#8211; Custo da Energia Injetada nas Diferentes Alternativas (valores hipotéticos).<br>Fonte: autoria própria. </figcaption></figure></div>



<p>Independentemente
da geração, consumo total ou fator de simultaneidade, implicitamente cada
alternativa proposta “taxa” diretamente a energia injetada e consequentemente o
uso da rede da distribuidora. O custo da energia injetada das alternativas 4 e
5 é igual e superior, respectivamente, à TUSD deste exemplo (R$ 0,25/kWh). Na
primeira situação o prossumidor que injeta 50 kWh pela alternativa 1, teria um
custo adicional da sua microgeração de 50 kWh · R$ 0,14/kWh = R$ 7,00 e na
segunda situação de R$ 17,92. Portanto, percebe-se que o que está em discussão
na revisão da REN nº 482 é a remuneração das distribuidoras pelos micros e
minigeradores quando há injeção. E aí, quanto menor o fator de simultaneidade,
maior será esse custo adicional.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Relatório de AIR</strong></p>



<p>Na
análise da GD para compensação local, o relatório indica que não será
economicamente sustentável manter o Sistema de Compensação na alternativa 0
(atual). A possibilidade é avançar para a alternativa 1 quando se atingir 3,365
GW, esperado para 2025. Este marco de potência instalado é chamado de gatilho.</p>



<p>A
AIR pontua que considerou manter por 25 anos (expectativa da vida útil do
sistema fotovoltaico) a compensação de energia segundo a regra vigente para
micro e minigeradores instalados até o final de 2019. A partir de 2020 até o
ano do gatilho manter-se-á a alternativa 0 por 10 anos e depois a energia
passará a ser compensada pela alternativa 1. Novos sistemas instalados a partir
do gatilho passam a compensar diretamente pela alternativa 1.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="246" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-1030x246.png" alt="" class="wp-image-1260" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-1030x246.png 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-300x72.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-768x184.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-1500x359.png 1500w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-705x169.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local-450x108.png 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-local.png 1990w" sizes="(max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> <br>Figura 3: Compensação Local pela Alternativa 1 com Gatilho de 3,365 GW.<br>Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<p>Para
as micro e minigerações para compensação remota, a análise sugere que o
equilíbrio econômico será desfeito em poucos anos e propõe dois gatilhos: 1,25
GW e 2,13 GW, esperados para 2022 e 2025, respectivamente.</p>



<p>O
primeiro gatilho muda a compensação para a alternativa 1 e o segundo gatilho
para a alternativa 3. A compensação remota teria regras novas e ficaria assim:</p>



<p>Instalações
até 2019 teriam compensações mantidas pela alternativa 0 por 25 anos.
Instalações entre 2020 e o primeiro gatilho (1,25 GW) teriam compensação pela
alternativa 0 por 10 anos e depois mudariam para a alternativa 3. Instalações
entre os dois gatilhos seriam compensados pela alternativa 1 por 10 anos e
depois mudariam para a alternativa 3. Após o segundo gatilho as instalações
passam a compensar diretamente pela alternativa 3.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="1030" height="281" src="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-1030x281.png" alt="" class="wp-image-1261" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-1030x281.png 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-300x82.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-768x209.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-1500x409.png 1500w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-705x192.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota-450x123.png 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Artigo_REN-482_alternativa-remota.png 1990w" sizes="(max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /><figcaption> <br>Figura 4: Compensação Remota pela Alternativa 1 e 3 com Gatilhos de 1,25 GW e 2,13 GW.<br>Fonte: autoria própria.</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>A
GD é benéfica porque adia investimentos em novas redes de transmissão e
distribuição, aumenta progressivamente a energia evitada, reduz perdas na
distribuição e na transmissão, além de contribuir para a redução da emissão de
gases do efeito estufa e da poluição atmosférica e ainda diversifica a matriz
energética. No tempo de análise (2020 a 2035) a manutenção da regra atual
(alternativa 0) é bastante positiva: a GD deixaria de emitir 79 milhões de
toneladas de CO<sub>2</sub> e geraria 589 mil empregos ao invés dos 433 mil que
a alternativa 1 sugere.</p>



<p>Em
uma eventual mudança da resolução a GD não deixará de evoluir, mas sua taxa de
crescimento será nitidamente mais lenta, adicionando pelo menos 12 meses ao <em>payback</em> do sistema fotovoltaico com a
adoção da alternativa 1. Embora os gatilhos sugeridos pareçam estar distantes
no tempo, a GD avança rapidamente e, por enquanto, sem travas. O custo
adicional da energia injetada aumenta à medida que se diminui a simultaneidade
e a GD tenderia a ser menos atrativa para consumidores residenciais onde o
consumo é mais concentrado nos horários de ponta, desalinhados com a geração
fotovoltaica, fora da ponta. O percentual típico de simultaneidade para
consumidores residenciais é de 36%, segundo dados da Empresa de Pesquisa
Energética (EPE) e, assim sendo, os consumidores residenciais seriam os mais
afetados.</p>



<p>Embora
as distribuidoras possam reivindicar que as componentes tarifárias da TUSD ou a
TUSD inteira não deva ser compensada pela GD – porque isso acarretaria em
prejuízo – vale lembrar que os consumidores cativos já estão sujeitos ao
custo de disponibilidade, que é o mínimo de fatura que se paga, mesmo não
consumindo energia da rede. Qualquer mudança na resolução deveria, então,
isentar os prossumidores deste custo, substituindo-o pelo custo adicional da
energia injetada que estariam sujeitos.</p>



<p>Atualmente,
há mais de 70 mil unidades consumidoras gerando a própria eletricidade,
acumulando 720 MW de potência solar proveniente de recursos financeiros
próprios. Adicionando-se a capacidade instalada de geração centralizada, a
energia solar entrega 2,8 GW em todo o país, muito pouco se comparado com EUA e
Japão com 50 GW cada um. É nítido, portanto, que os gatilhos propostos irão
impor forte freio à expansão solar brasileira.</p>



<p>Em
suma, é difícil entender como “maiores benefícios totais para a sociedade”
serão alcançados com qualquer alternativa que não a atual, se claramente há
risco para menor geração de empregos, estagnando a cadeia de valor fotovoltaica
desenvolvida e com piores consequências para o meio-ambiente. É necessário
observar o amadurecimento da fonte solar antes de impor qualquer freio
financeiro tão cedo, afinal, existem mais de 80 milhões de unidades
consumidoras, sobretudo consumidores residenciais.</p>



<p>Talvez
a mudança da resolução seja inevitável, mas de forma alguma a energia solar
será inviável, pelo contrário, o avanço tecnológico dos sistemas fotovoltaicos
poderá impulsioná-la ainda mais. O importante é não desistir da energia solar,
fonte inesgotável e limpa; a única com acesso viável – e individual – para pessoas
e empresas realizarem a sua evolução energética, criando seus próprios meios de
desenvolvimento sustentável. A GD trouxe a oportunidade e a opção do consumo
energético sustentável em si, proporcionando, também, ganhos econômicos. Agora,
espera-se que a GD não seja uma decisão meramente financeira!</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right"><p>“A energia é a artéria vital de cada desenvolvimento natural e social. Nenhum processo vital, natural ou social, é concebível ou descritível sem o seu fundamento energético”</p><cite> Hermann Scheer, em O Manifesto Solar. <br></cite></blockquote>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Fontes</strong></p>



<p>[1] ANEEL. Resolução
Normativa nº 482/2012. Disponível em: <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf">http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2012482.pdf</a></p>



<p>[2] ANEEL. Resolução
Normativa nº 687/2015. Disponível em: <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2015687.pdf">http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2015687.pdf</a></p>



<p>[3] ANEEL. Agenda
Regulatória. Disponível em <a href="http://www.aneel.gov.br/agenda-regulatoria-aneel">http://www.aneel.gov.br/agenda-regulatoria-aneel</a></p>



<p>[4] ANEEL. Relatório de
Análise de Impacto Regulatório nº 0004/2018. Disponível na seção de <a href="http://www.aneel.gov.br/audiencias-publicas?p_p_id=audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet&amp;p_p_lifecycle=2&amp;p_p_state=normal&amp;p_p_mode=view&amp;p_p_cacheability=cacheLevelPage&amp;p_p_col_id=column-2&amp;p_p_col_count=1&amp;_audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_documentoId=42675&amp;_audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_tipoFaseReuniao=fase&amp;_audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_jspPage=%2Fhtml%2Faudiencias-publicas-visualizacao%2Fvisualizar.jsp">Audiências
Públicas</a>
(AP nº 001/2019).</p>



<p>[5] Zilles, Roberto <em>et al</em>. Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede Elétrica. Ed.
Oficina de Textos. São Paulo, 2012.</p>



<p>[6] Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Nota Técnica DEA 26/14 – Avaliação da Eficiência Energética e Geração
Distribuída para os Próximos 10 anos (2014-2023). Disponível em <a href="http://www.epe.gov.br/">http://www.epe.gov.br/</a></p>



<p>[7] ANEEL. Geração Distribuída. Acesso em 23
de abril de 2019. Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp">http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp</a></p>



<p>[8] ANEEL. BIG – Banco de Informações de
Geração: Capacidade de Geração do Brasil. Acesso em 23 de abril de 2019.
Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm">http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm</a></p>



<p>[9] Scheer, Hermann. O Manifesto Solar:
Energia Renovável e a Renovação da Sociedade. CEPEL – CRESESB. Rio de Janeiro,
2015.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>Sobre o autor | <a href="https://www.linkedin.com/in/igor-cordeiro-inergial/">Igor Cordeiro</a> é instrutor de
energias renováveis na <a href="http://inergial.com.br/">Inergial Energia
Ltda</a>.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Expansão da Geração Distribuída com Energia Solar</title>
		<link>https://inergial.com.br/expansao-da-geracao-distribuida-com-energia-solar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Dec 2018 20:58:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Fotovoltaico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou a Resolução Normativa nº 482 em abril de 2012 (REN 482/2012), qualquer consumidor de energia elétrica ganhou a possibilidade de gerar a sua própria eletricidade através de diversas fontes de energia. A fonte solar, contudo, responde por mais de 80% da capacidade instalada de geração distribuída, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (<a href="http://www.aneel.gov.br/">ANEEL</a>) publicou a Resolução Normativa nº 482 em abril de 2012 (<a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/bren2012482.pdf">REN 482/2012</a>), qualquer consumidor de energia elétrica ganhou a possibilidade de gerar a sua própria eletricidade através de diversas fontes de energia. A fonte solar, contudo, responde por mais de 80% da capacidade instalada de geração distribuída, desenvolvendo o mercado de energia solar no Brasil e alavancando a micro e minigeração distribuída.</p>
<p>A partir de 2012 consumidores residenciais, comerciais, industriais e rurais começaram a instalar geradores fotovoltaicos e, hoje, há quase 49 mil sistemas fotovoltaicos instalados no Brasil que somam 500 MW de capacidade.</p>
<p><a href="http://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/12/GD_FV_Brasil-2012-2018.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-1009 alignleft" src="http://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/12/GD_FV_Brasil-2012-2018-300x203.png" alt="" width="300" height="203" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/12/GD_FV_Brasil-2012-2018-300x203.png 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/12/GD_FV_Brasil-2012-2018-768x520.png 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/12/GD_FV_Brasil-2012-2018.png 934w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/12/GD_FV_Brasil-2012-2018-705x478.png 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/12/GD_FV_Brasil-2012-2018-450x305.png 450w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>Com o rápido declínio dos preços e aumento da competição o ano de 2018 foi marcado pela maior expansão da energia solar desde a regulamentação da geração distribuída em 2012. No ano, foram instalados mais de 26 mil novos sistemas fotovoltaicos acrescentando mais de 300 MW de potência solar. Os sistemas fotovoltaicos residenciais correspondem a ¾ das instalações, mas 45% de toda a capacidade instalada está em comércios pelo País.</p>
<p>Embora a REN 482/2012 regulamente a geração distribuída igualmente para todo o Brasil, apenas três estados concentram metade de toda a capacidade instalada de geração distribuída. Há fatores que incentivam a geração distribuída como os bons índices de radiação solar e as tarifas de energia elétrica mais caras. E outros motivos que são obstáculos no desenvolvimento da geração distribuída como, por exemplo, dificuldade de acesso a linhas de financiamento e empréstimos financeiros.</p>
<table width="359">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;" width="28"><strong>UF</strong></td>
<td style="text-align: center;" width="93"><strong>% Capacidade</strong></td>
<td style="text-align: center;" width="28"><strong>UF</strong></td>
<td style="text-align: center;" width="93"><strong>% Capacidade</strong></td>
<td style="text-align: center;" width="24"><strong>UF</strong></td>
<td style="text-align: center;" width="93"><strong>% Capacidade</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">MG</td>
<td style="text-align: right;">25,28%</td>
<td style="text-align: center;">PE</td>
<td style="text-align: right;">2,79%</td>
<td style="text-align: center;">RO</td>
<td style="text-align: right;">0,88%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">RS</td>
<td style="text-align: right;">13,85%</td>
<td style="text-align: center;">BA</td>
<td style="text-align: right;">2,39%</td>
<td style="text-align: center;">PA</td>
<td style="text-align: right;">0,73%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">SP</td>
<td style="text-align: right;">10,67%</td>
<td style="text-align: center;">MS</td>
<td style="text-align: right;">2,17%</td>
<td style="text-align: center;">SE</td>
<td style="text-align: right;">0,59%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">PR</td>
<td style="text-align: right;">6,28%</td>
<td style="text-align: center;">RN</td>
<td style="text-align: right;">2,07%</td>
<td style="text-align: center;">AL</td>
<td style="text-align: right;">0,53%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">SC</td>
<td style="text-align: right;">6,22%</td>
<td style="text-align: center;">PB</td>
<td style="text-align: right;">1,68%</td>
<td style="text-align: center;">TO</td>
<td style="text-align: right;">0,48%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">CE</td>
<td style="text-align: right;">5,16%</td>
<td style="text-align: center;">DF</td>
<td style="text-align: right;">1,66%</td>
<td style="text-align: center;">AM</td>
<td style="text-align: right;">0,12%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">RJ</td>
<td style="text-align: right;">4,94%</td>
<td style="text-align: center;">ES</td>
<td style="text-align: right;">1,60%</td>
<td style="text-align: center;">AP</td>
<td style="text-align: right;">0,12%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">MT</td>
<td style="text-align: right;">4,03%</td>
<td style="text-align: center;">PI</td>
<td style="text-align: right;">1,37%</td>
<td style="text-align: center;">AC</td>
<td style="text-align: right;">0,11%</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">GO</td>
<td style="text-align: right;">3,21%</td>
<td style="text-align: center;">MA</td>
<td style="text-align: right;">1,03%</td>
<td style="text-align: center;">RR</td>
<td style="text-align: right;">0,04%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para 2019 a expectativa de crescimento da geração distribuída é ainda maior do observado em 2018 porque os preços tenderão a se acomodar e a disseminação dos benefícios da energia solar contribuirá para que cada vez mais pessoas e empresas se interessem pela geração própria de energia com vantagens imediatas, como a drástica redução da fatura de energia elétrica.</p>
<p>Além disso, a chegada de carros elétricos e a mobilidade elétrica em geral (<em>e-bikes, e-scooters</em> e <em>e-</em>patinetes) ajudarão a impulsionar a geração local da eletricidade, sem os altos custos de transmissão e distribuição.</p>
<p>Espera-se, então, uma rápida mudança de paradigma e modelo de geração e consumo de eletricidade. O modelo atual, totalmente centralizado em grandes empreendimentos de geração com agentes de transmissão e distribuição espalhados pelo País dividirão o mercado com a concorrência dos seus clientes (cativos). Assim, a geração distribuída ajudará a descentralizar a geração e o consumo de energia e também balanceará economicamente e politicamente o setor elétrico nacional.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>[1] ANELL. Geração Distribuída. Acesso em 28 de dezembro de 2018. Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp"><u>http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Fonte.asp</u></a></p>
<p>[2] ANEEL. BIG – Banco de Informações de Geração: Capacidade de Geração do Brasil. Acesso em 28 de dezembro de 2018. Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm">http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/capacidadebrasil.cfm</a></p>
<p>[3] ANEEL. Resolução Normativa Nº 482/2012. Disponível em <a href="http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2018819.pdf"> http://www2.aneel.gov.br/cedoc/bren2012482.pdf</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Amplie seu Portfolio de Projetos e Serviços com Energia Solar</title>
		<link>https://inergial.com.br/amplie-seu-portfolio-de-projetos-e-servicos-com-energia-solar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2018 18:22:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Fotovoltaico]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Veículo Elétrico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://inergial.com.br/?p=999</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nesta Terça-feira, 6 de novembro, a Inergial Energia, com apoio do Bendito Coworking, palestrou no evento &#8220;Amplie seu Portfolio de Projetos e Serviços com Energia Solar&#8221;. O evento foi direcionado à arquitetos, construtores e engenheiros civis. Dentre os tópicos do evento foi abordado o crescimento da fonte solar fotovoltaica no Brasil e no mundo, as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta Terça-feira, 6 de novembro, a Inergial Energia, com apoio do Bendito Coworking, palestrou no evento &#8220;Amplie seu Portfolio de Projetos e Serviços com Energia Solar&#8221;.</p>
<p>O evento foi direcionado à arquitetos, construtores e engenheiros civis. Dentre os tópicos do evento foi abordado o crescimento da fonte solar fotovoltaica no Brasil e no mundo, as modalidades de geração de eletricidade e os benefícios de um sistema de geração distribuída para clientes residenciais, comerciais e industriais.</p>
<p>Além da possibilidade de projetos de geração distribuída a Inergial também lançou a comercialização de carregadores para veículos elétricos seguindo uma tendência mundial que muito em breve fará parte da realidade brasileira. Os veículos (100%) elétricos e híbridos terão grande participação na frota nacional e a infraestrutura de recarga será tão importante quanto a origem da eletricidade para recarga das suas baterias.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Evento sobre Energia Solar no 9 Coworking</title>
		<link>https://inergial.com.br/evento-sobre-energia-solar-no-9-coworking/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Oct 2018 17:18:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Fotovoltaico]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No último dia 9 de outubro a Inergial, em parceria com o 9 Coworking, realizou mais um evento sobre energia solar para o público em geral. O evento nomeado &#8220;Melhore a Competitividade da sua Empresa com os Benefícios da Energia Solar&#8221; atraiu pessoas e empresas que desejam investir em um sistema solar fotovoltaico para geração [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 9 de outubro a <strong><a href="http://www.inergial.com.br">Inergial</a></strong>, em parceria com o <strong><a href="http://www.9coworking.com">9 Coworking</a></strong>, realizou mais um evento sobre energia solar para o público em geral.</p>
<p>O evento nomeado <strong>&#8220;Melhore a Competitividade da sua Empresa com os Benefícios da Energia Solar&#8221;</strong> atraiu pessoas e empresas que desejam investir em um sistema solar fotovoltaico para geração própria de eletricidade.</p>
<p>Durante a apresentação foram abordados tópicos como o rápido crescimento da energia solar no mundo e no Brasil, o funcionamento e operação dos sistemas conectados à rede elétrica, o mercado de trabalho no setor e o financiamento de projetos para pessoas físicas e jurídicas.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aonde a Energia Solar Pode Chegar no Brasil?</title>
		<link>https://inergial.com.br/aonde-a-energia-solar-pode-chegar-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jun 2018 19:31:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://inergial.com.br/?p=891</guid>

					<description><![CDATA[<p>A energia solar fotovoltaica desperta cada vez mais interesse das pessoas e das empresas com o seu rápido crescimento no mundo. A possibilidade de consumir eletricidade gerada a partir do Sol surpreende a todos quando se observa que o custo de geração é cada vez menor e competitivo em comparação com outras fontes renováveis e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://inergial.com.br/aonde-a-energia-solar-pode-chegar-no-brasil/">Aonde a Energia Solar Pode Chegar no Brasil?</a> apareceu primeiro em <a href="https://inergial.com.br">Inergial</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A energia solar fotovoltaica desperta cada vez mais interesse das pessoas e das empresas com o seu rápido crescimento no mundo.</p>
<p>A possibilidade de consumir eletricidade gerada a partir do Sol surpreende a todos quando se observa que o custo de geração é cada vez menor e competitivo em comparação com outras fontes renováveis e combustíveis fósseis. Como fonte renovável, limpa e sustentável, a energia solar contribui para a redução da emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) e o desenvolvimento sustentável em baixo carbono.</p>
<p>Embora a fonte solar tenha contribuído com apenas 1,9% da geração de energia no mundo em 2017 – segundo o relatório <em>Renewables 2018 Global Status Report </em>da REN21 (<em>Renewable Energy Policy Network for the 21<sup>st</sup> Century</em>) – é inegável o seu crescimento exponencial nos últimos 10 anos.</p>
<p><a href="http://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Global-Solar-PV-Growth-2008-2017_1-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-919 alignleft" src="http://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Global-Solar-PV-Growth-2008-2017_1-1-300x152.jpg" alt="" width="300" height="152" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Global-Solar-PV-Growth-2008-2017_1-1-300x152.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Global-Solar-PV-Growth-2008-2017_1-1-768x389.jpg 768w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Global-Solar-PV-Growth-2008-2017_1-1-1030x521.jpg 1030w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Global-Solar-PV-Growth-2008-2017_1-1-705x357.jpg 705w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Global-Solar-PV-Growth-2008-2017_1-1-450x228.jpg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Global-Solar-PV-Growth-2008-2017_1-1.jpg 1484w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><strong>[Clique na figura para ampliar]</strong> O mundo atingiu a capacidade instalada de 385 GW (gigawatts) de energia solar fotovoltaica de acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês) com domínio chinês, seguido mais de longe por Alemanha, Japão e Estados Unidos. Os quatro países juntos têm dois terços do total (em capacidade), mesmo com outros países acelerando a implantação da solar.</p>
<p>Neste montante o Brasil contribuiu com apenas 1 GW, ocupando a 26ª posição em um <em>ranking</em> de países que já empregam a fonte solar, e segue forte na expansão através da Geração Centralizada (GC) e da Geração Distribuída (GD).</p>
<p>Na GC diversas usinas solares geram eletricidade para comercialização e na GD pessoas e empresas podem instalar microgeradores fotovoltaicos próprios para autoconsumo da eletricidade gerada.</p>
<p>Mas, aonde que a energia solar pode chegar no Brasil? E como?</p>
<p>Estimar e fazer projeções sobre demanda e oferta de energia é fundamental para o planejamento do setor energético. Em 2016 a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) disponibilizou ao mercado e à sociedade uma ferramenta para calcular o impacto das emissões de GEE em função de cenários de oferta e demanda de energia.</p>
<p>A ferramenta foi desenvolvida inicialmente pelo governo do Reino Unido e a versão brasileira desenvolvida pela EPE foi nomeada “Calculadora 2050”.</p>
<p>A Calculadora 2050 não gera previsões ou faz projeções. Ela permite a construção de cenários energéticos pelos usuários sem indicar suas probabilidades de ocorrência. A calculadora, como ferramenta, leva em consideração a disponibilidade potencial dos recursos naturais do Brasil e fatores em contextos pessimistas e otimistas em termos de políticas públicas e outras premissas. A Calculadora 2050 tem, então, o objetivo de oferecer uma visão geral do sistema energético e abrir debate sobre a matriz energética brasileira e seu planejamento.</p>
<p>Mesmo assim, é possível observar dois cenários interessantes para a energia solar fotovoltaica em 2050 que, mesmo não sendo estimativas robustas, podem ser indicativos importantes para o futuro da fonte solar no País.</p>
<p>O primeiro cenário leva em consideração o crescimento da capacidade com pouco esforço ou incentivos. A potência total atingiria 44 GWp, sendo quase 7 GWp em GC e 37 GWp em GD.</p>
<p><a href="http://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Solar-PV-Deployment_Scenario-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-894 aligncenter" src="http://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Solar-PV-Deployment_Scenario-1-300x141.jpg" alt="" width="228" height="107" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Solar-PV-Deployment_Scenario-1-300x141.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Solar-PV-Deployment_Scenario-1.jpg 348w" sizes="(max-width: 228px) 100vw, 228px" /></a></p>
<p>O segundo cenário leva em consideração o crescimento da capacidade com significativo esforço e grandes incentivos para GD. A potência total atingiria 124 GWp, sendo 51 GWp em GC e 73 GWp em GD, divididos em 55 GWp em residências e 18 GWp em empresas comerciais e industriais.</p>
<p><a href="http://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Solar-PV-Deployment_Scenario-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-895 aligncenter" src="http://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Solar-PV-Deployment_Scenario-2-300x121.jpg" alt="" width="300" height="121" srcset="https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Solar-PV-Deployment_Scenario-2-300x121.jpg 300w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Solar-PV-Deployment_Scenario-2-450x182.jpg 450w, https://inergial.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Solar-PV-Deployment_Scenario-2.jpg 487w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>Caso o primeiro cenário se confirme, chegaremos em 2050 com 44 GW e com um atraso de 30 anos. Essa potência é aproximadamente o que Alemanha, Japão e Estados Unidos já têm hoje, cada um!</p>
<p>O segundo cenário é otimista e exige grande esforço e, se ocorrer, terá os microgeradores residenciais como protagonistas deste desenvolvimento, indicando, sobretudo, que a energia solar é versátil tanto em GC quanto em GD.</p>
<p>Qualquer que seja o cenário, ou ainda outro entre os dois apresentados, que se torne realidade, a energia solar parece se inclinar mais sobre a GD, consideravelmente com mais potência instalada comparada à GC. Mesmo sendo impossível prever o futuro, já podemos ter certeza que a energia solar mudará definitivamente como o setor elétrico nacional gera e consome energia.</p>
<p>Para conhecer e usar a Calculadora 2050 acesse <a href="http://calculadora2050brasil.epe.gov.br/calculadora.html">http://calculadora2050brasil.epe.gov.br/calculadora.html</a></p>
<p>Para saber mais sobre os detalhes da energia solar na Calculadora 2050 acesse <a href="http://calculadora2050.epe.gov.br/assets/onepage/14.pdf">http://calculadora2050.epe.gov.br/assets/onepage/14.pdf</a></p>
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<p>Sobre o autor | <a href="https://www.linkedin.com/in/igor-cordeiro-inergial/">Igor Cordeiro</a> é consultor e instrutor de energias renováveis na <a href="http://inergial.com.br/">Inergial Energia Ltda</a>.</p>
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		<title>Evento sobre Energia Solar no Campus São Paulo</title>
		<link>https://inergial.com.br/evento-sobre-energia-solar-no-campus-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Igor Barbieri Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2018 14:48:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No último dia 12 de junho aconteceu mais um evento da Inergial. O evento Energia Solar &#124; Oportunidades e Desafios para Empreendedores e Profissionais do Setor de Energias Renováveis ocorreu no Campus São Paulo, espaço do Google. Através da análise do nível de investimentos em energia solar fotovoltaica e o seu rápido crescimento no mundo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 12 de junho aconteceu mais um evento da Inergial. O evento Energia Solar | Oportunidades e Desafios para Empreendedores e Profissionais do Setor de Energias Renováveis ocorreu no Campus São Paulo, espaço do Google.</p>
<p>Através da análise do nível de investimentos em energia solar fotovoltaica e o seu rápido crescimento no mundo inteiro, discutiu-se as oportunidades e desafios da energia solar no Brasil.</p>
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